Na palma da mão

Embalagens cartonadas assépticas individuais oferecem praticidade à  vida da geração Millennials

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Imagem: Tetra Pak

Os consumidores da geração Millennials, jovens de 20 a 35 anos, trazem novos hábitos e comportamentos que impactam diretamente o mercado de embalagens para bebidas e alimentos.

Os primeiros a nascer com a internet e a crescer em um mundo globalizado são consumidores que pedem novidade, facilidade e agilidade, como aponta estudo global realizado pela Goldman Sachs e divulgado pela Tetra Pak.

O levantamento aponta cinco atributos básicos exigidos pela Geração millennials aos produtos escolhidos para o consumo: o aspecto da embalagem, fácil manuseio e transporte, prático para beber e comer diretamente, embalagem que pode ser fechada novamente e produto sustentável.

Essa demanda de consumo vai ao encontro do uso de embalagens individuais cartonadas assépticas para consumo de bebidas fora de casa. São soluções capazes de atender aos desejos de portabilidade, reistência, sustentabilidade e qualidade de vida apontados pela maioria dos entrevistados.

Mesmo sem citar números, Luiz Calabrese, da área comercial da Alcoa, no fornecimento de alumínio para a produção de embalagens cartonadas assépticas, destaca que as embalagens individuais, portion packs, vêm experimentando forte crescimento no Brasil em função de novos hábitos de consumo. “Numerosos produtos são envasados nessa embalagem, sendo as bebidas lácteas o principal volume. Outras importantes aplicações são sucos naturais , água de coco e achocolatados”, afirma.

“Portion packs oferecem agilidade, mobilidade e qualidade de vida”

A partir da composição de lâminas de papel, polietileno e alumínio, as cartonadas assépticas oferecem praticidade, conservação do produto, e ainda são 100% recicláveis.

O alumínio, segundo Calabrese, representa 5 % do peso da embalagem e tem função fundamental, principalmente como barreira de luz e odor. As folhas de alumínio fornecidas aos desenvolvedores de embalagens têm espessuras de 6,3  (inferior a um fio de cabelo) ou 9.

“As embalagens cartonadas representam uma revolução no acondicionamento e proteção de alimentos. Revolucionam também a cadeia logística da fábrica ao consumidor pela otimização no transporte e na armazenagem. A dispensa de refrigeração e a longa vida útil dos produtos embalados também são fatores importantes para redução do consumo energético e desperdício de alimentos”, conclui Calabrese.

Prático e seguro

Folha de alumínio auxilia na cozinha e conserva a qualidade natural dos alimentos

A folha de alumínio, também conhecida como papel alumínio, faz parte dos utensílios indispensáveis em cozinhas do mundo todo, onde é usada para preparar assados, aquecer, embalar e conservar alimentos. A eficiência do produto é garantida pelas vantagens do alumínio:

  • atóxico
  • ótimo condutor de calor
  • resistente a altas temperaturas
  • protetor contra aromas, luz, gases e vapor d’água
  • preservação das qualidades naturais dos alimentos por muito mais tempo
  • adequado para uso em contato direto com alimentos, sem nenhum efeito nocivo ao organismo humano, conforme atestado pela Food and Drug Administration – FDA (órgão oficial de saúde dos Estados Unidos), e a Anvisa, no Brasil.

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A folha de alumínio tem um lado brilhante e outro fosco. Isso porque, devido à sua baixa espessura final, cerca de 10 micrômetros, ela é laminada duplada; ou seja, uma folha é sobreposta à outra para aumentar a sua espessura e aumentar a sua resistência, para evitar que ela quebre durante o processo. Com isso, as superfícies externas das folhas entram em contato com os cilindros de laminação, adquirindo o brilho, enquanto as superfícies que estão em contato entre si ficam foscas.

O lado brilhante, por ser mais liso, propicia menor aderência de alimentos e seu índice de refletividade ao calor é maior, provocando ligeira redução no tempo de cozimento. Assim, tecnicamente falando, o ideal é utilizar o lado brilhante para dentro, em contato com os alimentos, para melhor aproveitar a fonte de calor.

As folhas mais espessas chegam a render três vezes mais, porque exigem menos material para embalar um assado, por exemplo, e não rasgam com facilidade. A largura e o comprimento de cada rolo podem variar. Nos supermercados é possível encontrar rolos de 30cm ou 45cm, com metragem de 4m a 100m.

Aliança de tradição

Há 60 anos, a embalagem de alumínio acompanha a liderança do Polenguinho no mercado de queijo snack

As propriedades do alumínio fazem do uso do metal em embalagens de queijos uma tradição global de mercado. Produtos altamente sensíveis ao contato com o oxigênio, os diferentes tipos de queijos, como os processados, camembert, brie e gorgonzola, recebem embalagens produzidas com folhas de alumínio para impedir o comprometimento de suas qualidades de aroma e sabor e de seu shelf life.

No mercado de queijos fundidos, a Polenghi, empresa do Grupo Soparind Bongrain, líder mundial de especialidades queijeiras, optou em 1955 pela folha de alumínio para embalar o tradicional Polenguinho. E há 60 anos mantém o mesmo tipo de embalagem, inclusive nas novas linhas Light, Requeijão, Cheddar, Gorgonzola e Gruyère.

O Polenguinho dispensa refrigeração e tem um shelf life de 210 dias, e conta com a folha de alumínio para manter as características sensoriais do produto. De acordo com a área de Comunicação da Polenghi, a empresa adota o material porque as embalagens de alumínio são importantes aliadas na preservação dos queijos, por impedirem a passagem de luz, umidade e oxigênio, evitando a deterioração.

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A tecnologia que permite a fabricação desse tipo de embalagem foi desenvolvida na França e utiliza folha de alumínio ultrafina de 12μ (micra). “O tablete é selado integralmente, pois recebe um verniz que permite total inviolabilidade”, explica Luiz Henrique Ranchin, consultor Comercial da Votorantim Metais.

Proteção em saquinhos

Sensíveis à ação da temperatura e da umidade, sucos em pó mantêm sabor e aroma em sachês de alumínio

A demanda por sucos em pó, que contam com a proteção de embalagens em sachês de alumínio, tem apresentado crescimento constante nos últimos anos no Brasil. A categoria cresceu 4,8%, entre dezembro de 2014 e setembro de 2015, em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Nielsen fornecidos pela Mondelez, fabricante do suco Tang.

As bebidas em pó Tang, por exemplo, referência na categoria com 45,1% de participação no mercado, é a 4ª marca mais presente nos lares brasileiros entre todos os produtos de bens de consumo, de acordo com Fábio Melo, gerente de Marketing da marca.

“É um produto relativamente barato para o consumidor e com grande penetração em todas as camadas sociais”, avalia Elimar Senna Moraes, gerente de Vendas da Alcoa Alumínio, empresa fornecedora de folhas de alumínio para o mercado de embalagens.

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Os sucos em pó também atraem os consumidores devido à conveniência, já que são facilmente diluídos em água e armazenados, uma vez que suas embalagens pesam em média menos de 50 gramas.

Recente estudo da Mintel mostra que, apesar da preferência dos brasileiros por alimentos frescos, os consumidores também buscam sucos de frutas com preços mais acessíveis. A pesquisa aponta que 33% dos entrevistados consomem sucos frescos diariamente, enquanto 30% optam pelas versões em pó na mesma frequência.

Um comportamento, segundo os resultados do estudo, que não apresenta disparidades significativas entre os diferentes grupos socioeconômicos. Enquanto 31% dos consumidores das classes D e E afirmam consumir suco em pó uma vez por dia, 26% dos grupos A e B afirmam fazer o mesmo.

As versões em pó apresentam amplo período de validade e podem ser mantidas em temperatura ambiente. Conveniências que têm como aliadas as embalagens em sachês de alumínio. Além da preservação de consistência, aroma e sabor, a folha de alumínio garante resistência mecânica às embalagens, que são livres do risco de rompimento.

O suco em pó possui ingredientes sensíveis e, por isso, existem controles durante o processo produtivo para garantir a qualidade e segurança dos produtos. “O empedramento pode ocorrer quando o produto entra em contato com umidade ou quando é armazenado de forma incorreta. Quando isso ocorre, há alteração de textura e aparência”, explica Melo, da Mondelez.

Essa vulnerabilidade exige o uso de embalagens com requisitos especiais de proteção e shelf life. Segundo Moraes, “as folhas de alumínio têm papel único e fundamental na estrutura das embalagens flexíveis que normalmente se utilizam para esse produto, com suas propriedades de barreira e permeabilidade contra umidade, odores, luz, passagem de oxigênio e gases”.