Chocolate em lata de alumínio para bebidas?

A novidade é da belga Ovidias que optou pelos diferenciais da embalagem para distribuir seus chocolates premium para o mundo

Depois de conquistar 100% dos fabricantes e consumidores de cervejas, energéticos e a maioria dos produtores de refrigerantes e sucos de frutas, a lata de alumínio para bebidas começa a inovar o mercado de alimentos. A belga Ovidias surge como a primeira marca de chocolates a embalar seus produtos nas populares latinhas.

A lata, de 330 ml, contém diferentes sabores e formatos de bombons embalados individualmente e a tampa easy open permite a proteção da qualidade do produto e facilita a abertura. E o formato ainda favorece a impressão de rótulos em toda a extensão da embalagem.

Segundo a empresa, a lata para bebidas é perfeita para chocolates premium, porque conserva o sabor e mantém a textura cremosa do chocolate, garante uma vida mais longa ao produto, oferece proteção contra oxidação, causada pela exposição à luz e a gases, e ainda facilita o transporte e o armazenamento. Características fundamentais para os chocolates em lata da Ovidias que são comercializados mundialmente via internet.

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De acordo com Marco Turcatto, gerente de Marketing da Ovidias, a inovação surgiu a partir de uma sugestão do fundador da marca. Ao observar as bebidas disponibilizadas em um frigobar de um hotel, se questionou sobre a viabilidade de a lata de alumínio ser usada para embalar chocolates. “Depois de cuidadosa investigação, entramos em contato com a Ball (empresa norte-americana de embalagens) e conseguimos desenvolver um produto verdadeiramente único”, explica.

Os “chocolates em lata” estão disponíveis para compra no endereço eletrônico https://www.ovidias.com/en-gb/

Chocolates em alta

Embalagens de alumínio garantem proteção e nobreza aos produtos Premium, que representam 8% do mercado nacional

O mercado brasileiro está entre os três maiores produtores e consumidores de chocolate do mundo. Nos últimos anos, o país vem se especializando na produção de chocolates especiais e diversificação de sabores. E o alumínio tem uma presença marcante nas embalagens, em especial, no segmento de produtos Premium.

As informações são de Caio Tomazeli, diretor de Chocolates Premium da ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados, que ressalta o fato de a especialização da cadeia produtiva impactar na melhoria da qualidade do chocolate nacional.

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“Os chocolates Premium são um resultado desse processo. Em geral, esses produtos têm maior teor de cacau em sua composição, design e embalagem inovadores e menor tempo de validade para consumo. São produzidos em menor escala e geralmente comercializados em canais de venda exclusivos como lojas especializadas e redes de franquias”, explica Tomazeli. Além de marcas industriais, o segmento ainda inclui os chocolates especiais de confeitarias, os artesanais e marcas assinadas por chefs chocolatiers.

Segundo Tomazeli, o consumo do Premium, com exceção dos dois últimos anos, cresceu em média 20% ao ano e hoje representa um consumo de cerca de 8% do mercado de chocolates no Brasil. “Esse crescimento ocorreu devido à evolução dos hábitos de consumo do brasileiro, com crescimento de uma nova classe consumidora, e também devido à melhor qualidade dos chocolates brasileiros”.

“Chocolates Premium contam com embalagens que atraem o consumidor e protegem as características diferenciadas dos produtos”

Tomazeli ressalta o papel da embalagem nesse cenário evolutivo. Segundo ele, a embalagem tem grande importância, sendo que o design tem influência direta na percepção de valor do produto e também na manutenção das qualidades até o seu consumo final. “Quem trabalha com chocolates encontra no alumínio uma forma de proteger o produto. E quem consome reconhece essa garantia. E o alumínio ainda transfere conceitos de qualidade e nobreza ao chocolate”, garante.

Apesar de o alumínio ser uma excelente opção de embalagem, o diretor da ABICAB alerta:O alumínio oferece vantagens, mas não substitui outros cuidados como temperatura, umidade, controle de rotatividade e demais medidas de boas práticas necessárias ao controle de armazenagem de alimentos”, conclui.