Redução de embalagens atende mudança de consumo de bebidas

Para atender novas preferências dos consumidores, indústria de bebidas reduz formatos de latinhas de alumínio

O consumo regular de refrigerantes e sucos artificiais vem caindo ano a ano entre a população brasileira. Segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em abril pelo Ministério da Saúde, nos últimos nove anos a queda foi significativa, passando de 30,9% em 2007 para 16,5% em 2016. Entre os homens, o índice passou de 35,7% para 19,6% no período e, entre as mulheres, de 26,9% para 13,9%.

Uma tendência que leva os fabricantes de bebidas a traçarem novas estratégias para atender às necessidades dos consumidores, seja em relação ao consumo de menor quantidade de açúcar ou à busca por praticidade.

A Coca-Cola Brasil, por exemplo, acaba de abandonar as latas de alumínio de 350ml para os sucos da marca Del Valle. Agora a bebida será oferecida apenas em latas de 290ml. E a inovação atinge toda a linha de sabores do Del Valle Néctar: uva, uva light, pêssego, pêssego light, goiaba, manga e maracujá. Segundo a empresa, a ideia é oferecer uma opção mais prática para o consumidor.

Hoje, as embalagens de 250ml ou menores representam 40% das marcas de bebidas gasosas da Coca-Cola. E as minilatas e outras embalagens pequenas compõem 15% das bebidas gasosas da companhia comercializadas na América do Norte.

De acordo com a empresa, as vendas de embalagens menores também aumentam quando os consumidores optam por reduzir a ingestão de açúcar. Nos Estados Unidos, as vendas de minilatas de Coca-Cola tiveram um índice de aumento de dois dígitos desde que foram lançadas, em 2007.

“Embalagens de 250ml ou menores
representam 40% das marcas de bebidas gasosas da Coca-Cola”

Segundo dados divulgados pela Coca-Cola, este ano, a procura por minilatas na América do Norte cresceu 6,6% em relação ao ano passado. “A procura do consumidor por embalagens menores, exclusivas, é uma tendência inegável”, diz Sandy Douglas, presidente da Coca-Cola América do Norte.

A redução de embalagens de latas de alumínio para bebidas também está presente no mercado brasileiro. A Abralatas (Associação Brasileira de Latas de Alumínio para Bebidas) estima que hoje as novas opções de tamanhos e formatos têm uma participação de cerca de 25%. Uma porcentagem significativa já que há poucos anos a lata tradicional de 350ml representava quase 100% do mercado.

A opção por embalagens menores também cresce no segmento de cartonadas assépticas. Pesquisa global realizada pela Tetra Pack aponta que a demanda por produtos menores deve atingir 72 bilhões de litros até 2019 (10% do volume atual), o que reflete nos recentes lançamentos  da empresa: assépticas cartonadas de 200 ml e 250 ml.

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