Jornalistas conhecem produção de embalagens flexíveis

Grupo acompanha desde a produção da folha de alumínio à laminação das várias camadas que compõem as embalagens

Em mais uma press trip organizada pela ABAL, no último dia 8 de março, um grupo de jornalistas puderam conhecer todo o processo de produção das embalagens flexíveis que levam alumínio na sua composição. O roteiro contemplou a laminação da folha de alumínio, na fábrica da Companhia Brasileira de Alumínio – CBA, e a produção de laminados para embalagens, na Embalagens Flexíveis Diadema, uma das maiores empresas desse segmento.

Bobinas Press Trip

A visita na CBA teve o acompanhamento do engenheiro Luiz Henrique Ranchin e iniciou-se pelo Caster – unidade formada por 12 linhas de laminação de chapas de alumínio (com 1.200 mm e 2.000 mm).Cada bobina de chapa, que pode ter em média de 8 a 14 toneladas, segue para o setor Laminação 2000 – que leva esse nome em função das bobinas terem 2 metros de largura, um diferencial no mercado brasileiro.

Nessa fase, a chapa de Alumínio para por um processo de reduçao de espessura, podendo receber até 10 passagens nos laminadores para atingir a espessura desejada da folha de aluminio. “O processo todo leva de 30 a 45 dias até a entrega no cliente final”, explicou Ranchin.

Em uma etapa adicional – denonimada Polytype – as folhas de alumínio destinadas à fabricação de blisters estrips farmacêuticos recebem um verniz de selagem (blister) ou um primer mais uma laminação com polietileno (strips), entregando uma material pronto que requer apenas a impressão de texto;imagem no cliente final.

Ainda na CBA, os jornalistas ouviram o diretor de transformados, Fernando Varella, ressaltar a contínua busca da empresa em oferecer soluções para seus parceiros do segmento de embalagens, um dos mercados estratégicos da companhia. “O mercado de embalagens está em acelerada transformação, pois nossos clientes sempre buscam inovações. Para isso, procuramos desenvolver em conjunto as especificidades dos produtos e atender às diferentes necessidades” disse.

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A segunda parte da visita levou os jornalistas da cidade de Alumínio, interior de São Paulo onde está instalada a planta da CBA, à Diadema na região industrial do ABC paulista. A escolha da Embalagens Flexíveis Diadema foi proposital. Segundo seu diretor comercial Antônio Adão Parra, cerca de 80% dos laminados flexíveis produzidos pela empresa contém folha de alumínio na sua composição.

“A utilização da folha de alumínio em  embalagens flexíveis é o que proporciona a melhor barreira contra luz, gases e umidade, preservando o produto embalado sem a necessidade de adicionar conservantes”, explica o executivo. A Diadema é líder no segmento de embalagens de café e sucos em pó e ocupa a vice-liderança no mercado de fármacos.

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Os jornalistas visitaram as áreas de desenvolvimento e gravação das imagens em cilindros de cobre – que recebem uma camada de cromo –  que, posteriormente, são utilizados para imprimir as embalagens pelos processos de flexografia (alto relevo) e rotogravura (baixo relevo). O grupo conheceu a estação de rotogravura que tem capacidade para imprimir até dez cores e laminar até cinco camadas de substratos, entre eles, a folha de alumínio.

Adão Parra destacou a importância das embalagens nos pontos de venda, onde a grande maioria dos produtos expostos não conta com outro apoio de marketing para venda. “A embalagem assume assim um importante papel no momento de decisão de compra; elas assumem a função de conquistar a atenção do cliente e entregar a ele os benefícios e valores das marcas”, comentou o diretor comercial.

De acordo com o executivo, há um avanço das embalagens flexíveis, como as do tipo stand up pouch, em substituição a outros formatos e materiais para embalagens. “A tendência é que as flexíveis continuem crescendo e que o alumínio nesse processo não seja coadjuvante, mas personagem principal” ressalta.

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