Da Toblerone à Skol, alumínio embala os mais variados produtos

A história das embalagens mostra como os diferenciais do metal conquistaram marcas famosas ao longo dos anos

Por Celso Soares
Coordenador do Comitê de Mercado de Embalagens da ABAL

As propriedades das embalagens de alumínio são hoje amplamente conhecidas por indústria e consumidores. Mas sua utilização tem uma longa trajetória, durante a qual fabricantes dos mais variados produtos, incluindo alguns muito conhecidos pelo púbico, foram descobrindo as vantagens do material.

As folhas de alumínio, por exemplo, começaram a ser produzidas na Suíça em 1910. Não por acaso, a Toblerone lançou o primeiro chocolate embalado com o material. A famosa marca suíça, com seus chocolates em forma de pequenos triângulos, passou a usar as folhas para protegê-los já em 1911. O alumínio mostrou-se ideal para proteger o chocolate da exposição ao sol e de altas temperaturas, evitando o derretimento.

“Descascar” as folhas de alumínio de um Toblerone antes de degustá-lo tornou-se parte do “ritual” dos fãs da marca. Tanto que o material aparece nas mais variadas peças de propaganda criadas para o produto ao longo da história.

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Apesar de popularizadas recentemente, as cápsulas de café feitas com alumínio foram criadas em 1976. À época, um funcionário da Nestlé desenvolveu as embalagens que, diferente das tradicionais, só deveriam ser abertas para consumo imediato.

E mesmo fabricantes mais conservadores foram, aos poucos, descobrindo as vantagens do alumínio. Já em 1926, produtores de whisky britânicos começaram a utilizar tampas de alumínio em suas garrafas.

Mas, provavelmente, a evolução mais impactante ocorreu com as latas de bebidas. Até os anos 60, refrigerantes e cervejas vinham em latas de metal, mais pesadas, difíceis de reciclar e sujeitas à ferrugem. Uma embalagem tão diferente das atuais que algumas cenas de filmes antigos hoje parecem cômicas.

O clássico “Tubarão”, de 1975, por exemplo, tem uma passagem famosa na qual o personagem Quint, interpretado por Robert Shaw, demonstra sua virilidade amassando com a própria mão uma lata, de metal, da cerveja Narragansett Lager. Hoje, até uma criança conseguiria fazê-lo.

Coca-cola e Pepsi começaram a usar latas de alumínio em 1967. Na época, entretanto, usavam um mecanismo que obrigava as pessoas a puxar todo a parte superior da lata para tomar a bebida. Ou seja, uma vez que o anel era removido, era preciso descartá-lo. Esse problema foi resolvido em 1975, quando surgiu o anel que segue preso à lata. Era mais prático, ecologicamente correto e diminuía as chances de alguém se ferir abrindo as latas, um tipo de acidente comum até então.

A substituição das latas de metal pelas de alumínio, porém, ocorreu aos poucos. No caso da cerveja, ela só chegou ao Brasil em 1989. A novidade, trazida pela Skol, chamou tanta atenção que mereceu uma reportagem do jornal “O Globo”. A matéria destacava as diversas qualidades do lançamento: lata muito mais leve, com “tampa ecológica”, 100% reciclável, resistente à ferrugem e, uma grande notícia para o verão que se iniciava, capaz de gelar a cerveja mais rapidamente.

Hoje, quase a totalidade das bebidas vendidas em lata no país são embaladas em latas de alumínio, tornando-se um caso especial de aceitação pelo mercado e pelos consumidores finais.

Este histórico cheio de peculiaridades ilustra uma das principais virtudes do alumínio: mesmo com décadas de utilização, sempre há novas possibilidades de aplicação. Como os leitores do Portal Embalagens de Alumínio acompanham, os mais variados segmentos estão sempre descobrindo as vantagens do material. Um círculo virtuoso no qual ganham indústria e consumidores.

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