Alumínio evita contaminação e violação de medicamentos

Blisters preservam princípio ativo dos remédios durante o transporte, armazenamento e consumo

Antes de chegar às prateleiras das farmácias, os medicamentos têm um longo processo de pesquisa, regulação e produção. Parte importante dessa cadeia são as embalagens, que têm como objetivo preservar as características químicas e físicas do remédio durante o transporte, armazenamento e consumo, reforçando a segurança do consumidor.

Para isso, as embalagens de fármacos devem seguir uma série de exigências e determinações das industrias de origem e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os invólucros, por exemplo, são divididos em embalagens primárias, que mantêm contato direto com o medicamento (blister, ampola etc.), e embalagens secundárias, aquelas que envolvem a embalagem primária (caixa de papelão).

O blister de folha de alumínio é um dos principais tipos de embalagens primárias disponíveis para medicamentos e os motivos são variados. Além de o alumínio proteger os fármacos do contato com o oxigênio, calor e umidade, ele reduz os riscos de violação e contaminação, proporcionando também mais segurança, já que permite a impressão com os dados do lote ou data de validade do remédio.

Embalagens de medicamentos seguem exigências e determinações das indústrias de origem e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Joao Bosco Zanin é químico Industrial de formação e proprietário da BlisterPack, empresa especializada em blisters de alumínio para a indústria farmacêutica. Há 17 no mercado, a empresa atende clientes como Pfizer e Eurofarma, e em seu carro chefe está a produção de blisters de alumínio que chegam a 15 toneladas por mês, 180 toneladas por ano.

Zanin explica que as folhas de alumínio de 21 micras de espessura são as mais utilizadas na produção de blisters no país. “A indústria envia as informações técnicas referentes aquele tipo de cartela que será produzida. O mais comum no Brasil são as cartelas a partir das folhas de alumínio de 21 micras de espessura. Depois de produzida, ela é entregue em bobina para o cliente”, finaliza. Na indústria, as cartelas são finalizadas e recebem o medicamento e os demais componentes necessários, como a bula e caixa secundária do produto.

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