Vinho para todos

Bebida em embalagem cartonada asséptica protege aroma e sabor, reduz custo de produção e torna produto mais acessível para os brasileiros

Com um consumo per cápita de menos de dois litros ao ano, o vinho ainda é considerado no Brasil um produto de luxo, diferente de outros países, em especial os europeus, onde a bebida faz parte do dia a dia do consumidor.  

Dados do instituto de pesquisa Mintel mostram que o vinho de mesa representa 69% do volume da bebida comercializada no mercado brasileiro. E 80% do consumo está concentrado em vinhos de até R$ 20,00.

Essa relação direta entre preço e consumo favorece a opção pelo vinho wine in box, envasado em embalagem cartonada asséptica, cuja redução de custo pode chegar a cerca de 15%, em comparação ao engarrafado. Como lembra a sommelier Marcia Anholeti, a embalagem cartonada é fácil de transportar, empilhar e o custo é mais reduzido que o vidro e a rolha. “Além do peso quase insignificante, diferente da garrafa que pode chegar ao mesmo peso do vinho”, avalia.

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Outro benefício está na conservação do produto. O vinho, quando entra em contato com o ar e a luz, vai perdendo aroma e sabor e, consequentemente, suas características originais, em cerca de dois dias, após a abertura da garrafa. As bebidas envasadas nas cartonadas têm como aliadas a proteção do alumínio, um dos componentes dessas embalagens. E a embalagem é prática para o consumidor. Fácil de abrir e pode ser fechada novamente.

“O vinho envasado nas cartonadas têm como aliado a proteção do alumínio”

O wine in box é comum em países como Austrália, Estados Unidos, Londres, Rússia, Argentina e Chile. E, segundo Marcia, a embalagem também é utilizada para vinhos rosés e tintos franceses, indicados para consumo rápido, principalmente no verão.

No Brasil essa cultura de vinho em caixa demorou um pouco mais, e somente nos últimos anos é que começaram a surgir no mercado. Entre várias marcas, a sommelier cita as vinícolas Casa Valduga e a Perini. A vinícola chilena Concha y Toro também resolveu apostar no mercado brasileiro, sendo a primeira a trazer para o País a bebida importada, em embalagem de 1 litro de vinho tinto e branco Clos de Pirque.

As cartonadas assépticas começaram a ser utilizadas na Austrália para vinhos com preços mais baixos e venda em quantidade. Depois de caixas de 4,5 litros, equivalente a seis garrafas de 750ml, quantidade da embalagem padrão de vidro, hoje apresentam versões diferentes. “São comercializadas em tamanho individual, 200ml, até 4.500ml, seis garrafas. Tudo vai depender do desejo do produtor. No Brasil, em geral, as caixas são de 3.000ml, equivalente a quatro garrafas”, conclui a especialista.

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