Trajetória de inovação

Especialistas expõem crescimento de mercado e potencial para a criação de soluções inovadoras

O atual cenário dos mercados nacional e internacional das embalagens de alumínio  foi o tema central de debate do painel  de Embalagens do  7º Congresso Internacional do Alumínio, realizado simultaneamente à edição 2016 da Expo Alumínio promovida pela Abal (Associação Brasileira do Alumínio), em São Paulo, de  7 a 9 de junho. 

Especialistas da indústria do alumínio e desenvolvedores de embalagens apresentaram estatísticas, inovações e tendências do segmento. Os palestrantes destacaram a participação do metal no desenvolvimento de embalagens que estão em sintonia com as necessidades e expectativas do consumidor contemporâneo: segurança dos alimentos, praticidade e sustentabilidade. 

De acordo com Celso Soares, coordenador do Comitê de Mercado de Embalagens da Abal, hoje o segmento é responsável peloconsumo de 37% da produção de alumínio  no país, o que representa 478 toneladas por ano. “Pesquisas constatam o crescimento contínuo da utilização do alumínio pelo mercado de embalagens.  O índice de participação registrado em 2013 era de 29%, com um consumo de 445 toneladas”, informou Soares.

Ao apresentar tendências do mercado internacional, Stefan Glimm, diretor geral da GLAFRI (Global Aluminium Foil Roller Initiative), ressaltou produtos que, graças aos avanços tecnológicos da produção da folha de alumínio, conquistam novos mercados na Europa. Entre eles Glimm destacou as tampas derosca para vinhos, hoje utilizadas pelas principais vinícolas europeias para bebidas de consumo rápido. Glimm disse acreditar que, em breve,  as tampas de alumínio também serão usadas em garrafas de vinhos de reserva, devido às vantagens dessa solução. 

“Com certeza, a expansão do uso da folha de alumínio em embalagens será contínua, já que suas potencialidades de aplicação são infinitas e as características próprias do metal são capazes de ampliar o shelf life dos alimentos, auxiliando no combate ao desperdício, que hoje está em 30% de toda produção mundial”, registrou o diretor geral da GLAFRI.

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Participantes do painel “Embalagens de Alumínio”.

Essa evolução, segundo Antonio Adão Parra, diretor comercial da fabricante Embalagens Flexíveis Diadema, também deve-se ao desenvolvimento de novas tecnologias de produção. Para exemplificar, Parra lembrou da trajetória das embalagens de café, produto que ao longo dos anos ganhou maior garantia de conservação de sabor e aroma. “As embalagens de papel foram substituídas por produtos inovadores devido à aplicação do alumínio. Hoje ometal nos permite, além das almofadas, oferecer modernas embalagens a vácuo”, afirmou.  

Em relação à aplicação do alumínio em substituição a embalagens tradicionais, o diretor da Tetra Pak, Salvador Marino, destacou o uso das cartonadas assépticas no segmento de azeites. O produto, tradicionalmente envasado em vidro ou lata de aço,  começa a contar com os benefícios de embalagens metalizadas.  De acordo com o executivo, assim como no caso dos azeites, “o alumínio é um forte aliado da empresa no desenvolvimento de soluções para o fornecimento de alimentos frescose sem conservantes, que aliam conveniência, praticidade e segurança”.

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