Latinha garante qualidade aos apreciadores de vinho

Tecnologia de envase impede alteração de sabor e oferece barreira contra oxigênio e luz

Em 2017, a Plural Bebidas enfrentou um desafio no mercado brasileiro: conquistar os consumidores para a melhor aceitação da versão em lata do vinho australiano Barokes. “Num primeiro momento, houve um certo estranhamento, mas logo essa sensação foi substituída pela curiosidade, e trabalhamos com muitas ações de degustação, para que o público pudesse ter contato com o produto e comprovar sua qualidade”, afirma Fernanda Elias, analista de Marketing da importadora.

“No caso dos vinhos Barokes, devido à tecnologia Vinsafe, não há perda alguma na qualidade do vinho. Trata-se de um invólucro interno que impede que a bebida entre em contato com o alumínio. No momento em que a lata é lacrada, o conteúdo não tem mais contato com o ar e também não sofre alteração por conta da iluminação. Esse diferencial faz com que o vinho tenha validade indeterminada dentro da latinha, sofrendo apenas a evolução natural, exatamente como um vinho em garrafa. Toda a linha premium é assinada pelo Master of Wine Peter Scudamor Smith, sendo composta por vinhos exclusivos para serem bebidos diretamente na lata”, explica a analista.

“Lata de alumínio descomplica consumo”

Com o slogan “Menos regras, mais vinho”, a empresa defende que o uso da lata de alumínio torna o vinho uma bebida mais acessível. “O objetivo é justamente facilitar o ato de beber, descomplicar. A ideia é que o apreciador de vinho possa consumir em qualquer ocasião, sem a necessidade de saca-rolhas ou taça”, destaca Fernanda.

As projeções da empresa são de aumento de consumo no Brasil, principalmente entre os jovens. “Os vinhos em lata são uma tendência de mercado global, principalmente nos EUA, onde foi registrado um aumento de 50% no consumo desse tipo específico de bebida”, conclui.

“Latões” de chopp de vinho trazem praticidade ao consumidor

 

Latas de alumínio de 710ml favorecem consumo da bebida durante encontros com amigos e festas

No mercado internacional, o envase de vinhos em latas  já é uma realidade. Nos Estados Unidos e na Europa, as vinícolas apostam na popularização da bebida entre os jovens.

A novidade ainda não chegou ao Brasil, mas o formato acima de 700ml, “latões” utilizados para diferentes marcas de cerveja, já é a embalagem mais encontrada entre as bebidas que levam o vinho em sua composição.

Esse é o caso da Germania Vinhedo 58, lançada em 2016 na versão de 710 ml, que combina uva e cevada maltada, favorecendo o consumo da bebida em encontros de amigos e festas. Outras marcas de chopp de vinho também estão disponíveis em empórios e supermercados, como Grape Cool e Draft Wine, no formato de 350ml.

Lata de alumínio inova o mercado de vinho

Vinícolas internacionais investem em novo produto para conquistar os jovens

No mercado internacional, o envase de vinhos em latas de alumínio já é uma realidade. O produto, de 187ml a 500ml, é oferecido, por exemplo, pela fabricante de latas para bebidas norte-americana Ball, que aposta na popularização da bebida entre as novas gerações.

Segundo a empresa, hoje o consumo de vinho não se limita a ocasiões especiais. Também é consumido em momentos casuais de lazer. Um novo cenário que favorece o investimento em latinhas. Além da conveniência, a embalagem é inquebrável, hermética e à prova de luz,  o que garante proteção ao sabor e aroma da bebida. “O vinho em lata está na  moda em todo o mundo. Países como Estados Unidos, Itália, França e Nova Zelândia já produzem uma grande variedade desses vinhos. O produto emplacou no mercado para agradar um público mais jovem, entre 21  e 35 anos , que deseja encontrar facilidade na hora de consumir a bebida em festas na praia, camping e concertos de músicas. É uma busca, principalmente de países como os Estados Unidos, de inserir a cultura do vinho no jovem que não cresceu nesse mundo e enxerga o vinho como um produto elitizado e somente para pessoas mais velhas”, explica a sommeliere Marcia Anholeti.

“Estados Unidos, França, Itália e Nova Zelândia apostam nos consumidores de 21 a 35 anos”

A novidade surgiu em 2009 e aos poucos começou a ganhar o mercado internacional. Segundo Marcia, hoje há uma variedade muito grande de produtores. Entre eles a sommelier cita as vinícolas Sofia (Califórnia), que produz espumante;  Underwood  (Oregon), produtora de vinho branco da uva Pinot Grigio e um tinto da uva Pinot Noir.; Presto (Itália), fornecedora de espumante  e Lila (Nova Zelândia), que oferece ao mercado vinho branco da uva Pinot Grigio.

O vinho envasado em latinhas de alumínio ainda não chegou nas vinícolas nacionais. “Mas já é possível ver as primeiras importações de vinho em lata . A aceitação ainda acho que será preconceituosa, e tudo irá depender do valor de impostos adicionado ao produto para sabermos  se conseguirá atingir o público mais jovem que tem a mente mais aberta a novidades do mercado”, opina Marcia.

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