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Aliança de tradição

Há 60 anos, a embalagem de alumínio acompanha a liderança do Polenguinho no mercado de queijo snack

As propriedades do alumínio fazem do uso do metal em embalagens de queijos uma tradição global de mercado. Produtos altamente sensíveis ao contato com o oxigênio, os diferentes tipos de queijos, como os processados, camembert, brie e gorgonzola, recebem embalagens produzidas com folhas de alumínio para impedir o comprometimento de suas qualidades de aroma e sabor e de seu shelf life.

No mercado de queijos fundidos, a Polenghi, empresa do Grupo Soparind Bongrain, líder mundial de especialidades queijeiras, optou em 1955 pela folha de alumínio para embalar o tradicional Polenguinho. E há 60 anos mantém o mesmo tipo de embalagem, inclusive nas novas linhas Light, Requeijão, Cheddar, Gorgonzola e Gruyère.

O Polenguinho dispensa refrigeração e tem um shelf life de 210 dias, e conta com a folha de alumínio para manter as características sensoriais do produto. De acordo com a área de Comunicação da Polenghi, a empresa adota o material porque as embalagens de alumínio são importantes aliadas na preservação dos queijos, por impedirem a passagem de luz, umidade e oxigênio, evitando a deterioração.

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A tecnologia que permite a fabricação desse tipo de embalagem foi desenvolvida na França e utiliza folha de alumínio ultrafina de 12μ (micra). “O tablete é selado integralmente, pois recebe um verniz que permite total inviolabilidade”, explica Luiz Henrique Ranchin, consultor Comercial da Votorantim Metais.

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Combate ao desperdício

Embalagem stand up pouche aumenta o tempo de prateleira de alimentos e auxilia na preservação dos recursos naturais

A cada ano, 1,3 bilhões de toneladas de alimentos são desperdiçados no mundo. Produzidos, mas não consumidos, os alimentos descartados utilizam um volume de água equivalente ao fluxo anual do rio Volga na Rússia e são responsáveis ​​pela emissão de mais 3 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera do planeta ao ano, além de gerarem um custo de 750 bilhões de dólares anualmente.

Diante desses dados alarmantes, apontados no estudo “Os Rastros do Desperdício de Alimentos: Impactos sobre os Recursos Naturais”, realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e divulgado em 2013, a eficácia dos processos de conservação dos alimentos industrializados surge como quesito primordial no combate ao desperdício.

Como matéria-prima sustentável para produção de embalagens, o alumínio oferece diferenciais que impactam no prazo de validade dos alimentos, sendo considerado um forte aliado no esforço mundial para reduzir o desperdício na distribuição, armazenagem, nos pontos de venda e na cozinha do consumidor.

“O material funciona como barreira, impedindo a passagem de ar, umidade ou luz, além de ser inodoro e com possibilidade de vedação. Essas propriedades permitem manter a integridade do alimento e preservá-lo por mais tempo”, explica Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE).

Para atender à crescente demanda por embalagens capazes de prolongar o shelf life dos alimentos, fornecedores da folha de alumínio investem em inovações tecnológicas que viabilizam o desenvolvimento de novos conceitos. Um exemplo adotado pela indústria de alimentos são embalagens flexíveis stand up pouche, que substituem, principalmente, os vidros.

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A stand up pouche vem conquistando o mercado porque, além do longo prazo de validade, traz benefícios adicionais a consumidor, fabricante e varejista. Além de moderna e prática, facilita a logística de transporte e ocupa menos espaço nas gôndolas.

De acordo com Luiz Henrique Ranchin, consultor comercial do Segmento Embalagens da Votorantim Metais-CBA, o conceito é indicado para produtos (atomatados, café instantâneo, sopas e molhos especiais, entre outros) que necessitam de uma folha de alumínio de 8 microns na composição da embalagem, para serem envasados sem conservantes e ganharem um shelf life de até 18 meses.