Nespresso incentiva ação global de reciclagem

Empresa convida fabricantes de café em cápsulas de alumínio a integrarem acão que abrange 53 países

Para melhorar a acessibilidade e a conveniência da reciclagem de cápsulas de alumínio, a Nespresso quer criar um sistema global com a participação de outros fabricantes de café de porção única. A convite da empresa, os integrantes do programa de reciclagem da Nespresso participarão dos modelos de financiamento, governança e divulgação da ação que, hoje, abrange 53 países, com mais de 100 mil pontos de coleta.

De acordo com a Nespresso, a reciclagem tem o potencial de auxiliar na resolução de um dos principais problemas enfrentados pela indústria de café em porções individuais, o destino das cápsulas. O alumínio reciclado pela empresa tem variados usos: de motores de carros a computadores, ou mesmo novas cápsulas. Os grãos são usados para produzir biogás e fertilizantes naturais.

“Hoje reciclagem abrange 53 países,
com 100 mil pontos de coleta”

De acordo com a empresa, na maioria dos países, a infraestrutura de reciclagem pública é incapaz de processar pequenos itens de alumínio como as cápsulas de café. Por isso a importância das diferentes iniciativas do programa da empresa.

Além do convite dirigido a outros fabricantes, a Nespresso anunciou recentemente uma iniciativa de reciclagem baseada nos EUA. Em breve, os nova-iorquinos poderão reciclar cápsulas de café de alumínio por meio de uma parceria com a Sims Municipal Recycling (SMR).

Com um investimento de US$ 1,2 milhão, a Nespresso ajudará a SMR a adotar a tecnologia necessária para melhorar a eficiência de seu processo de reciclagem de metais domésticos. O equipamento entrará em operação ainda este ano, quando os moradores de todos os cinco distritos serão incentivados a reciclar as cápsulas Nespresso, bem como 43 mil toneladas de alumínio e outros metais que atualmente acabam em aterros, a cada ano.

Colorado lança novo formato de lata no mercado de cerveja

Com produção 100% nacional, latinha de alumínio de 410 ml traz revestimento especial

Com volume inédito no País, 410 mililitros, a nova lata de alumínio da cerveja Appia, formato X-Sleek, inova por não ser tão fina como a Sleek e nem tão larga como Standard. A novidade foi desenvolvida pela Ball Embalagens para Bebidas América do Sul, com exclusividade para a marca Colorado.

img-int-mat-colorado-410ml-jan2019O formato, diferente de todos existentes no mercado mundial, conta ainda com revestimento especial em HD (impressão High Definition) e aplicação de verniz fosco no rótulo, para atender à expectativa de um produto premium.

Segundo Claudemir Coelho, diretor de engenharia da Ball, a proposta do X-Sleek 410 ml é uma criação 100% brasileira. “O projeto foi todo desenvolvido no País, em nossa fábrica de Pouso Alegre (MG). Os equipamentos foram adaptados para a nova produção e diversos testes foram realizados. A partir daí, produzimos 50 amostras iniciais. A inovação foi então oferecida com exclusividade ao nosso cliente que ficou encantado com a proposta e embarcou de cabeça no projeto”, explica.

A novidade deve ampliar a adoção de latas de alumínio pela indústria de bebidas, o que favorece o constante aumento de volume de latinhas recicladas no País. Em 2018, 97,3% das embalagens de alumínio para bebidas retornaram para o ciclo produtivo, fazendo com que o País mantivesse a posição de liderança mundial. Devido às propriedades do alumínio (100% reciclável) e ao contínuo desenvolvimento do processo de reciclagem, em até 60 dias as embalagens são coletadas, recicladas e novas latas chegam aos pontos de venda.

Brasil recicla mais de 295 mil toneladas de latas de alumínio

97,3% das embalagens de alumínio para bebidas retornaram para o ciclo produtivo, em 2017, e País mantém posição de liderança mundial

Quase todas as latas de alumínio para bebidas vendidas em 2017 retornaram para o ciclo produtivo, alcançando um índice de 97,3% de reciclagem. Das 303,9 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas colocadas no mercado em 2017, 295,8 mil toneladas foram recolhidas e recicladas. Desde 2004, o índice se mantém acima dos 90%, colocando o país entre os líderes mundiais da reciclagem dessa embalagem.

Os números foram anunciados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) e pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), durante o lançamento, em Brasília (DF), da Frente Parlamentar visando à criação de estímulos econômicos para a preservação do meio ambiente, realizado em 5 de dezembro.

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O presidente executivo da Abal, Milton Rego, lembra que, mesmo diante das adversidades, o setor não deixa de investir, destacando que, apesar da forte retração econômica que o país sofre desde 2015, a reciclagem de alumínio está em plena expansão no Brasil.  “As duas maiores empresas do segmento, a Novelis e o Grupo ReciclaBR, nossas associadas, acabam de anunciar planos importantes para o ano que vem. O Grupo ReciclaBR vai inaugurar novos centros de coleta no país e uma planta de fundição em Minas Gerais. Já a Novelis, investirá R$ 650 milhões em sua fábrica em Pindamonhangaba (SP). Movimentos assim é que garantem a liderança mundial do Brasil no índice de reciclagem de latas”, conclui o executivo.

Para Mário Fernandez, Coordenador do Comitê de Reciclagem da ABAL e CEO do Grupo Recicla BR, o índice de reciclagem mostra a significativa participação da cadeia da lata do alumínio na Economia Circular.  “E no que depender do Grupo ReciclaBR, iremos contribuir para a manutenção do alto índice de reciclagem, pois temos sólidos investimentos planejados”, completa.

O índice elevado revela não só a eficiência do processo de reciclagem dessas embalagens no país, mas também evidencia os benefícios dessa prática sustentável. Estudos mostram que o processo consome apenas 5% da energia que seria utilizada na produção da mesma quantidade de alumínio primário. A Análise de Ciclo de Vida da lata aponta também que a reciclagem reduz em 95% a emissão de gases de efeito estufa.

Na área social, a atividade reflete na geração de emprego e renda para os catadores de materiais recicláveis, além de estimular maior consciência da sociedade sobre a importância da reciclagem e da conservação dos recursos naturais. Somente na etapa da coleta da latinha, R$ 1,2 bilhão foram injetados diretamente na economia brasileira em 2017. O montante corresponde a 1,2 milhão de salários mínimos ou a remuneração de 1 salário mínimo por mês para a população de uma cidade com cerca de 100 mil habitantes, como Araxá (MG) ou Assis (SP) ou Paulínia (SP).

ABAL oferece curso gratuito de reciclagem de alumínio

Evento será transmitido via web em 29 de outubro

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL ) oferece o curso WEBINAR Reciclagem de Alumínio: Cenário, Processo e Perspectivas, com o objetivo de apresentar um panorama dos aspectos sociais e econômicos da reciclagem de alumínio e processo de reciclagem e produção de alumínio secundário.

Dirigido a profissionais e estudantes de nível técnico, engenharias e meio ambiente, o curso é gratuito e será transmitido ao vivo via web, com total interatividade.

DATA: 29 de outubro de 2018
HORÁRIO: das 14h às 16h

Inscreva-se aqui.

Curso aborda aplicações e reciclagem do alumínio

Programação é dirigida a profissionais não técnicos que necessitam de informações básicas para suas atividades

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), em parceria com a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), oferece o curso Metalurgia do Alumínio Para Não Metalurgistas, com o objetivo de apresentar uma visão geral da indústria do alumínio a participantes sem formação metalúrgica.

Especialistas vão abordar todas as fases do processo de produção, aplicações e reciclagem do metal a profissionais não técnicos que atuam no segmento e necessitam de informações básicas do alumínio para suas atividades.

DATA: 11 e 12 de Junho de 2018
HORÁRIO: 8h30 às 17h30
LOCAL: Sede da ABM – Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração
ENDEREÇO: Rua Antonio Comparato, 218 – Campo Belo – São Paulo – SP

Saiba Mais e Inscreva-se.

Índice de reciclagem da latinha reflete mudança de mentalidade

Ao manter a liderança no ranking de reutilização do alumínio da lata para bebidas, Brasil evolui em práticas sustentáveis

O mais recente Índice Nacional de Reciclagem de Latas de Alumínio mostrou que o Brasil continua no caminho certo: em 2016, o país reciclou 97,7% do produto, o que o mantém entre os líderes mundiais no quesito.

Divulgados pela ABAL e pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), em outubro, os dados mostram que das 286,6 mil toneladas disponíveis no mercado, cerca de 280 mil passaram pelo processo de reciclagem. Além dos benefícios ao meio ambiente, a reciclagem de latas representou cerca de R$947 milhões injetados na economia nacional no ano passado.

Os bons índices têm colocado o Brasil entre os melhores em reciclagem de latas de alumínio desde 2001, mas o que isso significa na prática? Ainda há espaço para avanços? A maneira das empresas enxergarem a questão mudou realmente ou um trabalho de conscientização ainda se faz necessário?

Para Maria Zulmira de Souza, consultora em comunicação estratégica para sustentabilidade, “as empresas se deram conta de que não podem ficar jogando fora uma matéria-prima nobre como o alumínio. Não faz sentido se desfazer de um material que já teve um alto custo para a produção da embalagem”.

“A reciclagem de latas de alumínio representou cerca de R$947 milhões injetados na economia nacional em 2016”

A consultora coloca o Brasil em uma fase de transição: há empresas e consumidores que veem a reciclagem somente como uma obrigação e outras que já perceberam a real importância da questão e as tem como parte de sua cultura.

“As empresas que fazem relatórios específicos sobre sustentabilidade estão em número cada vez maior”, diz a consultora. “Quem hoje procura somente cumprir a legislação está defasado. É ótimo termos um índice de reciclagem de latinhas tão bom. Mas, para continuarmos a avançar, precisamos estar atentos, por exemplo, ao índice de reciclagem de outros materiais também”, acredita Zulmira.

Presidente-executivo da Abralatas, Renault Castro ressalta que o índice de 97,7% é ainda mais notável porque, em países com índices superiores como Finlândia e Alemanha, a reciclagem é obrigatória, diferente do Brasil. “Além disso, eles produzem um volume de latinhas consideravelmente menor que o nosso. Isso significa que nosso índice tem um valor ainda maior, por se tratar de um descarte voluntário, com uma abordagem social”.

Para Castro, o maior desafio está em manter esse índice. “Para isso, precisamos manter o sistema de compras, de avaliação de preços de mercado, aumentar os postos de coleta e melhorar a comunicação entre as cooperativas para que elas ganhem em eficiência e produtividade.”