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Realidade aumentada em latas de alumínio

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Thaís Behar
Designer de Produtos

O avanço do meio digital é incontestável e irreversível. Cada dia que passa são apresentadas novas ferramentas à comunicação para atender um público cada vez mais exigente e informado. Para isso, inúmeras estratégias que possibilitam a integração entre plataformas offline e online vêm sendo utilizadas. Uma das mais recentes é o uso da realidade aumentada.

Essa ferramenta tem sua origem baseada em códigos de barra simples, que armazenam pequenas informações. Percebendo-se a necessidade de aumentar a capacidade de armazenamento desses selos, foram criados códigos 2D (os QR Codes) que possibilitam o armazenamento de um pouco mais de conteúdo.

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A realidade aumentada vem sendo utilizada como forma de captar a atenção do consumidor e se faz valer da curiosidade e da necessidade de obter novas experiências. Utilizada como fator “novidade”, a ferramenta provoca o consumidor a descobrir o que o produto tem escondido para lhe mostrar e possibilita uma maior comunicação da marca com o usuário.

Esta tecnologia não é uma ferramenta assim tão recente, mas ainda é uma nova tendência e vem sendo usada de diversas formas, em diferentes plataformas: painéis em estações de trem, anúncios em revistas, impressões em produtos.

Como funciona a realidade aumentada?

Três componentes básicos são necessários para a existência da realidade aumentada:

1 – Objeto real com algum tipo de marca de referência, que possibilite a interpretação e criação do objeto virtual;

2 – Câmera ou dispositivo capaz de transmitir a imagem do objeto real;

3- Software capaz de interpretar o sinal transmitido pela câmera ou dispositivo.

O processo de formação do objeto virtual acontece da seguinte forma:

1- Coloca-se o objeto real em frente à câmera para que ela capte a imagem e transmita ao equipamento que fará a interpretação.

2- A câmera “enxerga” o objeto e manda as imagens, em tempo real, para o software que gerará o objeto virtual.

3 – O software já estará programado para retornar determinado objeto virtual, dependendo do objeto real que for mostrado à câmera.

4 – O dispositivo de saída, que pode ser uma televisão, monitor de computador ou tela de celular, exibe o objeto virtual em sobreposição ao real como se ambos fossem uma coisa só.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/realidade-aumentada/2124-como-funciona-a-realidade-aumentada.htm

Um produto que tem aceitado muito bem a ideia da realidade aumentada é a lata de alumínio, principalmente as de refrigerante. As marcas de bebidas têm apostado na ferramenta para lançamento de novas campanhas e edições comemorativas, como fez a Coca-Cola Zero para a edição especial do Rock in Rio 2013. Cada lata vinha com um ritmo de música escrito na embalagem e através do uso de um smartphone era possível escutar uma música pertencente ao ritmo. Todas as músicas eram das bandas que iam estar presentes no festival. É possível ver um dos teasers promocionais abaixo:

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Fonte: Lacreaturacreativa.com

Outra campanha da marca transformou a latinha de 250ml em uma jukebox portátil. Uma parceria com a empresa Spotify permite que o consumidor tenha acesso, através da utilização de um aplicativo de realidade aumentada, como explicado anteriormente, às top 50 músicas do Reino Unido. O código a ser lido para que a tecnologia funcione é o contorno pontilhado da garrafa desenhada na lata. Infelizmente essa edição não chegou ao Brasil. Para entender melhor como funcionou essa edição, clique no vídeo abaixo:

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Fonte: Blippar.com

A Pepsi Turquia também apostou na realidade aumentada quando fez uma parceria para lançar um filme no país. O aplicativo permitia que o consumidor tivesse acesso a jogos, trailers do filme, tirasse uma selfie em um cenário do filme ou com personagens, concorresse a prêmios e a ingressos para ver o filme Pek Yakinda do diretor Cem Yilmaz. Para ver como era feita a utilização da tecnologia, acesse o vídeo:

Além dessas, Sprite e Guaraná também já incorporaram a realidade aumentada como forma de conectar o consumidor ao produto e despertar sua curiosidade. Ainda pouco usada do Brasil, a realidade aumentada está chegando com mais força, é uma tendência e tende a crescer e se expandir para diversos produtos e plataformas.

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Arte na Lata

Prêmio Novelis incentiva novos projetos de embalagens de alumínio que priorizam a sustentabilidade

A lata de alumínio para bebidas favorece a aplicação de novas tecnologias capazes de agregar valor à embalagem, como a realidade aumentada, que permite a interatividade do consumidor. O uso dessa inovação foi destaque no Prêmio Novelis de Sustentabilidade, na categoria Arte na Lata, concedido ao projeto Chá Mego, de autoria de Thais Helena Behar, estudante do Instituto Europeo di Design.

“A realidade aumentada permite integrar os mundos virtual e real. Através dessa tecnologia é possível explorar áreas de informação, conseguindo uma maior conexão e interação com o consumidor”, explica Behar.

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Na embalagem, criada pela estudante para um chá sabor laranja a partir do tema Brasil Sustentável, com o uso de um aplicativo e uma câmera de celular, o consumidor tem acesso a informações sobre o produto e outras que o remetem ao universo da sustentabilidade. Basta baixar o aplicativo Bipper e focar a câmera nas diferentes imagens impressas na lata.
Ao visualizar o símbolo de reciclagem, o consumidor recebe informações sobre o processo de reciclagem do alumínio. A ilustração de flor de laranjeira remete a dados sobre o chá e seus benefícios. A imagem do pássaro Mariquita, presente em regiões de plantação de laranja no Brasil, transporta o consumidor a uma página da internet que traz comentários sobre o pássaro e preservação ambiental. A imagem de uma nota musical ainda dá acesso ao canto do pássaro e ao jingle do produto.

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O Prêmio Novelis de Sustentabilidade reuniu 99 trabalhos de todas as regiões do País. Os projetos inscritos na categoria Arte na Lata foram avaliados sob a ótica de critérios estabelecidos com base nas premissas do prêmio, cujo principal objetivo é reconhecer ideias e/ou projetos inovadores sobre as temáticas propostas, segundo Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis.

A iniciativa terá continuidade, segundo a diretora, porque vai ao encontro da política da empresa, que “acredita no poder de transformação das ideias e das práticas sustentáveis”, afirma Eunice Lima.