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Latas de alumínio ganham as cores da seleção brasileira

Em ritmo de Copa do Mundo, embalagem de guaraná de 350 ml ganha novo visual para atrair torcedores

As latinhas de alumínio do Guaraná Antarctica ganharam novas cores para acompanhar o clima da Copa do Mundo. Em edição limitada, a novidade chega em quatro versões das embalagens de 350 mililitros, nas cores verde, amarela, azul e branca (para o guaraná zero).

O diferencial que destacará o produto nas gôndolas dos supermercados faz parte da campanha Tudo Pela Seleção, lançada pela marca por conta do mundial de futebol da Fifa. A marca é patrocinadora da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 2002.

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Redução de latas de bebidas atende indústria e consumidor

 Versatilidade das embalagens de alumínio permite atender demandas diversificadas de quem produz e de quem consome

As embalagens de 250ml ou menores representavam 40% das marcas de bebidas gasosas da Coca-Cola, em 2017. E as minilatas e outras embalagens pequenas compunham 15% das bebidas gasosas da companhia comercializadas na América do Norte. Essa tendência de redução das embalagens por parte da indústria de bebida atende a demandas dos consumidores, que variam de causas econômicas à busca de alimentação saudável.

De acordo com Thiago Gnecco, gerente comercial América do Sul da fabricante de latas Ball, as marcas sempre buscam soluções de embalagem que se adequem à sua estratégia. “No caso do Brasil, a crise econômica reduziu o poder de compra dos consumidores e embalagens menores têm menor custo unitário. Neste caso, foi a oportunidade para as marcas não verem seus consumidores migrarem para produtos competidores. Existe também a busca do consumidor por produtos mais saudáveis e as embalagens menores auxiliam também na redução da quantidade de calorias ingeridas. Além disso, existem categorias que tem como estratégia atingir o público infantil”, explica.

Embalagens menores garantem ao consumidor acesso a bebidas em diferentes ocasiões de consumo

Apesar de não citar números, Gnecco garante que, no caso de refrigerantes, as embalagens menores são parte da estratégia de algumas empresas globais e tem crescido não só no Brasil, como também em todo o mundo. Segundo gerente, em alguns países existem regulamentações governamentais que exigem valores máximos de calorias e outros ingredientes, que só podem ser atingidas por embalagens menores.

Gnecco ainda ressalta que as embalagens menores garantem ao consumidor acesso a bebidas em diferentes ocasiões de consumo.  “Na indústria da cerveja, a redução da embalagem em lata (269 ml), muito conhecida em grandes eventos, como o carnaval, tem como apelo uma quantidade menor de bebida que mantem-se gelada enquanto o consumidor a degusta”, exemplifica.

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Marcas de bebidas adotam anéis coloridos de latas como padrão

Há dois anos, produção nacional de anéis coloridos de alumínio incentiva opção pelo diferencial

Desde 2016, a Novelis é a única fornecedora nacional de bobinas pintadas para anéis coloridos de alumínio usados em latas para bebidas.  Até então disponível apenas no mercado internacional, o produto passou a ser fabricado no País nas cores vermelha, verde, azul e laranja.

Os lotes mínimos foram uma novidade e um diferencial. Há dois anos, a Novelis oferece lotes de 2 a 3 toneladas por cor, enquanto que produtores externos fornecem lotes maiores, entre 5 e 10 toneladas. O processo de pintura utiliza um sistema inovador com verniz a base de água e concentrados coloridos, que possibilita a fabricação de lotes mínimos menores por cor.

Cor e personalização da lata ajudam marcas a se diferenciarem nas gôndolas

Além do fornecimento de lotes menores, eliminar a necessidade de importação mitigou gargalos importantes, como a logística, por exemplo, tornando o produto competitivo e agilizando o processo de entrega.

Utilizados  a princípio especialmente em campanhas promocionais de edições limitadas, a produção e a demanda por esse produto aumentou e hoje muitas marcas utilizam o anel colorido como padrão, segundo Cinthia Squadrani, Analista de Desenvolvimento de Produto da Novelis. Isso porque a cor e a personalização da lata ajudam as marcas a se diferenciarem nas gôndolas e a caracterizarem diferentes famílias de produtos.

“No Brasil, a produção e a possibilidade de compra de lotes menores serviu como um grande incentivo para o aumento da utilização dos anéis coloridos. A expectativa da Novelis é continuar aumentando o portfólio de cores disponíveis de acordo com a demanda nacional, possibilitando cada vez mais diferenciação para as latas fabricadas ”, explica a analista.

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Alas abertas para a reciclagem de latinha de alumínio

Consumo de bebidas no Carnaval faz cooperativas de catadores projetarem aumento de até 40% na coleta de embalagens  

Chegou aquela época do ano muito aguardada por quem adora uma folia. Mas o Carnaval é um grande momento também para os milhares de catadores que fazem do Brasil uma referência mundial em reciclagem de latinhas.

Entre marchinhas, fantasias, plumas e paetês, eles trabalham duro para aproveitar a melhor época do ano para catar latinhas. O alto consumo de bebidas e as grandes aglomerações de foliões aumentam muito a quantidade do material à disposição. De acordo com a Abralatas (Associação Brasileira de Produtores de Lata de Alumínio para Bebidas), durante o Carnaval a coleta de latinhas costuma aumentar entre 20% e 30% em relação a um mês comum.

A importância do feriado é tamanha que em cidades como Salvador (BA), por exemplo, há mobilização especial para a coleta. Há doze anos cooperativas de catadores atuam em conjunto para aproveitar ao máximo o Carnaval. Cerca de 1100 deles vão às ruas, ajudando a deixá-las mais limpas, beneficiando o meio ambiente e gerando recursos.

“E esses são apenas os catadores que participam oficialmente do projeto para o Carnaval. Há ainda aqueles que atuam por conta própria”, explica Jeane dos Santos, mobilizadora da Rede Cata Bahia Metropolitana. “O Carnaval é o melhor momento do ano para nós, que coletamos as latinhas tanto nas ruas quanto nos camarotes.”

Jeane conta que as festas de pré-Carnaval em Salvador já deram uma amostra daquilo que reserva o feriado deste ano. “Ainda não fechamos os números, mas calculo que coletamos uns 20% a mais que no ano passado”, diz a catadora. “No Carnaval, acredito que chegaremos a 40% a mais em comparação com 2017”.

Cerca de 1100 catadores estarão nas ruas durante o Carnaval de Salvador

Em Natal (RN), ainda não há uma mobilização específica para o Carnaval, mas sem dúvida o feriado também é muito importante para os catadores. “O Carnaval de rua de Natal ainda é pequeno em comparação com Salvador. Mas sabemos que aumenta muito a quantidade de latinhas coletadas”, diz Severino Lima Júnior, presidente da Cocamar, cooperativa com cerca de 75 catadores que atua desde 2007 na cidade.

Um bom indício desse crescimento é, para Severino, os números registrados no Carnatal, a folia oficial pré-Carnaval da cidade. “É a nossa referência, e neste ano coletamos quase o dobro de latinhas em relação ao ano passado”, conta Severino. “Foram cerca de 3,6 toneladas de latinhas.”

Severino avalia que, neste ano, o folião foi ao evento mais preparado e disposto a consumir: “Foi diferente do ano passado, quando sentimos uma retração no consumo.”

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Nova tecnologia aperfeiçoa aplicação de efeito matte em latas para bebidas

Combinação com elementos lustrosos origina design multifacetado em latas de alumínio

O chamado efeito matte, que proporciona um acabamento opaco às embalagens, sempre foi de difícil aplicação em superfícies metálicas. Porém, a Ardagh Group, empresa presente em dezenas de países, desenvolveu uma tecnologia que promete resolver esse problema.

O“Matte & Mirror Impact” é capaz de aperfeiçoar a utilização desse efeito em latas para bebidas. Com o novo composto, qualquer cor pode ser aplicada na embalagem. De acordo com a empresa, a superfície brilhante da lata, ao receber o composto, passa a refletir a luminosidade de uma maneira diferente, o que origina o “efeito Matte”.

“Solução facilita aplicação de acabamento
opaco em latinhas de alumínio”

“Comparada com as latas que usam apenas o matte, essa nova solução cria uma superfície multifacetada”, explica Werner Noll, gerente de impressões da Ardagh Group. Ele diz que o uso do matte em embalagens vem crescendo na medida em que mais empresas buscam esse tipo de efeito, mas, ao contrário de superfícies de papel e papelão, aplicá-lo em latas de bebidas se mostra mais complicado especialmente em conjunto com elementos lustrosos.

“Esse novo tipo de finalização irá incrementar a comunicação das marcas com os consumidores”, acredita Dirk Schwung, diretor de vendas da Ardagh Group. “As áreas com matte e as áreas lustrosas da superfície permitem o uso de elementos específicos de design como logotipos, mensagens promocionais e ícones da marca. Eles podem ser facilmente destacados e atrair a atenção dos consumidores nos pontos de venda.”

A nova tecnologia estará disponível a partir de 2018.

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Pequena notável

Mini-lata de alumínio para refrigerantes é opção para enfrentar queda de consumo

Nos últimos seis anos, o consumo de refrigerantes no País registrou queda de 20%, segundo levantamento de 2014 realizado pelo Ministério da Saúde.

Apesar da queda, a pesquisa mostra que 21% dos entrevistados bebem refrigerante cinco vezes por semana. Ou seja, apesar da preocupação em manter uma vida saudável, a bebida continua a fazer parte dos hábitos alimentares dos brasileiros.

Uma equação que os fabricantes estão resolvendo através do lançamento de embalagens menores, como as mini-latas de Coca-Cola, de 250 ml, com 90 calorias. Forma encontrada pela empresa para incentivar os amantes da bebida a manter o consumo e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde.

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Tendência de mercado que foi acompanhada pelos fornecedores nacionais de latas de alumínio, que oferecem diversos tamanhos e formatos de embalagens. De acordo com a Abralatas (Associação Brasileira de Produtores de Lata de Alumínio para Bebidas),  a produção está capacitada para atender diferentes necessidades de consumo.

“Formatos diferentes do tradicional chegam a 30% da produção nacional”

Além da latinha de 350ml, nos últimos anos houve diversificação da produção. Hoje, pelo menos 30% do que é produzido no País está em formato diferente do tradicional.

“A possibilidade de variação de tamanho e formato da lata permite ao fabricante de bebidas colocar seu produto no mercado para finalidades e públicos diversos, de acordo com a ocasião de consumo ou com o  perfil do consumidor. Existem latas para consumo compartilhado, para doses pequenas, para eventos sofisticados e para serem consumidas em qualquer ambiente. Ou seja, há latas para todos os gostos”, explica Renault Castro, presidente executivo da Abralatas.

Entre as fabricantes nacionais está a Rexam, fornecedora dos formatos squat 250 ml, para a Coca-Cola, e o slim 250 ml, para a Red Bull.

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Cerveja artesanal

Lata de alumínio traz praticidade e mais sabor aos amantes da bebida

A cerveja artesanal, produzida no Brasil desde a década de 90, incentivou o surgimento de microcervejeiras, cerca de 300 hoje em funcionamento, que trouxeram para os brasileiros a opção de consumir produtos exclusivos e diferenciados com vários tipos de texturas, aromas e sabores.

Agora as microcervejeiras nacionais começam a apostar na lata de alumínio para conquistar novos consumidores. Tradicionalmente envasadas em garrafas de vidro, as cervejas artesanais ganham novos rótulos em embalagem de lata, para oferecer mais praticidade e sabor aos apreciadores da bebida.

A Dádiva,  localizada em Várzea Paulista (SP), lançou em dezembro de 2015 seu primeiro rótulo, Venice Beach de 350 ml, com a nova embalagem. Leve e aromática, a Venice Beach contém 4,5% de teor alcoólico e leva lúpulos americanos em sua receita.

Em fevereiro, foi a vez da marca de cervejas artesanais Dona Mathilde Bier, de Itatiba (SP), lançar a German Premium Lager, cerveja gourmet,  em lata de 350ml. Com 5,1% de álcool, a nova bebida, isenta de produtos químicos, é produzida conforme a Lei da Pureza Alemã (Reinheitsgebot), de 1.516.

“A lata de alumínio é leve, fácil de levar e de gelar. Ou seja, é muito mais prática do que o vidro. Além disso, ela mantém melhor as propriedades da cerveja, uma vez que protege a bebida da incidência de luz”, explica Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da cervejaria Dádiva, que em 2014 entrou para o mercado de cerveja artesanal de São Paulo.

Como outras marcas de cerveja artesanal, no Brasil e no exterior, a distribuição da Venice Beach e da German Premium Lager é limitada e regionalizada. A bebida em latinha da Dádiva pode ser encontrada em bares e empórios de São Paulo: The Beer Market (Jundiaí), Cervejarorium (Ribeirão Preto) e Let´s Beer (SP). A novidade da Dona Mathilde está disponível no cardápio do Dona Mathilde Snooker Bar & Betting Point, no bairro paulistano Pompeia, e nos parceiros Pousada Warabi, em Visconde de Mauá (RJ), e Capivari, em Campos do Jordão (SP).

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Realidade aumentada em latas de alumínio

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Thaís Behar
Designer de Produtos

O avanço do meio digital é incontestável e irreversível. Cada dia que passa são apresentadas novas ferramentas à comunicação para atender um público cada vez mais exigente e informado. Para isso, inúmeras estratégias que possibilitam a integração entre plataformas offline e online vêm sendo utilizadas. Uma das mais recentes é o uso da realidade aumentada.

Essa ferramenta tem sua origem baseada em códigos de barra simples, que armazenam pequenas informações. Percebendo-se a necessidade de aumentar a capacidade de armazenamento desses selos, foram criados códigos 2D (os QR Codes) que possibilitam o armazenamento de um pouco mais de conteúdo.

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A realidade aumentada vem sendo utilizada como forma de captar a atenção do consumidor e se faz valer da curiosidade e da necessidade de obter novas experiências. Utilizada como fator “novidade”, a ferramenta provoca o consumidor a descobrir o que o produto tem escondido para lhe mostrar e possibilita uma maior comunicação da marca com o usuário.

Esta tecnologia não é uma ferramenta assim tão recente, mas ainda é uma nova tendência e vem sendo usada de diversas formas, em diferentes plataformas: painéis em estações de trem, anúncios em revistas, impressões em produtos.

Como funciona a realidade aumentada?

Três componentes básicos são necessários para a existência da realidade aumentada:

1 – Objeto real com algum tipo de marca de referência, que possibilite a interpretação e criação do objeto virtual;

2 – Câmera ou dispositivo capaz de transmitir a imagem do objeto real;

3- Software capaz de interpretar o sinal transmitido pela câmera ou dispositivo.

O processo de formação do objeto virtual acontece da seguinte forma:

1- Coloca-se o objeto real em frente à câmera para que ela capte a imagem e transmita ao equipamento que fará a interpretação.

2- A câmera “enxerga” o objeto e manda as imagens, em tempo real, para o software que gerará o objeto virtual.

3 – O software já estará programado para retornar determinado objeto virtual, dependendo do objeto real que for mostrado à câmera.

4 – O dispositivo de saída, que pode ser uma televisão, monitor de computador ou tela de celular, exibe o objeto virtual em sobreposição ao real como se ambos fossem uma coisa só.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/realidade-aumentada/2124-como-funciona-a-realidade-aumentada.htm

Um produto que tem aceitado muito bem a ideia da realidade aumentada é a lata de alumínio, principalmente as de refrigerante. As marcas de bebidas têm apostado na ferramenta para lançamento de novas campanhas e edições comemorativas, como fez a Coca-Cola Zero para a edição especial do Rock in Rio 2013. Cada lata vinha com um ritmo de música escrito na embalagem e através do uso de um smartphone era possível escutar uma música pertencente ao ritmo. Todas as músicas eram das bandas que iam estar presentes no festival. É possível ver um dos teasers promocionais abaixo:

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Fonte: Lacreaturacreativa.com

Outra campanha da marca transformou a latinha de 250ml em uma jukebox portátil. Uma parceria com a empresa Spotify permite que o consumidor tenha acesso, através da utilização de um aplicativo de realidade aumentada, como explicado anteriormente, às top 50 músicas do Reino Unido. O código a ser lido para que a tecnologia funcione é o contorno pontilhado da garrafa desenhada na lata. Infelizmente essa edição não chegou ao Brasil. Para entender melhor como funcionou essa edição, clique no vídeo abaixo:

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Fonte: Blippar.com

A Pepsi Turquia também apostou na realidade aumentada quando fez uma parceria para lançar um filme no país. O aplicativo permitia que o consumidor tivesse acesso a jogos, trailers do filme, tirasse uma selfie em um cenário do filme ou com personagens, concorresse a prêmios e a ingressos para ver o filme Pek Yakinda do diretor Cem Yilmaz. Para ver como era feita a utilização da tecnologia, acesse o vídeo:

Além dessas, Sprite e Guaraná também já incorporaram a realidade aumentada como forma de conectar o consumidor ao produto e despertar sua curiosidade. Ainda pouco usada do Brasil, a realidade aumentada está chegando com mais força, é uma tendência e tende a crescer e se expandir para diversos produtos e plataformas.

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Logística reversa

Sistema de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida das embalagens adota modelo de reciclagem das latas de alumínio

Tendo como modelo a cadeia de reciclagem da lata de alumínio para bebidas, baseada no trabalho de cooperativas e responsável pelo índice recorde de 98,4% das latas consumidas no País em 2014, está em vigor o Acordo Setorial que estabelece a logística reversa de embalagens em geral. Assinado pelo Governo Federal e 21 entidades representativas do setor no final de 2015, o documento estabelece a responsabilidade dos empresários em criar um sistema de recolhimento e destinação adequada dos produtos.

De acordo com Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, as associações empresariais das mais diversas embalagens se comprometeram a investir no fortalecimento das cooperativas e dos catadores, com capacitação e equipamentos para ampliar o volume de reciclagem de resíduos sólidos no País. Ainda assumiram o compromisso de comprar todo o material reciclado que for ofertado pelas cooperativas. “O Acordo Setorial prevê investimentos suficientes para triplicar o número e a capacidade de processamento das cooperativas de reciclagem, com vistas a alcançar a meta proposta de redução mínima de 22% das embalagens dispostas em aterro até 2018”, explica.

O acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida pela Lei 12.305, em agosto de 2010, quando as associações do setor de embalagens começaram a se preparar, de forma organizada, para cumprir as determinações dessa legislação. Segundo a PNRS, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana.

“Investimentos devem triplicar o número e a capacidade de processamento das cooperativas de reciclagem”

A Abralatas, representante dos fabricantes da embalagem mais reciclada do mundo, realiza há seis anos um Ciclo de Debates centrado na discussão de temas que possam estimular a produção sustentável e ações voltadas às condições de trabalho e à inclusão social dos catadores. A entidade ainda promove o debate da criação da Tributação Verde, como explica Castro: “Um sistema tributário sensível ao impacto socioambiental dos bens de consumo que tende a estimular as respectivas indústrias a aumentar seus esforços para valorizar o retorno das embalagens pós-consumo ao ciclo produtivo (a logística reversa), o que, em última análise, certamente elevará a renda dos catadores”.

Milton Rego, presidente executivo da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), explica que o Acordo Setorial é um marco de um longo processo de negociação que envolveu a indústria, a distribuição e os catadores. Um acordo tão amplo assim é uma demonstração da maturidade desses atores e do Governo Federal e contribui significativamente para o desenvolvimento da PNRS. As embalagens de alumínio são aquelas que têm a maior taxa de reciclagem de todas as embalagens e certamente servirão de parâmetro para os outros setores“, ressalta.