Encaixe de latas pode eliminar as multipacks de plástico

Com foco na preservação do meio ambiente, cervejaria mexicana cria solução para transporte de latinhas de alumínio

A cervejaria mexicana Corona desenvolveu o projeto piloto de um inovador sistema para agrupar as latinhas de alumínio, que pode eliminar uma fonte frequente de plástico na categoria: as embalagens multipacks e os anéis agrupadores. Em parceria com a agência Leo Burnett da Cidade do México, a empresa criou um sistema em que as latas se encaixam umas nas outras.

Batizada de “Fit Pack”, a solução agrupa até 10 latas, usando apenas a estrutura da embalagem, sem a necessidade de qualquer material adicional. “O sistema de montagem se conecta na parte inferior e superior de cada lata, então várias delas podem ser rosqueadas umas nas outras e criar pilhas. É uma inovação que pode ser dimensionada a nível global, resolvendo o problema do plástico”, explica Federico Russi, CEO da Leo Burnett.

O projeto faz parte do compromisso da marca de se tornar líder no setor de cervejas na utilização de embalagens amigas do meio ambiente.

Dogma traz diferencial de cerveja na latinha

Embalagem destaca características similares a bebida espumante

A ilustração que remete a uma garrafa de espumante é o diferencial da embalagem da Hop Brut da cervejaria Dogma. A bebida, com 7,5% de teor alcoólico, seca e lupulada, tem características similares ao de um espumante.

Em latas de alumínio de 473 mililitros, a criação é do estúdio FORM em parceria com o ilustrador Caio Stolf.

No Carnaval, Vá de Lata
 com o Porta dos Fundos



Ao escolher a lata,  foliões consomem bebidas em embalagem 100% reciclável

As vantagens de consumir bebidas em latinhas de alumínio no Carnaval é tema de dois vídeos do Porta dos Fundos. A esquete se passa em um bloco de Carnaval e a lata, interpretada por Rafael Infante, se mostra muito mais “atraente e sedutora” do que a garrafa de vidro, interpretada por Pedro Benevides, o Bené.

O roteiro foi criado baseado no fato de que a embalagem de alumínio é a mais reciclada do Brasil, com uma taxa de reciclagem de 97,3% no país, enquanto a garrafa tem um índice de cerca de 47%. Entre muitos motivos está o valor da sucata do alumínio ser 26 vezes maior que a do vidro, o que faz com que a lata, inclusive, subsidie a coleta de outros materiais.

Os vídeos fazem parte da campanha Quem curte natureza e diversão cai na folia de latinha na mão do movimento Vá de Lata criado pela Ball, fabricante de latas de alumínio, que tem o objetivo de divulgar os diferenciais da embalagem mais amiga do meio ambiente: as latinhas de alumínio.

“O nosso objetivo é aproveitar o momento do Carnaval, em que o consumo de lata aumenta, para propor uma reflexão sobre escolhas sustentáveis. Optando pela lata, o público consome a bebida preferida em uma embalagem 100% e infinitamente reciclável e que, se descartada corretamente, volta ao mercado em apenas 60 dias. Esse fato, inclusive, foi o que deu origem a uma das frases da campanha: “Me dá um amasso que eu volto em 60 dias”, explica Thais Moraes, gerente de comunicação da Ball América do Sul.

Marca de cerveja incentiva consumo de bebida em lata

Em ação promocional, Irada destaca diferenciais da embalagem de alumínio

Ao lançar a primeira versão da cerveja Irada em lata de alumínio, a marca ressaltou as vantagens da embalagem, como a conservação do sabor da bebida devido à barreira de luz e oxigênio.

A iniciativa contou com a parceria  do movimento Vá de Lata, criado pela Ball Corporation – líder global na fabricação de latas de alumínio para bebidas. O movimento busca conscientizar a população sobre as vantagens das latinhas em relação a outras embalagens, como o vidro e o PET.

A ação aconteceu na praia do Leblon no Rio de Janeiro, com a participação do ator Malvino Salvador, que convidou os banhistas para participarem postando as hashtags #VadeLata e #Veranizese e provando a nova bebida.

Colorado lança novo formato de lata no mercado de cerveja

Com produção 100% nacional, latinha de alumínio de 410 ml traz revestimento especial

Com volume inédito no País, 410 mililitros, a nova lata de alumínio da cerveja Appia, formato X-Sleek, inova por não ser tão fina como a Sleek e nem tão larga como Standard. A novidade foi desenvolvida pela Ball Embalagens para Bebidas América do Sul, com exclusividade para a marca Colorado.

img-int-mat-colorado-410ml-jan2019O formato, diferente de todos existentes no mercado mundial, conta ainda com revestimento especial em HD (impressão High Definition) e aplicação de verniz fosco no rótulo, para atender à expectativa de um produto premium.

Segundo Claudemir Coelho, diretor de engenharia da Ball, a proposta do X-Sleek 410 ml é uma criação 100% brasileira. “O projeto foi todo desenvolvido no País, em nossa fábrica de Pouso Alegre (MG). Os equipamentos foram adaptados para a nova produção e diversos testes foram realizados. A partir daí, produzimos 50 amostras iniciais. A inovação foi então oferecida com exclusividade ao nosso cliente que ficou encantado com a proposta e embarcou de cabeça no projeto”, explica.

A novidade deve ampliar a adoção de latas de alumínio pela indústria de bebidas, o que favorece o constante aumento de volume de latinhas recicladas no País. Em 2018, 97,3% das embalagens de alumínio para bebidas retornaram para o ciclo produtivo, fazendo com que o País mantivesse a posição de liderança mundial. Devido às propriedades do alumínio (100% reciclável) e ao contínuo desenvolvimento do processo de reciclagem, em até 60 dias as embalagens são coletadas, recicladas e novas latas chegam aos pontos de venda.

Brasil recicla mais de 295 mil toneladas de latas de alumínio

97,3% das embalagens de alumínio para bebidas retornaram para o ciclo produtivo, em 2017, e País mantém posição de liderança mundial

Quase todas as latas de alumínio para bebidas vendidas em 2017 retornaram para o ciclo produtivo, alcançando um índice de 97,3% de reciclagem. Das 303,9 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas colocadas no mercado em 2017, 295,8 mil toneladas foram recolhidas e recicladas. Desde 2004, o índice se mantém acima dos 90%, colocando o país entre os líderes mundiais da reciclagem dessa embalagem.

Os números foram anunciados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) e pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), durante o lançamento, em Brasília (DF), da Frente Parlamentar visando à criação de estímulos econômicos para a preservação do meio ambiente, realizado em 5 de dezembro.

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O presidente executivo da Abal, Milton Rego, lembra que, mesmo diante das adversidades, o setor não deixa de investir, destacando que, apesar da forte retração econômica que o país sofre desde 2015, a reciclagem de alumínio está em plena expansão no Brasil.  “As duas maiores empresas do segmento, a Novelis e o Grupo ReciclaBR, nossas associadas, acabam de anunciar planos importantes para o ano que vem. O Grupo ReciclaBR vai inaugurar novos centros de coleta no país e uma planta de fundição em Minas Gerais. Já a Novelis, investirá R$ 650 milhões em sua fábrica em Pindamonhangaba (SP). Movimentos assim é que garantem a liderança mundial do Brasil no índice de reciclagem de latas”, conclui o executivo.

Para Mário Fernandez, Coordenador do Comitê de Reciclagem da ABAL e CEO do Grupo Recicla BR, o índice de reciclagem mostra a significativa participação da cadeia da lata do alumínio na Economia Circular.  “E no que depender do Grupo ReciclaBR, iremos contribuir para a manutenção do alto índice de reciclagem, pois temos sólidos investimentos planejados”, completa.

O índice elevado revela não só a eficiência do processo de reciclagem dessas embalagens no país, mas também evidencia os benefícios dessa prática sustentável. Estudos mostram que o processo consome apenas 5% da energia que seria utilizada na produção da mesma quantidade de alumínio primário. A Análise de Ciclo de Vida da lata aponta também que a reciclagem reduz em 95% a emissão de gases de efeito estufa.

Na área social, a atividade reflete na geração de emprego e renda para os catadores de materiais recicláveis, além de estimular maior consciência da sociedade sobre a importância da reciclagem e da conservação dos recursos naturais. Somente na etapa da coleta da latinha, R$ 1,2 bilhão foram injetados diretamente na economia brasileira em 2017. O montante corresponde a 1,2 milhão de salários mínimos ou a remuneração de 1 salário mínimo por mês para a população de uma cidade com cerca de 100 mil habitantes, como Araxá (MG) ou Assis (SP) ou Paulínia (SP).

Chocolate em lata de alumínio para bebidas?

A novidade é da belga Ovidias que optou pelos diferenciais da embalagem para distribuir seus chocolates premium para o mundo

Depois de conquistar 100% dos fabricantes e consumidores de cervejas, energéticos e a maioria dos produtores de refrigerantes e sucos de frutas, a lata de alumínio para bebidas começa a inovar o mercado de alimentos. A belga Ovidias surge como a primeira marca de chocolates a embalar seus produtos nas populares latinhas.

A lata, de 330 ml, contém diferentes sabores e formatos de bombons embalados individualmente e a tampa easy open permite a proteção da qualidade do produto e facilita a abertura. E o formato ainda favorece a impressão de rótulos em toda a extensão da embalagem.

Segundo a empresa, a lata para bebidas é perfeita para chocolates premium, porque conserva o sabor e mantém a textura cremosa do chocolate, garante uma vida mais longa ao produto, oferece proteção contra oxidação, causada pela exposição à luz e a gases, e ainda facilita o transporte e o armazenamento. Características fundamentais para os chocolates em lata da Ovidias que são comercializados mundialmente via internet.

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De acordo com Marco Turcatto, gerente de Marketing da Ovidias, a inovação surgiu a partir de uma sugestão do fundador da marca. Ao observar as bebidas disponibilizadas em um frigobar de um hotel, se questionou sobre a viabilidade de a lata de alumínio ser usada para embalar chocolates. “Depois de cuidadosa investigação, entramos em contato com a Ball (empresa norte-americana de embalagens) e conseguimos desenvolver um produto verdadeiramente único”, explica.

Os “chocolates em lata” estão disponíveis para compra no endereço eletrônico https://www.ovidias.com/en-gb/

Do vidro à lata

 Superbom lança primeira linha de sucos naturais em lata de alumínio para ampliar vendas no país e no exterior

A Superbom, considerada uma das principais empresas do ramo de alimentos para veganos e vegetarianos do Brasil, inova e lança a linha FIT de néctares em latas de alumínio Slim, com 265 ml. A opção pela lata partiu da necessidade de chegar a mercados não atendidos pela embalagem de vidro e de ampliar a exportação dos sucos oferecidos pela marca.

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“Queremos levar o produto para praças onde, atualmente, temos dificuldade de introdução do vidro, embalagem utilizada em nossas outras linhas de suco, como, por exemplo, escolas, clínicas e hospitais, que possuem restrição ao vidro”, explica Cristina Ferreira, gerente industrial da Superbom.

De acordo com Cristina, a opção pela embalagem deve-se aos benefícios próprios da lata de alumínio: “É leve – principalmente em comparação com o vidro -,   prática – abriu, tomou e descartou – e moderna. Além disso, o alumínio é 100% reciclável”.

“Versões de sucos em lata de alumínio
atendem mercados que têm restrições
às embalagens de vidro”

Também há um diferencial em relação ao frete, destaca a gerente, pois com a lata de alumínio há uma facilidade maior para o transporte, o que possibilita levar o produto para praticamente todos os estados brasileiros.

“Trabalhar com a lata de alumínio também auxilia na questão da exportação. Com os sucos de vidro, temos uma demanda, mas com a lata de alumínio acreditamos que será maior”, prevê Cristina.

Com o posicionamento premium, os produtos são de baixa caloria, ricos em vitaminas, minerais, sem conservantes e com 0% de gordura. Nos sabores uva, maracujá, laranja e tangerina, foram apresentados na 32ª edição da Feira Apas, entre os dias 02 e 05 de maio, em São Paulo, e estarão disponível em mais de 25 mil pontos de vendas a partir de junho.

Líder em reciclagem

Brasil recicla 98,4% de latas de alumínio consumidas e mantém liderança mundial há mais de uma década

Em 2014, o volume reciclado de latas de alumínio para bebidas cresceu 12,5%, no Brasil, em relação ao ano anterior. Das 294,2 mil toneladas disponíveis no mercado, foram recicladas 289,5 mil, o que equivale a 62,7 milhões embalagens/dia, ou 2,6 milhões/hora. Com esses resultados, o País alcançou o índice recorde de 98,4%, mantendo a liderança mundial desde 2001.

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Segundo o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da ABAL, Mario Fernandez, a indústria da reciclagem no Brasil já está bem madura. “Há mais de dez anos somos o país com o maior índice de reciclagem de latas de alumínio do mundo, com desempenhos sempre superiores a 90%. Isto demonstra a maturidade e estruturação do mercado de reciclagem brasileiro. Este é um mercado cada vez mais representativo para a indústria, sociedade e meio ambiente”.

“País alcançou o índice recorde de 98,4%, mantendo a liderança mundial desde 2001.”

De acordo com Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, trata-se de um modelo consolidado de logística reversa, baseado fortemente no trabalho de cooperativas. Um modelo, segundo ele, reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2013, e “que serve de exemplo para outras embalagens, para que todas possam conseguir, como a latinha, redução do consumo de energia, água e matéria-prima em toda a cadeia produtiva, emitindo menos gases de efeito estufa”, avalia.

A reciclagem do metal consome 5% de energia elétrica, em relação ao processo de produção do alumínio  primário. O que faz com que o volume de  latas recicladas em 2014 represente uma economia de 4.250 GWh/ano ao País, o equivalente ao consumo residencial de 6,6 milhões de pessoas/ano, em dois milhões de residências. 

O representante da Abralatas destaca que “o grande volume de sucata de alumínio coletado, tratado e comercializado pelas cooperativas de catadores gera renda que ajuda esses empreendimentos a se viabilizarem e, consequentemente, a trabalharem com outros tipos de materiais”.  Apenas em 2014, a coleta injetou R$ 845 milhões na economia nacional, contribuindo com a geração de empregos para milhares de catadores de materiais recicláveis.