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Brasil recicla mais de 295 mil toneladas de latas de alumínio

97,3% das embalagens de alumínio para bebidas retornaram para o ciclo produtivo, em 2017, e País mantém posição de liderança mundial

Quase todas as latas de alumínio para bebidas vendidas em 2017 retornaram para o ciclo produtivo, alcançando um índice de 97,3% de reciclagem. Das 303,9 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas colocadas no mercado em 2017, 295,8 mil toneladas foram recolhidas e recicladas. Desde 2004, o índice se mantém acima dos 90%, colocando o país entre os líderes mundiais da reciclagem dessa embalagem.

Os números foram anunciados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) e pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), durante o lançamento, em Brasília (DF), da Frente Parlamentar visando à criação de estímulos econômicos para a preservação do meio ambiente, realizado em 5 de dezembro.

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O presidente executivo da Abal, Milton Rego, lembra que, mesmo diante das adversidades, o setor não deixa de investir, destacando que, apesar da forte retração econômica que o país sofre desde 2015, a reciclagem de alumínio está em plena expansão no Brasil.  “As duas maiores empresas do segmento, a Novelis e o Grupo ReciclaBR, nossas associadas, acabam de anunciar planos importantes para o ano que vem. O Grupo ReciclaBR vai inaugurar novos centros de coleta no país e uma planta de fundição em Minas Gerais. Já a Novelis, investirá R$ 650 milhões em sua fábrica em Pindamonhangaba (SP). Movimentos assim é que garantem a liderança mundial do Brasil no índice de reciclagem de latas”, conclui o executivo.

Para Mário Fernandez, Coordenador do Comitê de Reciclagem da ABAL e CEO do Grupo Recicla BR, o índice de reciclagem mostra a significativa participação da cadeia da lata do alumínio na Economia Circular.  “E no que depender do Grupo ReciclaBR, iremos contribuir para a manutenção do alto índice de reciclagem, pois temos sólidos investimentos planejados”, completa.

O índice elevado revela não só a eficiência do processo de reciclagem dessas embalagens no país, mas também evidencia os benefícios dessa prática sustentável. Estudos mostram que o processo consome apenas 5% da energia que seria utilizada na produção da mesma quantidade de alumínio primário. A Análise de Ciclo de Vida da lata aponta também que a reciclagem reduz em 95% a emissão de gases de efeito estufa.

Na área social, a atividade reflete na geração de emprego e renda para os catadores de materiais recicláveis, além de estimular maior consciência da sociedade sobre a importância da reciclagem e da conservação dos recursos naturais. Somente na etapa da coleta da latinha, R$ 1,2 bilhão foram injetados diretamente na economia brasileira em 2017. O montante corresponde a 1,2 milhão de salários mínimos ou a remuneração de 1 salário mínimo por mês para a população de uma cidade com cerca de 100 mil habitantes, como Araxá (MG) ou Assis (SP) ou Paulínia (SP).

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Chocolate em lata de alumínio para bebidas?

A novidade é da belga Ovidias que optou pelos diferenciais da embalagem para distribuir seus chocolates premium para o mundo

Depois de conquistar 100% dos fabricantes e consumidores de cervejas, energéticos e a maioria dos produtores de refrigerantes e sucos de frutas, a lata de alumínio para bebidas começa a inovar o mercado de alimentos. A belga Ovidias surge como a primeira marca de chocolates a embalar seus produtos nas populares latinhas.

A lata, de 330 ml, contém diferentes sabores e formatos de bombons embalados individualmente e a tampa easy open permite a proteção da qualidade do produto e facilita a abertura. E o formato ainda favorece a impressão de rótulos em toda a extensão da embalagem.

Segundo a empresa, a lata para bebidas é perfeita para chocolates premium, porque conserva o sabor e mantém a textura cremosa do chocolate, garante uma vida mais longa ao produto, oferece proteção contra oxidação, causada pela exposição à luz e a gases, e ainda facilita o transporte e o armazenamento. Características fundamentais para os chocolates em lata da Ovidias que são comercializados mundialmente via internet.

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De acordo com Marco Turcatto, gerente de Marketing da Ovidias, a inovação surgiu a partir de uma sugestão do fundador da marca. Ao observar as bebidas disponibilizadas em um frigobar de um hotel, se questionou sobre a viabilidade de a lata de alumínio ser usada para embalar chocolates. “Depois de cuidadosa investigação, entramos em contato com a Ball (empresa norte-americana de embalagens) e conseguimos desenvolver um produto verdadeiramente único”, explica.

Os “chocolates em lata” estão disponíveis para compra no endereço eletrônico https://www.ovidias.com/en-gb/

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Do vidro à lata

 Superbom lança primeira linha de sucos naturais em lata de alumínio para ampliar vendas no país e no exterior

A Superbom, considerada uma das principais empresas do ramo de alimentos para veganos e vegetarianos do Brasil, inova e lança a linha FIT de néctares em latas de alumínio Slim, com 265 ml. A opção pela lata partiu da necessidade de chegar a mercados não atendidos pela embalagem de vidro e de ampliar a exportação dos sucos oferecidos pela marca.

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“Queremos levar o produto para praças onde, atualmente, temos dificuldade de introdução do vidro, embalagem utilizada em nossas outras linhas de suco, como, por exemplo, escolas, clínicas e hospitais, que possuem restrição ao vidro”, explica Cristina Ferreira, gerente industrial da Superbom.

De acordo com Cristina, a opção pela embalagem deve-se aos benefícios próprios da lata de alumínio: “É leve – principalmente em comparação com o vidro -,   prática – abriu, tomou e descartou – e moderna. Além disso, o alumínio é 100% reciclável”.

“Versões de sucos em lata de alumínio
atendem mercados que têm restrições
às embalagens de vidro”

Também há um diferencial em relação ao frete, destaca a gerente, pois com a lata de alumínio há uma facilidade maior para o transporte, o que possibilita levar o produto para praticamente todos os estados brasileiros.

“Trabalhar com a lata de alumínio também auxilia na questão da exportação. Com os sucos de vidro, temos uma demanda, mas com a lata de alumínio acreditamos que será maior”, prevê Cristina.

Com o posicionamento premium, os produtos são de baixa caloria, ricos em vitaminas, minerais, sem conservantes e com 0% de gordura. Nos sabores uva, maracujá, laranja e tangerina, foram apresentados na 32ª edição da Feira Apas, entre os dias 02 e 05 de maio, em São Paulo, e estarão disponível em mais de 25 mil pontos de vendas a partir de junho.

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Líder em reciclagem

Brasil recicla 98,4% de latas de alumínio consumidas e mantém liderança mundial há mais de uma década

Em 2014, o volume reciclado de latas de alumínio para bebidas cresceu 12,5%, no Brasil, em relação ao ano anterior. Das 294,2 mil toneladas disponíveis no mercado, foram recicladas 289,5 mil, o que equivale a 62,7 milhões embalagens/dia, ou 2,6 milhões/hora. Com esses resultados, o País alcançou o índice recorde de 98,4%, mantendo a liderança mundial desde 2001.

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Segundo o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da ABAL, Mario Fernandez, a indústria da reciclagem no Brasil já está bem madura. “Há mais de dez anos somos o país com o maior índice de reciclagem de latas de alumínio do mundo, com desempenhos sempre superiores a 90%. Isto demonstra a maturidade e estruturação do mercado de reciclagem brasileiro. Este é um mercado cada vez mais representativo para a indústria, sociedade e meio ambiente”.

“País alcançou o índice recorde de 98,4%, mantendo a liderança mundial desde 2001.”

De acordo com Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, trata-se de um modelo consolidado de logística reversa, baseado fortemente no trabalho de cooperativas. Um modelo, segundo ele, reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2013, e “que serve de exemplo para outras embalagens, para que todas possam conseguir, como a latinha, redução do consumo de energia, água e matéria-prima em toda a cadeia produtiva, emitindo menos gases de efeito estufa”, avalia.

A reciclagem do metal consome 5% de energia elétrica, em relação ao processo de produção do alumínio  primário. O que faz com que o volume de  latas recicladas em 2014 represente uma economia de 4.250 GWh/ano ao País, o equivalente ao consumo residencial de 6,6 milhões de pessoas/ano, em dois milhões de residências. 

O representante da Abralatas destaca que “o grande volume de sucata de alumínio coletado, tratado e comercializado pelas cooperativas de catadores gera renda que ajuda esses empreendimentos a se viabilizarem e, consequentemente, a trabalharem com outros tipos de materiais”.  Apenas em 2014, a coleta injetou R$ 845 milhões na economia nacional, contribuindo com a geração de empregos para milhares de catadores de materiais recicláveis.