Artistas criam estampas para latas de cervejas

Way Beer aproveita potenciais de design da latinha de alumínio para lançar embalagens diferenciadas

A cervejaria Way Beer, de Curitiba, vem inovando com a criação de bebidas com sabores peculiares e decidiu não parar aí: aproveitou os potenciais de design da lata de alumínio para bebidas para inovar também nos rótulos das das embalagens.

A “Pingado”, sabor café com leite, a “Catarina”, de pitanga e pitaya, e a “Sou Feia, Mas To Na Moda”, de aveia com aromas de frutas cítricas, são três lançamentos recentes da cervejaria. As bebidas vêm em latas de 473 ml que trazem rótulos atraentes e coloridos criados por diferentes artistas.

O projeto, chamado de “Way From Sketch”, conta com uma curadoria especial para encontrar artistas da cena independente de Curitiba. Eles têm a oportunidade de mostrar seus trabalhos para um público novo e Way Beer ganha rótulos bem diferentes dos habituais.

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A “Pingado” é uma cerveja tipo “Hazy Brown Ale” feita com grãos de café maturados em barris de cachaça. Seu rótulo foi desenvolvido pela designer Larissa Graboski e mostra o tradicional copo americano onde o café com leite é normalmente servido em bares e padarias.

img-int-cerveja-catarinaJá a “Catarina”, que homenageia a imperatriz russa Catarina, a Grande, é uma cerveja do tipo “Berliner Weisse” e ganhou um rótulo desenvolvido pelo artista Rimon Guimarães, autor de murais na Holanda, Gambia, Síria e Grécia.

img-int-cerveja-sou-feiaNo caso da “Sou Feia, Mas To na Moda”, cerveja tipo “NE IPA”, o rótulo recebeu a ilustração do artista Douglas Reder. Ele é conhecido como “Rederguod” e atua como designer, bodypainter e ilustrador.

“Passamos um briefing para o artista sobre as características da cerveja e ele pode criar livremente em cima das informações”, explica Alejandro Winocur, sócio-proprietário da Way Beer. “Nossa ideia foi fazer algo personalizado e bacana que ainda ajude o artista a disseminar suas obras. Queríamos uma ruptura com o usual”, completa o empresário.

Vendida principalmente em Curitiba e São Paulo, a Way Beer já está presente em ao menos três outros estados e também nos Estados Unidos. Novos rótulos do “Way From Sketch” estão previstos para o ano que vem,

 

“Latões” de chopp de vinho trazem praticidade ao consumidor

 

Latas de alumínio de 710ml favorecem consumo da bebida durante encontros com amigos e festas

No mercado internacional, o envase de vinhos em latas  já é uma realidade. Nos Estados Unidos e na Europa, as vinícolas apostam na popularização da bebida entre os jovens.

A novidade ainda não chegou ao Brasil, mas o formato acima de 700ml, “latões” utilizados para diferentes marcas de cerveja, já é a embalagem mais encontrada entre as bebidas que levam o vinho em sua composição.

Esse é o caso da Germania Vinhedo 58, lançada em 2016 na versão de 710 ml, que combina uva e cevada maltada, favorecendo o consumo da bebida em encontros de amigos e festas. Outras marcas de chopp de vinho também estão disponíveis em empórios e supermercados, como Grape Cool e Draft Wine, no formato de 350ml.

Lata de alumínio inova o mercado de vinho

Vinícolas internacionais investem em novo produto para conquistar os jovens

No mercado internacional, o envase de vinhos em latas de alumínio já é uma realidade. O produto, de 187ml a 500ml, é oferecido, por exemplo, pela fabricante de latas para bebidas norte-americana Ball, que aposta na popularização da bebida entre as novas gerações.

Segundo a empresa, hoje o consumo de vinho não se limita a ocasiões especiais. Também é consumido em momentos casuais de lazer. Um novo cenário que favorece o investimento em latinhas. Além da conveniência, a embalagem é inquebrável, hermética e à prova de luz,  o que garante proteção ao sabor e aroma da bebida. “O vinho em lata está na  moda em todo o mundo. Países como Estados Unidos, Itália, França e Nova Zelândia já produzem uma grande variedade desses vinhos. O produto emplacou no mercado para agradar um público mais jovem, entre 21  e 35 anos , que deseja encontrar facilidade na hora de consumir a bebida em festas na praia, camping e concertos de músicas. É uma busca, principalmente de países como os Estados Unidos, de inserir a cultura do vinho no jovem que não cresceu nesse mundo e enxerga o vinho como um produto elitizado e somente para pessoas mais velhas”, explica a sommeliere Marcia Anholeti.

“Estados Unidos, França, Itália e Nova Zelândia apostam nos consumidores de 21 a 35 anos”

A novidade surgiu em 2009 e aos poucos começou a ganhar o mercado internacional. Segundo Marcia, hoje há uma variedade muito grande de produtores. Entre eles a sommelier cita as vinícolas Sofia (Califórnia), que produz espumante;  Underwood  (Oregon), produtora de vinho branco da uva Pinot Grigio e um tinto da uva Pinot Noir.; Presto (Itália), fornecedora de espumante  e Lila (Nova Zelândia), que oferece ao mercado vinho branco da uva Pinot Grigio.

O vinho envasado em latinhas de alumínio ainda não chegou nas vinícolas nacionais. “Mas já é possível ver as primeiras importações de vinho em lata . A aceitação ainda acho que será preconceituosa, e tudo irá depender do valor de impostos adicionado ao produto para sabermos  se conseguirá atingir o público mais jovem que tem a mente mais aberta a novidades do mercado”, opina Marcia.

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Cerveja artesanal versão “latis”

Potencial criativo das latinhas e proteção do alumínio valorizam diferenciais de cerveja criada em homenagem ao músico e humorista Mussum

As embalagens das cervejas artesanais Birits, Cacildis, Ditriguis e Forévis exemplificam o potencial criativo das latinhas de alumínio para bebidas. De cores fortes e ar retrô, as latas trazem o estilo descontraído da cervejaria Ampolis, inaugurada em 2013 em homenagem ao músico e humorista Mussum, o brasileiro Antônio Carlos Bernardes Gomes.

Depois de consolidar a marca com as garrafas de vidro, a cervejaria do Rio de Janeiro lançou as quatro versões, criadas a partir das expressões usadas pelo humorista falecido em 1994, em latas de 350 ml. Ao anunciar a novidade nas redes sociais, a Ampolis, em seu estilo bem-humorado, destacou as vantagens do alumínio: “Pode agradecer aos Deuses do Mé porque com a chegada da FORÉVIS temos mais essa novidade: todos os nossos diuréticos agora também na versão latis! Coisa lindis!! Pra colecionar tudo! E além de lindas ainda protegem ainda mais o seu mé do ar e da luz, pra ele chegar até vc perfeitis!!”.

Marca Do bem adere à latinha formato slim

Novos chás sem conservantes e adoçados com stevia ganham versões em latas de alumínio de 310 ml

Depois das tradicionais embalagens cartonadas individuais, a Do bem optou pelas latinhas de alumínio para lançar a primeira linha de chás do mercado nacional sem conservantes e com stevia, adoçante totalmente natural. Com a inovação, a marca alia proteção da bebida contra efeito da luz e de gases, mantendo sabor e aroma, em embalagem 100% reciclável.

A nova embalagem foi adotada para as versões Chá Verde com Limão e Chá Verde com Pêssego, disponíveis em latinhas slim de 310 ml, além de cartonadas assépticas de 1 litro, que também garantem a conservação do produto devido à presença do alumínio.

De acordo com a empresa, para chegar a uma composição na qual a stevia não interferisse no sabor da bebida, foram necessários dois anos de pesquisa. A marca avalia os novos produtos como um avanço no mercado de bebidas, porque os chás são de caloria zero, mas com o mesmo sabor dos que levam açúcar.

Em alta definição

Rótulos de latas de alumínio com impressão HD valorizam diferenciais de bebidas

A lata de alumínio para bebidas favorece a criação de embalagens customizadas e diferenciadas. Além de permitir a impressão de um rótulo em toda a sua superfície, com cores variadas e tintas especiais, a embalagem permite a impressão de imagens ricas em detalhes. Isso porque o alumínio favorece a aplicação da tecnologia High Definition (HD), de qualidade fotográfica.

De acordo com informações fornecidas pela fabricante Rexam, a diferença do método HD, em relação à impressão de rótulos convencionais,  está no processo de gravação das placas de impressão utilizadas para essa tecnologia. Na qual a lineatura (número de linhas de pontos de retícula por unidade de medida que especifica a resolução de equipamentos no processamento de imagens) de retícula é muito similar à praticada na produção de revistas. O que exige maquinário especial para o fornecedor de placas de impressão, pois elas são gravadas a laser, diferente do que ocorre na gravação de placas para rótulos convencionais.

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Entre os clientes de impressão de rótulo em HD da Rexam estão os energéticos Vulcano e Burn, e os sucos e chás Green Day e Namastea.

No processo, a lata passa primeiro pela fabricação de amostras em uma linha piloto, já com a placa em HD. Após aprovação do cliente, inicia-se a etapa de geração de cartela de cores, para definir os limites de variação mínimos e máximos durante a produção. Depois da definição do padrão de cores, a lata começa a ser produzida, com capacidade de impressão que pode ultrapassar 30 unidades por segundo.

Inovação em Lata

Tecnologia de envase móvel impulsiona lançamentos de microcervejeiras em latinhas de alumínio

Enquanto nos EUA e na Europa os fabricantes de cervejas artesanais oferecem suas bebidas tanto nas opções em vidro como em latas, no Brasil as embalagens de alumínio ainda são pouco conhecidas. Mas as microcervejeiras nacionais começam a investir no envase móvel, que dispensa o alto investimento em processos automáticos de alta escala.

“O sistema foi desenvolvido há três anos nos EUA, para atender a maioria dos pequenos fabricantes que trabalhava com máquinas manuais de baixa produtividade”, explica Alexandre Levorin, diretor da DaLata Mobile Canning Service, empresa responsável pela introdução da novidade no Brasil.

De acordo com Levorin, a logística é simples e eficiente. O equipamento para envase é instalado em uma área de 2,5 metros por 9 metros e oferece o serviço diretamente do tanque onde a bebida é armazenada.

“O sistema consiste em despaletizar as latas, fazer a rinsagem para sanitização das mesmas, aplicar Co2 para expurgar o oxigênio, aplicar o líquido, colocar a tampa e recravá-la. O cliente apenas precisa fornecer a bebida, oferecemos a solução completa de envase”, explica Levorin.

Com capacidade de envase de 1000 litros de bebida por hora, em latas de 269ml, 350ml e 473ml, o sistema móvel também atende a indústrias de bebidas dos segmentos de sucos, refrigerantes e energéticos.

A empresa é responsável por fornecer as latas personalizadas – impressão por litografia, no caso de volumes acima de 100 mil unidades, ou por shrink sleeve, para o mínimo de 2500 unidades.

O método sleeve permite às microcervejeiras trabalhar com um volume de estoque compatível com seus negócios, evitando alto investimento na produção de rótulos diferenciados e personalizados.

Para a fabricante de embalagens Rexam, o envase móvel traz maior autonomia ao microempreendedor, ganho de velocidade para atender às demandas de pequenas e médias empresas e uma possível redução dos custos de transporte da bebida, que pode ser produzida e envasada no mesmo local.

As vantagens da lata de alumínio e a inovação do envase móvel devem impulsionar a adoção da embalagem pelas microcervejeiras nacionais, que hoje, segundo Levorin, chegam a cerca de 300 empresas, entre fábricas e brewpubs.

A Dádiva,  localizada em Várzea Paulista (SP), está entre os produtores de cerveja artesanal que resolveram optar pela lata de alumínio graças ao envase móvel. Com capacidade produtiva mensal de 24 mil litros, a empresa lançou em dezembro de 2015 seu primeiro rótulo, Venice Beach de 350 ml, com a nova embalagem. Leve e aromática, a Venice Beach contém 4,5% de teor alcoólico e leva lúpulos americanos em sua receita.

Em fevereiro, foi a vez da marca de cervejas artesanais Dona Mathilde Bier, de Itatiba (SP), lançar a German Premium Lager, cerveja gourmet, em lata de 350ml. Com 5,1% de álcool, a nova bebida, isenta de produtos químicos, é produzida conforme a Lei da Pureza Alemã (Reinheitsgebot), de 1.516.

“A lata é leve, fácil de levar e de gelar. Ou seja, é muito mais prática do que o vidro. Além disso, ela mantém melhor as propriedades da cerveja, , uma vez que protege a bebida da incidência de luz”, explica Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da Dádiva, que há dois anos entrou para o mercado de cerveja artesanal de São Paulo.