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China impulsiona produção mundial de folhas de alumínio

Diretor geral da GLAFRI apresenta dados da representatividade do país asiático, em encontro internacional da ABAL

A demanda por alumínio para embalagens vem crescendo continuamente, e os mercados emergentes são os principais responsáveis por isso. Stefan Glimm, diretor geral da GLAFRI (Global Aluminium Foil Roller Initiative), explicou detalhadamente esse cenário em sua apresentação na ExpoAlumínio 2018, promovido pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). No evento, realizado em São Paulo entre os dias 3 e 5 de setembro, ele mostrou como a China é, hoje, a maior responsável por impulsionar o uso de folhas de alumínio no mundo.

Os números compartilhados por Glimm mostram que 2018 deve fechar com uma demanda total de seis mil toneladas do material. Pouco mais da metade deste volume deverá suprir as necessidades do país asiático.

Além de representar 52% da demanda mundial por folhas de alumínio, a China também é, de longe, seu maior produtor: responde por 64,5% da produção. Em segundo lugar, a Europa detém 16,5% da produção, enquanto todo o restante da Ásia tem 8,3% de participação.

Quando a avaliação é feita levando em conta o consumo per capita de folha de alumínio, a China mais uma vez lidera o crescimento mundial. Passou de 1,44 kg per capita em 2014 para 1,61 kg per capita em 2017. A Coreia do Sul também cresceu nesse índice – de 1,74 para 1,90 -, enquanto a Índia registrou um pequeno aumento de 0,11 para 0,12. O Brasil, neste período, teve queda de 0,47 para 0,42.

“China destaca-se no quesito consumo
per capita de embalagens de alumínio”

A China, entretanto, ganha ainda mais destaque no quesito consumo per capita de embalagens de alumínio: cresceu de 0,59 kg em 2014 para 0,91 em 2017. No Brasil, houve ligeira queda de 0,36 para 0,35 no período.

A GLAFRI é uma associação global com a missão de prover informações, coordenar ações em sustentabilidade, promover inovações e assim apoiar o crescimento do mercado de folhas de alumínio.

“O mercado, os consumidores, querem respostas. Querem saber se a folha de alumínio é sustentável, e precisam receber a mesma resposta seja na Europa, na China ou no Brasil. Por isso, precisamos passar globalmente nossa mensagem”, disse Glimm à plateia. “Respostas diferentes, diferentes maneiras de comunicar, trazem problemas. Se você tem uma nova tecnologia de reciclagem no Brasil ou na Europa, deve compartilhá-la“.

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Vencedores do Troféu Alufoil são conhecidos na ExpoAlumínio

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) promove premiação internacional pela primeira vez no Brasil

Um selo que mantém a integridade do produto durante processo de envase e resfriamento. Folhas que permitem moldar a embalagem, além de preservar o seu conteúdo – uma bebida – por mais tempo em temperatura ambiente. E uma lâmina que evita a contaminação de material coletado para exames. Estas foram as soluções premiadas na edição brasileira do Troféu Alufoil. O resultado foi anunciado durante a ExpoAlumínio 2018, a maior feira do gênero na América Latina, promovida pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), no início de setembro, em São Paulo.

O Troféu Alufoil destaca projetos de embalagens inovadoras que utilizam folhas de alumínio em laminados, na estrutura ou em seu sistema de fechamento. Trata-se de uma premiação internacional, de grande tradição na Europa, onde é promovida pela European Aluminium Foil Association (EAFA), com apoio da Global Aluminium Foil Roller Initiative (GLAFRI). Há dois anos, a competição ganhou uma versão chinesa, uma vez que a China é hoje o maior produtor de alumínio e de produtos feitos com o metal. E, graças a uma parceria entre a ABAL, a EAFA e GLARI, o Troféu Alufoil passou a ter, a partir deste ano, uma edição brasileira.

“A chegada do Troféu Alufoil ao Brasil é um reconhecimento ao segmento de embalagens, o setor que mais consome alumínio em nosso país”, explica Milton Rego, presidente executivo da ABAL. A entidade, por meio de seu Comitê de Embalagens, se encarregou da organização e julgamento dos trabalhos inscritos e aproveitou a realização da ExpoAlumínio para divulgar os vencedores.

Esta primeira edição contou com a participação de Stefan Glimm, diretor geral da GLAFRI, que contribuiu com sua experiência na realização da edição europeia da premiação. “Fiquei realmente impressionado com a qualidade dos trabalhos inscritos e com o potencial de inovação apresentado pelos vencedores brasileiros”, destacou. “Quero também elogiar o profissionalismo da ABAL na organização da competição. Trata-se de um passo importante na promoção do uso das folhas de alumínio e para o crescimento desse segmento do mercado no país.”

O Troféu é dividido em três categorias. Na categoria Proteção ao Produto o ganhador foi o Selo Wave, da empresa Flexoprint. Em Marketing, Design e Conveniência do Consumidor a solução escolhida foi a embalagem do produto Danoninho para Levar, desenvolvida pela Diadema Embalagens. E na categoria Eficiência de Recursos e Inovação o destaque ficou com a Lombardi Metais e o seu projeto que utiliza lâminas de alumínio para a coleta e acondicionamento de fios de cabelo em exames toxicológicos.

“Um prêmio de renome internacional como o Troféu Alufoil é o reconhecimento da tecnologia, know how e dos serviços que oferecemos ao mercado”, diz Antonio Adão Parra, diretor comercial e de suprimentos da Embalagens Flexíveis Diadema. “O Selo Wave se utiliza de uma característica intrínseca do alumínio, de se expandir multilateralmente, sem retorno”, explica o engenheiro de alimentos Sérgio Romeiro. “O Troféu Alufoil coroa o esforço da Flexoprint em buscar soluções como essa, que melhoram a qualidade das embalagens de alimentos e permitem a redução de seus custos de produção”.

Gianpaolo Lombardi, da Lombardi Metais, conta que o Troféu Alufoil é a recompensa por quatro anos dedicados ao desenvolvimento de um projeto nascido a partir do pedido de um grande laboratório norte-americano. “Resolvi participar do prêmio com o objetivo principal de divulgar a maneira como chegamos à solução”, relembra. Solução que destaca a versatilidade das folhas de alumínio e que mostra a competitividade da indústria nacional no segmento.

 

Embalagens Premiadas no Troféu Alufoil 2018

img-mat-alufoil-flexoprintCategoria Proteção ao Produto: Selo Wave
Empresa: Flexoprint

Solução: embalar um suco em alta temperatura permite reduzir ou, muitas vezes, eliminar o uso de conservantes. Feito de folha de alumínio, o Selo Waze faz o fechamento do copo de suco permitindo seu envase a quente e posterior resfriamento, garantindo a integridade de toda a embalagem.

img-mat-alufoil-diademaCategoria Marketing, Design e Conveniência do Consumidor: Danoninho para Levar
Empresa: Diadema Embalagens Flexíveis

Solução: o uso de folhas de alumínio na embalagem do Danoninho para Levar, graças às qualidades de proteção que oferecer, permite conservar o produto – um petit-suisse – por até cinco horas fora da geladeira.

img-mat-alufoil-lombardiCategoria Eficiência de Recursos e Inovação: Folhas de Alumínio
Empresa: Lombardi Metais

Solução: folhas de alumínio, com espessura de 0,05 mm, muito usadas em embalagens, foram a solução encontrada pela Lombardi Metais para atender um laboratório de exames interessado em padronizar e acondicionar com segurança mostras de cabelo destinadas à análise.

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Sachê alia eficiência de marketing e proteção da folha de alumínio

Embalagem beneficia crescimento da indústria de cosméticos de diferentes portes

O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking dos maiores consumidores de produtos de higiene e beleza. Em 2017, a indústria do setor registrou um faturamento de 102 milhões de reais, uma alta de 3,2% em relação a 2016 (99 milhões de reais). E para este ano a expectativa de crescimento é de cerca de 3,8%.

Os resultados positivos, apesar da crise econômica, alimentam o segmento de cosméticos composto por aproximadamente 1.500 empresas, segundo dados da Artpack, fornecedora de sachês para a indústria nacional.

De acordo com Carlos Signei de Souza, presidente da Artpack, os produtos de higiene e limpeza disputam cada centímetro de gôndola, cada cliente na venda direta, e a utilização do produto em amostras ainda é a melhor forma para divulgação. Cerca de 86% de nossa produção da empresa é voltada aos sachês de amostra grátis. Souza ressalta que “as principais marcas se beneficiam com a estratégia de fazerem seus produtos diferenciados serem conhecidos através da distribuição agressiva de amostra grátis, seja elas em sachês ou miniaturas”.

Produzidos em pequenas quantidades, sachês não são privilégio das grandes marcas

Além de eficiente ferramenta de marketing, o executivo destaca o diferencial da embalagem graças à presença do alumínio, que garante barreira contra a luz e evita a perda de produto, impedindo-o de atravessar a embalagem. “Envasado em sachê composto apenas de polietileno e poliéster, em um ano, há perda de 5% de líquido”, explica.

Há uma década, a tecnologia passou a ser mais acessível às pequenas e médias indústrias de cosméticos. “Quando fundamos a Artpack, em 2017, o setor contava com empresas que forneciam sachês em apenas grandes quantidades, de 30 a 100 mil unidades. Passamos a oferecer lotes de no mínimo 3 mil, utilizando maquinário apropriado para pequenas quantidades. Começamos com 10 clientes e hoje atendemos cerca de 250 empresas”, conclui Souza.

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Alufoil Trophy 2018 recebe inscrições até 15 de agosto

Premiação, promovida pela ABAL na América Latina, reconhece inovações da aplicação de folha de alumínio em embalagens

As inscrições para o  Alufoil Trophy | América Latina 2018 estarão abertas até 15 de agosto, para a participação de fabricantes, conversores, fornecedores de materiais, detentores de marcas, designers e grupos de consumo, bem como fabricantes de produtos industriais.

Neste ano, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) traz para a América Latina o Alufoil Trophy, promovido na Europa pela  European Aluminium Foil Association (EAFA), com o apoio da Global Aluminium Foil Roller Initiative (GLAFRI). A premiação tem como objetivo reconhecer  inovações e soluções que contenham folhas de alumínio como parte de um laminado, estrutura ou sistema de embalagem e fechamentos (tampas).

As três categorias da competição cobrem as áreas mais importantes da fabricação de folhas de alumínio e suas aplicações: Marketing, Design e Conveniência do Consumidor, Eficiência de Recursos e Inovação e Proteção do Produto.

Faça sua inscrição online clicando aqui .

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Cosméticos têm a proteção das folhas de alumínio

Bisnagas laminadas garantem proteção  às características físico-químicas dos produtos envasados

“A Bemis fornece bisnagas laminadas (ABL) compostas por folhas de alumínio e resinas plásticas. Neste tipo de embalagem utilizamos a folha de alumínio para garantir barreira superior mantendo, assim, as características físico-químicas do produto envasado”, afirma Antonio Ponce, gerente de Marketing de Produto da Bemis, ao comentar  o desenvolvimento pela empresa das embalagens para a linha Match, de O Boticário.

A Bemis também fornece ao mercado de cosméticos as bisnagas do tipo PBL, compostas exclusivamente de resinas plásticas  que possuem propriedades de barreira, porém em menor nível que a ABL, segundo Ponce.

Segundo o gerente, o prazo de validade dos produtos depende não só do tipo de embalagem utilizado mas, também, do produto envasado. “Portanto, cada aplicação deve ser avaliada afim de encontrarmos a solução mais viável aos nossos clientes relacionados aos aspectos técnico e econômico”, explica.

Bemis produz 500mil unidades/mês de embalagens para a linha Match, de O Boticário  

A fabricante de embalagens informa que a bisnaga laminada desenvolvida para a linha Match possibilita ótima qualidade de impressão, garante grande variedade de características de decoração e design e diminui o risco de descascamento da tinta com apelo metalizado. Além disso, assegura a empresa, a embalagem de Match garante 100% da utilização do produto, ou seja, nenhum resquício do produto fica preso à embalagem.

A produção mensal das embalagens do shampoo e condicionador Patrulha do Frizz, Respeito aos Cachos e Fonte de Hidratação chega a 500mil unidades. Além da linha Match, a Bemis é responsável pela produção de outras embalagens da marca O Boticário.

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Stand-up pouch transforma refrigerante em “raspadinha”

Embalagem produzida com folha de alumínio inova a forma de consumir Coca-Cola no Japão

A embalagem stand-up pouch amplia sua participação no segmento de bebidas. Depois da adoção para o envase de lácteos como o Danoninho, por exemplo, a funcionalidade da folha de  alumínio para o desenvolvimento de novas embalagens agora favorece a inovação no segmento de refrigerantes.

A novidade já está disponível aos consumidores japoneses, que agora podem optar por consumir refrigerante congelado (estilo raspadinha). A bebida  lançada pela Coca-Cola Japão, Coca-Cola Frozen Lemon, é acondicionada em um stand-up pouch com bico, o que permite aos consumidores apertarem a embalagem até chegarem à textura desejada.

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O produto também será vendido descongelado, para os consumidores que preferirem congelar e consumir em casa. A empresa também lançou dois sabores de Fanta na mesma embalagem: Fanta Frozen Orange e Fanta Frozen Grape.

Segundo a Coca-Cola, foram desenvolvidos mais de 100 protótipos nos últimos oito anos, até que a empresa chegasse à fórmula considerada ideal para a nova bebida.

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Trajetória de inovação

Especialistas expõem crescimento de mercado e potencial para a criação de soluções inovadoras

O atual cenário dos mercados nacional e internacional das embalagens de alumínio  foi o tema central de debate do painel  de Embalagens do  7º Congresso Internacional do Alumínio, realizado simultaneamente à edição 2016 da Expo Alumínio promovida pela Abal (Associação Brasileira do Alumínio), em São Paulo, de  7 a 9 de junho. 

Especialistas da indústria do alumínio e desenvolvedores de embalagens apresentaram estatísticas, inovações e tendências do segmento. Os palestrantes destacaram a participação do metal no desenvolvimento de embalagens que estão em sintonia com as necessidades e expectativas do consumidor contemporâneo: segurança dos alimentos, praticidade e sustentabilidade. 

De acordo com Celso Soares, coordenador do Comitê de Mercado de Embalagens da Abal, hoje o segmento é responsável peloconsumo de 37% da produção de alumínio  no país, o que representa 478 toneladas por ano. “Pesquisas constatam o crescimento contínuo da utilização do alumínio pelo mercado de embalagens.  O índice de participação registrado em 2013 era de 29%, com um consumo de 445 toneladas”, informou Soares.

Ao apresentar tendências do mercado internacional, Stefan Glimm, diretor geral da GLAFRI (Global Aluminium Foil Roller Initiative), ressaltou produtos que, graças aos avanços tecnológicos da produção da folha de alumínio, conquistam novos mercados na Europa. Entre eles Glimm destacou as tampas derosca para vinhos, hoje utilizadas pelas principais vinícolas europeias para bebidas de consumo rápido. Glimm disse acreditar que, em breve,  as tampas de alumínio também serão usadas em garrafas de vinhos de reserva, devido às vantagens dessa solução. 

“Com certeza, a expansão do uso da folha de alumínio em embalagens será contínua, já que suas potencialidades de aplicação são infinitas e as características próprias do metal são capazes de ampliar o shelf life dos alimentos, auxiliando no combate ao desperdício, que hoje está em 30% de toda produção mundial”, registrou o diretor geral da GLAFRI.

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Participantes do painel “Embalagens de Alumínio”.

Essa evolução, segundo Antonio Adão Parra, diretor comercial da fabricante Embalagens Flexíveis Diadema, também deve-se ao desenvolvimento de novas tecnologias de produção. Para exemplificar, Parra lembrou da trajetória das embalagens de café, produto que ao longo dos anos ganhou maior garantia de conservação de sabor e aroma. “As embalagens de papel foram substituídas por produtos inovadores devido à aplicação do alumínio. Hoje ometal nos permite, além das almofadas, oferecer modernas embalagens a vácuo”, afirmou.  

Em relação à aplicação do alumínio em substituição a embalagens tradicionais, o diretor da Tetra Pak, Salvador Marino, destacou o uso das cartonadas assépticas no segmento de azeites. O produto, tradicionalmente envasado em vidro ou lata de aço,  começa a contar com os benefícios de embalagens metalizadas.  De acordo com o executivo, assim como no caso dos azeites, “o alumínio é um forte aliado da empresa no desenvolvimento de soluções para o fornecimento de alimentos frescose sem conservantes, que aliam conveniência, praticidade e segurança”.

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Medicamento seguro

Blister de folha de alumínio garante conservação de princípio ativo e ajuda a combater falsificações

As folhas de alumínio são fortes aliadas do mercado farmacêutico. Elas garantem impermeabilidade, resistência à corrosão, opacidade, impedem a oxidação. Fatores fundamentais para a conservação do princípio ativo do medicamento.

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Além do blister tradicional, os fármacos de alta sensibilidade são embalados com o flexível blister alu-alu, composto   por tampa (blister tradicional), com propriedades de selabilidade e proteção, e corpo de laminado de altíssima barreira a umidade, oxigênio, aroma e luz.

“Os medicamentos que mais utilizam essa apresentação de embalagem são os comprimidos, comprimidos revestidos, drágeas, pastilhas, cápsulas duras e cápsulas moles”, explica Renato Pecoraro, diretor industrial do laboratório Medley. Empresa que conta com o fornecimento de seis indústrias nacionais de alumínio, consumindo de cinco a 10 toneladas mensais do material.

A matéria-prima das embalagens são folhas com ligas de alumínio com espessuras entre 21 a 45 µm. Uma característica muito importante para a demanda do segmento farmacêutico, devido à baixa tolerância a micro furos, segundo Claudio Leite, gerente comercial de folhas de alumínio da Novelis.

“Impressão de picotes garante fracionamento individual sem comprometer a proteção da embalagem”

Pecoraro destaca outro diferencial do blister de folha de alumínio: “Permite a impressão de informações, como o número do lote e a data de validade do produto, que podem ser relacionadas com a embalagem secundária (cartucho), minimizando os riscos de falsificação”.

A embalagem ainda é essencial para o fracionamento seguro, de acordo com o diretor industrial do laboratório Medley. Para ele, uma das principais vantagens dos blisters é possibilitar a impressão de picotes ao redor de cada comprimido ou cápsula, que permitem o destaque unitário da cartela, mantendo a embalagem intacta. O que garante que o medicamento continue protegido dentro da sua embalagem original.

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Na palma da mão

Embalagens cartonadas assépticas individuais oferecem praticidade à  vida da geração Millennials

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Imagem: Tetra Pak

Os consumidores da geração Millennials, jovens de 20 a 35 anos, trazem novos hábitos e comportamentos que impactam diretamente o mercado de embalagens para bebidas e alimentos.

Os primeiros a nascer com a internet e a crescer em um mundo globalizado são consumidores que pedem novidade, facilidade e agilidade, como aponta estudo global realizado pela Goldman Sachs e divulgado pela Tetra Pak.

O levantamento aponta cinco atributos básicos exigidos pela Geração millennials aos produtos escolhidos para o consumo: o aspecto da embalagem, fácil manuseio e transporte, prático para beber e comer diretamente, embalagem que pode ser fechada novamente e produto sustentável.

Essa demanda de consumo vai ao encontro do uso de embalagens individuais cartonadas assépticas para consumo de bebidas fora de casa. São soluções capazes de atender aos desejos de portabilidade, reistência, sustentabilidade e qualidade de vida apontados pela maioria dos entrevistados.

Mesmo sem citar números, Luiz Calabrese, da área comercial da Alcoa, no fornecimento de alumínio para a produção de embalagens cartonadas assépticas, destaca que as embalagens individuais, portion packs, vêm experimentando forte crescimento no Brasil em função de novos hábitos de consumo. “Numerosos produtos são envasados nessa embalagem, sendo as bebidas lácteas o principal volume. Outras importantes aplicações são sucos naturais , água de coco e achocolatados”, afirma.

“Portion packs oferecem agilidade, mobilidade e qualidade de vida”

A partir da composição de lâminas de papel, polietileno e alumínio, as cartonadas assépticas oferecem praticidade, conservação do produto, e ainda são 100% recicláveis.

O alumínio, segundo Calabrese, representa 5 % do peso da embalagem e tem função fundamental, principalmente como barreira de luz e odor. As folhas de alumínio fornecidas aos desenvolvedores de embalagens têm espessuras de 6,3  (inferior a um fio de cabelo) ou 9.

“As embalagens cartonadas representam uma revolução no acondicionamento e proteção de alimentos. Revolucionam também a cadeia logística da fábrica ao consumidor pela otimização no transporte e na armazenagem. A dispensa de refrigeração e a longa vida útil dos produtos embalados também são fatores importantes para redução do consumo energético e desperdício de alimentos”, conclui Calabrese.

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Prático e seguro

Folha de alumínio auxilia na cozinha e conserva a qualidade natural dos alimentos

A folha de alumínio, também conhecida como papel alumínio, faz parte dos utensílios indispensáveis em cozinhas do mundo todo, onde é usada para preparar assados, aquecer, embalar e conservar alimentos. A eficiência do produto é garantida pelas vantagens do alumínio:

  • atóxico
  • ótimo condutor de calor
  • resistente a altas temperaturas
  • protetor contra aromas, luz, gases e vapor d’água
  • preservação das qualidades naturais dos alimentos por muito mais tempo
  • adequado para uso em contato direto com alimentos, sem nenhum efeito nocivo ao organismo humano, conforme atestado pela Food and Drug Administration – FDA (órgão oficial de saúde dos Estados Unidos), e a Anvisa, no Brasil.

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A folha de alumínio tem um lado brilhante e outro fosco. Isso porque, devido à sua baixa espessura final, cerca de 10 micrômetros, ela é laminada duplada; ou seja, uma folha é sobreposta à outra para aumentar a sua espessura e aumentar a sua resistência, para evitar que ela quebre durante o processo. Com isso, as superfícies externas das folhas entram em contato com os cilindros de laminação, adquirindo o brilho, enquanto as superfícies que estão em contato entre si ficam foscas.

O lado brilhante, por ser mais liso, propicia menor aderência de alimentos e seu índice de refletividade ao calor é maior, provocando ligeira redução no tempo de cozimento. Assim, tecnicamente falando, o ideal é utilizar o lado brilhante para dentro, em contato com os alimentos, para melhor aproveitar a fonte de calor.

As folhas mais espessas chegam a render três vezes mais, porque exigem menos material para embalar um assado, por exemplo, e não rasgam com facilidade. A largura e o comprimento de cada rolo podem variar. Nos supermercados é possível encontrar rolos de 30cm ou 45cm, com metragem de 4m a 100m.