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Cosméticos têm a proteção das folhas de alumínio

Bisnagas laminadas garantem proteção  às características físico-químicas dos produtos envasados

“A Bemis fornece bisnagas laminadas (ABL) compostas por folhas de alumínio e resinas plásticas. Neste tipo de embalagem utilizamos a folha de alumínio para garantir barreira superior mantendo, assim, as características físico-químicas do produto envasado”, afirma Antonio Ponce, gerente de Marketing de Produto da Bemis, ao comentar  o desenvolvimento pela empresa das embalagens para a linha Match, de O Boticário.

A Bemis também fornece ao mercado de cosméticos as bisnagas do tipo PBL, compostas exclusivamente de resinas plásticas  que possuem propriedades de barreira, porém em menor nível que a ABL, segundo Ponce.

Segundo o gerente, o prazo de validade dos produtos depende não só do tipo de embalagem utilizado mas, também, do produto envasado. “Portanto, cada aplicação deve ser avaliada afim de encontrarmos a solução mais viável aos nossos clientes relacionados aos aspectos técnico e econômico”, explica.

Bemis produz 500mil unidades/mês de embalagens para a linha Match, de O Boticário  

A fabricante de embalagens informa que a bisnaga laminada desenvolvida para a linha Match possibilita ótima qualidade de impressão, garante grande variedade de características de decoração e design e diminui o risco de descascamento da tinta com apelo metalizado. Além disso, assegura a empresa, a embalagem de Match garante 100% da utilização do produto, ou seja, nenhum resquício do produto fica preso à embalagem.

A produção mensal das embalagens do shampoo e condicionador Patrulha do Frizz, Respeito aos Cachos e Fonte de Hidratação chega a 500mil unidades. Além da linha Match, a Bemis é responsável pela produção de outras embalagens da marca O Boticário.

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Stand-up pouch transforma refrigerante em “raspadinha”

Embalagem produzida com folha de alumínio inova a forma de consumir Coca-Cola no Japão

A embalagem stand-up pouch amplia sua participação no segmento de bebidas. Depois da adoção para o envase de lácteos como o Danoninho, por exemplo, a funcionalidade da folha de  alumínio para o desenvolvimento de novas embalagens agora favorece a inovação no segmento de refrigerantes.

A novidade já está disponível aos consumidores japoneses, que agora podem optar por consumir refrigerante congelado (estilo raspadinha). A bebida  lançada pela Coca-Cola Japão, Coca-Cola Frozen Lemon, é acondicionada em um stand-up pouch com bico, o que permite aos consumidores apertarem a embalagem até chegarem à textura desejada.

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O produto também será vendido descongelado, para os consumidores que preferirem congelar e consumir em casa. A empresa também lançou dois sabores de Fanta na mesma embalagem: Fanta Frozen Orange e Fanta Frozen Grape.

Segundo a Coca-Cola, foram desenvolvidos mais de 100 protótipos nos últimos oito anos, até que a empresa chegasse à fórmula considerada ideal para a nova bebida.

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Trajetória de inovação

Especialistas expõem crescimento de mercado e potencial para a criação de soluções inovadoras

O atual cenário dos mercados nacional e internacional das embalagens de alumínio  foi o tema central de debate do painel  de Embalagens do  7º Congresso Internacional do Alumínio, realizado simultaneamente à edição 2016 da Expo Alumínio promovida pela Abal (Associação Brasileira do Alumínio), em São Paulo, de  7 a 9 de junho. 

Especialistas da indústria do alumínio e desenvolvedores de embalagens apresentaram estatísticas, inovações e tendências do segmento. Os palestrantes destacaram a participação do metal no desenvolvimento de embalagens que estão em sintonia com as necessidades e expectativas do consumidor contemporâneo: segurança dos alimentos, praticidade e sustentabilidade. 

De acordo com Celso Soares, coordenador do Comitê de Mercado de Embalagens da Abal, hoje o segmento é responsável peloconsumo de 37% da produção de alumínio  no país, o que representa 478 toneladas por ano. “Pesquisas constatam o crescimento contínuo da utilização do alumínio pelo mercado de embalagens.  O índice de participação registrado em 2013 era de 29%, com um consumo de 445 toneladas”, informou Soares.

Ao apresentar tendências do mercado internacional, Stefan Glimm, diretor geral da GLAFRI (Global Aluminium Foil Roller Initiative), ressaltou produtos que, graças aos avanços tecnológicos da produção da folha de alumínio, conquistam novos mercados na Europa. Entre eles Glimm destacou as tampas derosca para vinhos, hoje utilizadas pelas principais vinícolas europeias para bebidas de consumo rápido. Glimm disse acreditar que, em breve,  as tampas de alumínio também serão usadas em garrafas de vinhos de reserva, devido às vantagens dessa solução. 

“Com certeza, a expansão do uso da folha de alumínio em embalagens será contínua, já que suas potencialidades de aplicação são infinitas e as características próprias do metal são capazes de ampliar o shelf life dos alimentos, auxiliando no combate ao desperdício, que hoje está em 30% de toda produção mundial”, registrou o diretor geral da GLAFRI.

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Participantes do painel “Embalagens de Alumínio”.

Essa evolução, segundo Antonio Adão Parra, diretor comercial da fabricante Embalagens Flexíveis Diadema, também deve-se ao desenvolvimento de novas tecnologias de produção. Para exemplificar, Parra lembrou da trajetória das embalagens de café, produto que ao longo dos anos ganhou maior garantia de conservação de sabor e aroma. “As embalagens de papel foram substituídas por produtos inovadores devido à aplicação do alumínio. Hoje ometal nos permite, além das almofadas, oferecer modernas embalagens a vácuo”, afirmou.  

Em relação à aplicação do alumínio em substituição a embalagens tradicionais, o diretor da Tetra Pak, Salvador Marino, destacou o uso das cartonadas assépticas no segmento de azeites. O produto, tradicionalmente envasado em vidro ou lata de aço,  começa a contar com os benefícios de embalagens metalizadas.  De acordo com o executivo, assim como no caso dos azeites, “o alumínio é um forte aliado da empresa no desenvolvimento de soluções para o fornecimento de alimentos frescose sem conservantes, que aliam conveniência, praticidade e segurança”.

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Medicamento seguro

Blister de folha de alumínio garante conservação de princípio ativo e ajuda a combater falsificações

As folhas de alumínio são fortes aliadas do mercado farmacêutico. Elas garantem impermeabilidade, resistência à corrosão, opacidade, impedem a oxidação. Fatores fundamentais para a conservação do princípio ativo do medicamento.

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Além do blister tradicional, os fármacos de alta sensibilidade são embalados com o flexível blister alu-alu, composto   por tampa (blister tradicional), com propriedades de selabilidade e proteção, e corpo de laminado de altíssima barreira a umidade, oxigênio, aroma e luz.

“Os medicamentos que mais utilizam essa apresentação de embalagem são os comprimidos, comprimidos revestidos, drágeas, pastilhas, cápsulas duras e cápsulas moles”, explica Renato Pecoraro, diretor industrial do laboratório Medley. Empresa que conta com o fornecimento de seis indústrias nacionais de alumínio, consumindo de cinco a 10 toneladas mensais do material.

A matéria-prima das embalagens são folhas com ligas de alumínio com espessuras entre 21 a 45 µm. Uma característica muito importante para a demanda do segmento farmacêutico, devido à baixa tolerância a micro furos, segundo Claudio Leite, gerente comercial de folhas de alumínio da Novelis.

“Impressão de picotes garante fracionamento individual sem comprometer a proteção da embalagem”

Pecoraro destaca outro diferencial do blister de folha de alumínio: “Permite a impressão de informações, como o número do lote e a data de validade do produto, que podem ser relacionadas com a embalagem secundária (cartucho), minimizando os riscos de falsificação”.

A embalagem ainda é essencial para o fracionamento seguro, de acordo com o diretor industrial do laboratório Medley. Para ele, uma das principais vantagens dos blisters é possibilitar a impressão de picotes ao redor de cada comprimido ou cápsula, que permitem o destaque unitário da cartela, mantendo a embalagem intacta. O que garante que o medicamento continue protegido dentro da sua embalagem original.

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Na palma da mão

Embalagens cartonadas assépticas individuais oferecem praticidade à  vida da geração Millennials

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Imagem: Tetra Pak

Os consumidores da geração Millennials, jovens de 20 a 35 anos, trazem novos hábitos e comportamentos que impactam diretamente o mercado de embalagens para bebidas e alimentos.

Os primeiros a nascer com a internet e a crescer em um mundo globalizado são consumidores que pedem novidade, facilidade e agilidade, como aponta estudo global realizado pela Goldman Sachs e divulgado pela Tetra Pak.

O levantamento aponta cinco atributos básicos exigidos pela Geração millennials aos produtos escolhidos para o consumo: o aspecto da embalagem, fácil manuseio e transporte, prático para beber e comer diretamente, embalagem que pode ser fechada novamente e produto sustentável.

Essa demanda de consumo vai ao encontro do uso de embalagens individuais cartonadas assépticas para consumo de bebidas fora de casa. São soluções capazes de atender aos desejos de portabilidade, reistência, sustentabilidade e qualidade de vida apontados pela maioria dos entrevistados.

Mesmo sem citar números, Luiz Calabrese, da área comercial da Alcoa, no fornecimento de alumínio para a produção de embalagens cartonadas assépticas, destaca que as embalagens individuais, portion packs, vêm experimentando forte crescimento no Brasil em função de novos hábitos de consumo. “Numerosos produtos são envasados nessa embalagem, sendo as bebidas lácteas o principal volume. Outras importantes aplicações são sucos naturais , água de coco e achocolatados”, afirma.

“Portion packs oferecem agilidade, mobilidade e qualidade de vida”

A partir da composição de lâminas de papel, polietileno e alumínio, as cartonadas assépticas oferecem praticidade, conservação do produto, e ainda são 100% recicláveis.

O alumínio, segundo Calabrese, representa 5 % do peso da embalagem e tem função fundamental, principalmente como barreira de luz e odor. As folhas de alumínio fornecidas aos desenvolvedores de embalagens têm espessuras de 6,3  (inferior a um fio de cabelo) ou 9.

“As embalagens cartonadas representam uma revolução no acondicionamento e proteção de alimentos. Revolucionam também a cadeia logística da fábrica ao consumidor pela otimização no transporte e na armazenagem. A dispensa de refrigeração e a longa vida útil dos produtos embalados também são fatores importantes para redução do consumo energético e desperdício de alimentos”, conclui Calabrese.

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Prático e seguro

Folha de alumínio auxilia na cozinha e conserva a qualidade natural dos alimentos

A folha de alumínio, também conhecida como papel alumínio, faz parte dos utensílios indispensáveis em cozinhas do mundo todo, onde é usada para preparar assados, aquecer, embalar e conservar alimentos. A eficiência do produto é garantida pelas vantagens do alumínio:

  • atóxico
  • ótimo condutor de calor
  • resistente a altas temperaturas
  • protetor contra aromas, luz, gases e vapor d’água
  • preservação das qualidades naturais dos alimentos por muito mais tempo
  • adequado para uso em contato direto com alimentos, sem nenhum efeito nocivo ao organismo humano, conforme atestado pela Food and Drug Administration – FDA (órgão oficial de saúde dos Estados Unidos), e a Anvisa, no Brasil.

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A folha de alumínio tem um lado brilhante e outro fosco. Isso porque, devido à sua baixa espessura final, cerca de 10 micrômetros, ela é laminada duplada; ou seja, uma folha é sobreposta à outra para aumentar a sua espessura e aumentar a sua resistência, para evitar que ela quebre durante o processo. Com isso, as superfícies externas das folhas entram em contato com os cilindros de laminação, adquirindo o brilho, enquanto as superfícies que estão em contato entre si ficam foscas.

O lado brilhante, por ser mais liso, propicia menor aderência de alimentos e seu índice de refletividade ao calor é maior, provocando ligeira redução no tempo de cozimento. Assim, tecnicamente falando, o ideal é utilizar o lado brilhante para dentro, em contato com os alimentos, para melhor aproveitar a fonte de calor.

As folhas mais espessas chegam a render três vezes mais, porque exigem menos material para embalar um assado, por exemplo, e não rasgam com facilidade. A largura e o comprimento de cada rolo podem variar. Nos supermercados é possível encontrar rolos de 30cm ou 45cm, com metragem de 4m a 100m.

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Aliança de tradição

Há 60 anos, a embalagem de alumínio acompanha a liderança do Polenguinho no mercado de queijo snack

As propriedades do alumínio fazem do uso do metal em embalagens de queijos uma tradição global de mercado. Produtos altamente sensíveis ao contato com o oxigênio, os diferentes tipos de queijos, como os processados, camembert, brie e gorgonzola, recebem embalagens produzidas com folhas de alumínio para impedir o comprometimento de suas qualidades de aroma e sabor e de seu shelf life.

No mercado de queijos fundidos, a Polenghi, empresa do Grupo Soparind Bongrain, líder mundial de especialidades queijeiras, optou em 1955 pela folha de alumínio para embalar o tradicional Polenguinho. E há 60 anos mantém o mesmo tipo de embalagem, inclusive nas novas linhas Light, Requeijão, Cheddar, Gorgonzola e Gruyère.

O Polenguinho dispensa refrigeração e tem um shelf life de 210 dias, e conta com a folha de alumínio para manter as características sensoriais do produto. De acordo com a área de Comunicação da Polenghi, a empresa adota o material porque as embalagens de alumínio são importantes aliadas na preservação dos queijos, por impedirem a passagem de luz, umidade e oxigênio, evitando a deterioração.

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A tecnologia que permite a fabricação desse tipo de embalagem foi desenvolvida na França e utiliza folha de alumínio ultrafina de 12μ (micra). “O tablete é selado integralmente, pois recebe um verniz que permite total inviolabilidade”, explica Luiz Henrique Ranchin, consultor Comercial da Votorantim Metais.

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Proteção em saquinhos

Sensíveis à ação da temperatura e da umidade, sucos em pó mantêm sabor e aroma em sachês de alumínio

A demanda por sucos em pó, que contam com a proteção de embalagens em sachês de alumínio, tem apresentado crescimento constante nos últimos anos no Brasil. A categoria cresceu 4,8%, entre dezembro de 2014 e setembro de 2015, em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Nielsen fornecidos pela Mondelez, fabricante do suco Tang.

As bebidas em pó Tang, por exemplo, referência na categoria com 45,1% de participação no mercado, é a 4ª marca mais presente nos lares brasileiros entre todos os produtos de bens de consumo, de acordo com Fábio Melo, gerente de Marketing da marca.

“É um produto relativamente barato para o consumidor e com grande penetração em todas as camadas sociais”, avalia Elimar Senna Moraes, gerente de Vendas da Alcoa Alumínio, empresa fornecedora de folhas de alumínio para o mercado de embalagens.

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Os sucos em pó também atraem os consumidores devido à conveniência, já que são facilmente diluídos em água e armazenados, uma vez que suas embalagens pesam em média menos de 50 gramas.

Recente estudo da Mintel mostra que, apesar da preferência dos brasileiros por alimentos frescos, os consumidores também buscam sucos de frutas com preços mais acessíveis. A pesquisa aponta que 33% dos entrevistados consomem sucos frescos diariamente, enquanto 30% optam pelas versões em pó na mesma frequência.

Um comportamento, segundo os resultados do estudo, que não apresenta disparidades significativas entre os diferentes grupos socioeconômicos. Enquanto 31% dos consumidores das classes D e E afirmam consumir suco em pó uma vez por dia, 26% dos grupos A e B afirmam fazer o mesmo.

As versões em pó apresentam amplo período de validade e podem ser mantidas em temperatura ambiente. Conveniências que têm como aliadas as embalagens em sachês de alumínio. Além da preservação de consistência, aroma e sabor, a folha de alumínio garante resistência mecânica às embalagens, que são livres do risco de rompimento.

O suco em pó possui ingredientes sensíveis e, por isso, existem controles durante o processo produtivo para garantir a qualidade e segurança dos produtos. “O empedramento pode ocorrer quando o produto entra em contato com umidade ou quando é armazenado de forma incorreta. Quando isso ocorre, há alteração de textura e aparência”, explica Melo, da Mondelez.

Essa vulnerabilidade exige o uso de embalagens com requisitos especiais de proteção e shelf life. Segundo Moraes, “as folhas de alumínio têm papel único e fundamental na estrutura das embalagens flexíveis que normalmente se utilizam para esse produto, com suas propriedades de barreira e permeabilidade contra umidade, odores, luz, passagem de oxigênio e gases”.