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Sachê alia eficiência de marketing e proteção da folha de alumínio

Embalagem beneficia crescimento da indústria de cosméticos de diferentes portes

O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking dos maiores consumidores de produtos de higiene e beleza. Em 2017, a indústria do setor registrou um faturamento de 102 milhões de reais, uma alta de 3,2% em relação a 2016 (99 milhões de reais). E para este ano a expectativa de crescimento é de cerca de 3,8%.

Os resultados positivos, apesar da crise econômica, alimentam o segmento de cosméticos composto por aproximadamente 1.500 empresas, segundo dados da Artpack, fornecedora de sachês para a indústria nacional.

De acordo com Carlos Signei de Souza, presidente da Artpack, os produtos de higiene e limpeza disputam cada centímetro de gôndola, cada cliente na venda direta, e a utilização do produto em amostras ainda é a melhor forma para divulgação. Cerca de 86% de nossa produção da empresa é voltada aos sachês de amostra grátis. Souza ressalta que “as principais marcas se beneficiam com a estratégia de fazerem seus produtos diferenciados serem conhecidos através da distribuição agressiva de amostra grátis, seja elas em sachês ou miniaturas”.

Produzidos em pequenas quantidades, sachês não são privilégio das grandes marcas

Além de eficiente ferramenta de marketing, o executivo destaca o diferencial da embalagem graças à presença do alumínio, que garante barreira contra a luz e evita a perda de produto, impedindo-o de atravessar a embalagem. “Envasado em sachê composto apenas de polietileno e poliéster, em um ano, há perda de 5% de líquido”, explica.

Há uma década, a tecnologia passou a ser mais acessível às pequenas e médias indústrias de cosméticos. “Quando fundamos a Artpack, em 2017, o setor contava com empresas que forneciam sachês em apenas grandes quantidades, de 30 a 100 mil unidades. Passamos a oferecer lotes de no mínimo 3 mil, utilizando maquinário apropriado para pequenas quantidades. Começamos com 10 clientes e hoje atendemos cerca de 250 empresas”, conclui Souza.

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Na Europa, embalagem prolonga shelf life de aves refrigeradas

Embalado a vácuo, frango pode ser assado diretamente em bandeja de alumínio

Para evitar o desperdício de alimentos, frequentemente associado a níveis mais altos de produção, como no caso da carne de frango que atingiu na Grã-Bretanha 182,2 mil toneladas em 2017, um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior, empresas europeias investem no desenvolvimento de embalagens de alumínio capazes de prolongar o shelf life dos alimentos e oferecer mais conveniência ao consumidor.

Com o objetivo de atender essas necessidades, a Advanta, com sede no Reino Unido, desenvolveu para os  processadores de frango europeus uma embalagem que combina proteção do alimento e praticidade ao consumidor. Na nova solução, a ave é comercializada inteira em uma bandeja de alumínio pronta para cozinhar, bastando retirar o filme plástico que a envolve.

O porta-voz da empresa, Miguel Campos, explica que a “ave é embalada a vácuo na bandeja de alumínio, eliminando o oxigênio e, portanto, aumentando a vida útil das aves refrigeradas em até 300%. Os varejistas e os fabricantes estão cada vez mais optando por esse tipo de embalagem, porque os produtos com prazo de validade mais longo resultam em redução do desperdício da cadeia de suprimentos”.

Embalagem aumenta a vida útil das aves refrigeradas em até 300% e bandeja de alumínio suporta temperaturas que variam de -40°C a 400°C

Segundo a empresa, tanto a demanda do consumidor por conveniência quanto as exigências dos varejistas por prazos mais longos têm redirecionado as prioridades das embalagens para aves. “Como o consumo continua a crescer, novos conceitos são necessários para garantir que a embalagem seja adequada.  Independente da qualidade ou sabor de um produto, a embalagem sempre terá um impacto significativo sobre o consumidor”, afirma Campos.

A nova solução permite que a ave seja cozida diretamente na bandeja de alumínio que suporta temperaturas que variam de -40°C a 400°C, permanecendo inquebrável.  Também é 100%  reciclável, oferecendo uma opção mais ecológica, ao contrário das alternativas de bandejas plásticas ou de isopor.

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Bandejas Smoothwall conquistam mercado nacional de food service

Embalagem de alumínio oferece alta rigidez e tampa transparente “clip-on”

As bandejas de alumínio Smoothwall, muito usadas na Europa e nos EUA, cada vez mais conquistam fabricantes e fornecedores do mercado nacional de food service. “Isso porque essa solução é diferenciada por sua alta rigidez, com mais de 100µm de espessura, e pela tampa transparente clip-on, que permite ao consumidor visualizar o produto”, explica  Cadu Migliorini, responsável pelo Marketing do Grupo Wyda.

A embalagem garante o melhor cozimento dos pratos, pois suporta a cocção em forno convencional por um período mais longo, algo que o papel não permite, mantendo sabor, aroma e coloração. Além desses diferencias, as bandejas de alumínio oferecem conveniência ao consumidor, pois são levadas diretamente ao forno e depois à mesa.

Bandejas Premium de alumínio são 100% recicláveis

“A Wyda trouxe essa categoria para o mercado brasileiro em 2016, porque as embalagens Premium estão em uma crescente, pois agregam valor ao produto. No caso do alumínio, entrega muita praticidade e é um material 100% sustentável. Essa linha é excelente para o preparo dos alimentos, exposição no PDV, tem design atrativo e rigidez para um transporte mais seguro”, afirma Migliorini.

As bandejas Wyda Smoothwall possuem a versatilidade de poderem ser seladas ou fechadas com a tampa transparente clip-on. O selamento permite vedação total com o uso de máquina, evitando vazamentos. Já o fechamento com a tampa oferece mais facilidade, segundo Migliorini. “O selamento é ideal para indústrias alimentícias e a tampa clip-on é mais usuda por restaurantes e todo mercado food service”.

Os produtos são compostos por bandejas retangulares de alumínio de  “SW515 – 515ml”, “SW783 – 783ml”, “SW1000 – 1.000ml” e “SW1933 – 1.933ml”.

No lançamento, a “Smoothwall” foi adotada como solução de embalagem para a linha de pratos ready to cook Jamie Oliver, da Sadia. A categoria é composta por diferentes receitas a base de frango e comercializada em embalagens retangulares de 350g e 650g.

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Páscoa intensifica uso de laminadas em novas versões de chocolates

Garoto aposta em novo design e na eficiência do alumínio para garantir a qualidade dos chocolates

As embalagens laminadas são adotadas pela indústria do chocolate devido ao potencial estético e de conservação do produto oferecido pelo alumínio. “Normalmente é utilizado o alumínio em embalagens flexíveis de chocolate devido a sua composição, pois ele protege o chocolate da ação da luz e da umidade, fornecendo uma barreira de proteção. Além disso, ele também tem um apelo estético que atrai os consumidores “, explica Guilherme Ruon, Analista Técnico Comercial da Graffo Embalagens, empresa especializada em embalagens flexíveis que atende clientes como Garoto, Cacau Show, Mondelēz, entre outras marcas.

A solução amplia o desenvolvimento de inovações em embalagens, em especial na Páscoa. Época, tradicionalmente, mais importante do calendário anual da indústria do chocolate, movimentando as vendas no varejo, em lojas especializadas e gerando milhares de empregos temporários. Em 2017, foram produzidas quase 9 mil toneladas de chocolate, o equivalente a 36 milhões de ovos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB).

“Nos últimos anos vimos um comportamento atípico do setor que, concomitante com uma forte crise econômica, obrigou as empresas a reverem suas estratégias e se adequarem ao novo cenário. Estamos otimistas que os números deste ano comprovarão o amadurecimento da indústria e sua capacidade de organização em uma economia mais estável”, afirma Ubiracy Fonseca, presidente da ABICAB.

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Para a Páscoa 2018, a Garoto apostou na inovação das embalagens combinada aos sabores já consolidados da marca. A linha Baton, por exemplo, ganhou novos produtos inspirados pela data. A Toca do Coelho Baton vem em uma embalagem especial, com um coelho de chocolate ao leite junto a mini ovos, oferecendo diversas possibilidades para brincar. Além dela, também chegou ao mercado a Vaquinha Baton, o Coelho Baton e a Leiteira Baton, que conta com 16 mini ovos de chocolate ao leite embalados em alumínio.

Os tradicionais ovos também estão disponíveis em versões inspiradas em bombons, chocolates e bolachas da marca. Serenata de Amor, Crocante, Garoto, Talento, Batom e a bolacha Negresco também foram adaptadas ao formato de ovo de Páscoa. Outros itens que compõem o portfólio da marca são os chocolates licenciados da Minnie Mouse e Avengers (Vingadores), que traz quatro opções de mini luminárias colecionáveis dos heróis da Marvel.

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Vantagens do alumínio são decisivas em conquista do Prêmio ABRE

Sachê compacto da Aptar se destaca em acondicionamento, praticidade e armazenamento de creme cicatrizante de tatuagens

O alumínio foi essencial para que uma empresa desenvolvesse uma embalagem diferenciada. A Aptar venceu, em setembro, o Prêmio ABRE da Embalagem Brasileira, apresentando um produto inovador.

Um sachê compacto, flexível e portátil, o Cosm’in foi desenvolvido para acondicionar um creme cicatrizante de tatuagens e se mostrou altamente conveniente para usuários que precisam usá-lo várias vezes ao dia. Capaz de armazenar de 3 a 12ml, proporciona manuseio simples e é mais fácil de ser estocado.

As características da embalagem facilitam seu transporte, diminuindo custos e gerando um impacto positivo no ciclo de emissão de carbono do produto. O aspecto comercial também foi lembrado: a embalagem tem uma grande área de comunicação e suas dimensões beneficiam a utilização em ações promocionais, amostragem e merchandising.

“A empresa buscou criar um conceito arrojado de embalagem portátil para diversos canais de distribuição”

“O alumínio foi utilizado na composição de filme laminado para proteger as fórmulas. A escolha se deu em virtude de os filmes laminados serem os que possuem as barreiras mais altas na comparação com os demais filmes flexíveis e outras combinações. Barreiras a luz, vapor de água, aromas, foram algumas das características proporcionadas pelo alumínio, que garantiu a integridade das fórmulas. Também proporcionou uma maior vida útil à formulação”, explica Mayara Caetano, coordenadora de Desenvolvimento de Mercado de Personal Care da Aptar.

São esses atributos próprios do alumínio que tornam o Cosm’in uma embalagem capaz de proteger, com muita eficácia, cremes faciais, loções para o corpo, maquiagens, shampoos, condicionadores, protetores solares, kits de tratamento e produtos finais de consistência viscosa.

“A empresa buscou criar um conceito arrojado de embalagem portátil para diversos canais de distribuição. Um novo dispenser que fosse conveniente, versátil e flexível, perfeito para o estilo de vida do século 21, que demanda praticidade, individualização, comodidade e personalização”, diz Mayara.

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Tampas valorizam as stand-up pouche

Soluções inovadores e práticas destacam embalagens flexíveis nos pontos de venda

As stand-up pouche vêm conquistando o mercado brasileiro devido a diferenciais como a garantia de longo prazo de validade dos produtos, já que são compostas por alumínio, praticidade na hora de consumir bebidas e alimentos, facilidade de logística de transporte e ainda por ocupar menos espaço nas gôndolas dos supermercados.

Com crescimento previsto de 6,4% em 2017, apenas na América Latina, as stand-up pouche ganham maior destaque ao receberem variadas tampas que permitem fácil abertura e fechamento, agregando valor aos produtos.

“Essas soluções atendem à demanda dos consumidores finais, de produtos alimentícios em geral, que buscam mais conveniência ao abrir e refechar a embalagem. As tampas, comparadas ao zíper por exemplo, oferecem mais facilidade e qualidade. Elas mudam a percepção do consumidor em relação às stand-up pouche, que muitas vezes é percebida apenas como refil, quando a embalagem não possui tampa”, explica Ana Toledo, gerente de desenvolvimento regional de mercado Food + Beverage da Aptar no Brasil.

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A Aptar oferece tampas flip-top para stand up pouches como a Quick Flip, tampa de uma peça flip-top para produtos líquidos, pastosos ou secos. E a EZ Pour, de boca larga para produtos secos.

Esses sistemas de dispensadores estarão entre as inovações que a empresa levará à feira Drinktec 2017, em Monique, Alemanha, de 11 a 15 de setembro. Segundo a gerente, serão apresentadas novidades que chegarão em breve ao mercado brasileiro, como “soluções para água mineral de grandes volumes, tampas em peça única e inovações sem partes descartáveis, uma das fortes demandas do mercado de bebidas e alimentos”.

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Cresce demanda por stand-up pouch na América Latina

Pesquisas projetam expectativa de expansão de 9,30% para os próximos quatro anos

Pesquisas apontam crescimento significativo do segmento das embalagens stand-up pouch em toda a América Latina. Segundo levantamentos da empresa Aptar Food + Beverage, multinacional especializada em sistemas de dispensadores de embalagens, especificamente no nicho de alimentos, as projeções de expansão do formato são de 6,4%, (2017); 6%, (2018); 5,5% (2019); e 5%, (2020). No consolidado entre diversas categorias de produtos, dos próximos quatros anos, na comparação com outros modelos, a expectativa de crescimento regional do formato de stand-up pouch é de 9,30%.

De acordo com a empresa, essas projeções incentivam o desenvolvimento de inovações como a tampa Quick Flip, solução de dispensamento para embalagens flexíveis lançada pela da Aptar Food + Beverage. A solução é composta de peça única, o que torna o uso mais conveniente ao consumidor final. A abertura é feita com apenas uma das mãos e o fechamento realizado com único “clique”.

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“A aplicação de tampa em stand up pouch responde à crescente demanda por conveniência em embalagens. É a evolução das flexíveis que, no Brasil, tiveram muito a posição de refis e agora é uma alternativa prática em substituição a embalagens rígidas. Segundo o Euromonitor, no Brasil, assim como em outros países, há a necessidade latente de re-fechamento das embalagens flexíveis“, explica Paulo Pazinatto, executivo da empresa.

Segundo avaliações de Pazinatto, o diferencial de conveniência atende à demanda por embalagens fáceis e seguras de abrir e refechar para uso posterior. “O consumidor quer manter em sua despensa ou geladeira e levar à mesa uma embalagem bonita, limpa e prática. A solução mais comum de zíperes tem suas deficiências em refechamentos repetitivos”, conclui.

Pesquisa realizada pela Aptar Food + Beverage com usuários brasileiros e mexicanos apontou que a tampa Quick Flip “é mais fácil de abrir”, “é mais segura porque não conta com sobre tampa  destacável”, “não há tampinhas para engasgar”, “é mais conveniente porque pode ser usada apenas com uma das mãos”, “mais higiênica porque não precisa tocar no bico” e “as crianças não usam os dentes para abrir”.

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Literatura de referência

Especialistas reúnem em livro bilíngue inovações e tendências no desenvolvimento de embalagens flexíveis

Com o apoio da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), o Instituto de Embalagens lança o livro Embalagens Flexíveis, uma referência para os profissionais do segmento. A publicação bilíngue, português/inglês,  aborda processos de impressão e fabricação, materiais e estruturas, laminação, adesivos, matérias-primas e insumos, destacando inovações em materiais e tecnologias.

img-literatura-referencia-02O capítulo dedicado à aplicação do alumínio nas embalagens flexíveis, material amplamente utilizado na forma de folhas com espessuras entre 6μm a 150μm, destaca a contribuição do metal como barreira, no aumento da resistência mecânica quando necessário e até de maneira decorativa, em função da sua propriedade refletiva.

Produzido sob a consultoria técnica de Luiz Henrique Ranchin, da Votorantim Metais-CBA, e de Paulo Nakamichi, da Alcoa Alumínio, o capítulo inclui uma detalhada tabela com as aplicações usuais da folha de alumínio em embalagens flexíveis, discriminando a têmpera aplicada e os limites de espessura da folha para cada tipo de aplicação.

“Publicação destaca a aplicação do alumínio utilizado na forma de folhas”

Além de lançamento previsto para março, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, o livro chegará ao mercado internacional em maio, na Alemanha, durante a Drupa – Feira Internacional da Mídia e Indústria Gráfica, focada em tecnologias de impressão.

De acordo com Assunta Camilo, diretora do Instituto de Embalagens e coautora da obra, o livro Embalagens Flexíveis, além da Livraria Cultura, será comercializado  pela Amazon para profissionais do Brasil, Europa, Estados Unidos, Austrália, África do Sul, entre outros países.

Em março, a publicação será utilizada como material didático do curso Embalagens Flexíveis, promovido pelo Instituto de Embalagens, quando os participantes terão acesso a informações sobre tendências e inovações do mercado, durante palestras realizadas por um corpo docente especialista no assunto.

Curso de Embalagens Flexíveis
De 15 a 17 de março
Auditório da ABIPLAST, Av. Paulista 2439, 8º andar.
Mais informações: cursos@institutodeembalagens.com.br
ou pelos telefones 11 3431 0727 | 11 2857 7770