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Lata de alumínio acompanha evolução da cerveja artesanal

Novos rótulos em latinhas dividem gôndolas dos supermercados com as tradicionais garrafas de vidro

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 2016, o número de cervejarias artesanais cresceu 39,6%. Hoje a produção da categoria é estimada em 124 milhões de litros por ano. E a expectativa é que esse percentual aumente para 9% até 2022.

Esse cenário de expansão vem incrementando o uso da lata de alumínio para bebidas, em substituição às tradicionais garrafas de vidro originalmente adotadas pela produção artesanal. Ao lançarem novos rótulos, os fabricantes estão optando pela latinha, como é o caso da Cervejaria Pratinha, com sede em Ribeirão Preto (SP). A empresa acaba de lançar cervejas artesanais em latas de 473 ml. Os dois primeiros rótulos são a Pratipa e a Darkmoon.

“Participação da bebida artesanal no mercado cervejeiro pode dobrar em cinco anos”

Em dezembro de 2015, a cervejaria Dádiva, localizada em Várzea Paulista (SP), lançou seu primeiro rótulo, Venice Beach de 350 ml, com a nova embalagem. Em fevereiro de 2016, foi a vez da marca de cervejas artesanais Dona Mathilde Beer, de Itatiba (SP), lançar a German Premium Lager, cerveja gourmet,  em lata de 350ml.

Desde o início de 2017, as garrafas de vidro das cervejas artesanais Birits, Cacildis, Ditriguis e Forévis tiveram que abrir espaço nas gôndolas dos supermercados para as novas embalagens de alumínio de 350ml, que trazem o estilo descontraído da cervejaria Ampolis, inaugurada no Rio de Janeiro em 2013 em homenagem ao músico e humorista Mussum, o brasileiro Antônio Carlos Bernardes Gomes.

Em junho, foi a vez das cervejas catarinenses Schornstein Imperial IPA Schornstein Soul começarem a ser comercializadas em latinhas de 473 ml e 350ml.

Esses são alguns lançamentos que demonstram o crescimento do uso da lata de alumínio no segmento das cervejas artesanais, que promete dobrar sua participação no mercado nacional nos próximos anos. “Hoje, o Brasil é o terceiro mercado de cerveja no mundo. O segmento artesanal representa 1,5%. Mas a estimativa é que chegue a 3% em cinco anos. A mesma coisa vale para as cervejarias. O crescimento está muito acelerado. Hoje, nós temos 400 lojas de cervejarias no país, e a expectativa é que em cinco anos esse número dobre, chegando a 800 unidades”, afirma o diretor do Mestre-Cervejeiro.com, Daniel Wolff.

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Cervejaria segue tendência e aposta em lata de alumínio

Empresa catarinense, pioneira em cerveja artesanal no País, espera conquistar novos consumidores com a estreia de novas embalagens

​​​A cerveja Schornstein Imperial IPA, vencedora da medalha de ouro no Concurso Brasileiro da Cerveja, agora é comercializada exclusivamente em latinhas de alumínio de 473ml, seguindo tendência nacional e internacional. Esse é o primeiro investimento da empresa catarinense, sediada na cidade de Pomerode, nesse novo formato de embalagem.

Os consumidores também já podem encontrar em supermercados, empórios e restaurantes a Schornstein Soul em latas de 350ml que, segundo a empresa, chega ao mercado com o desafio de conquistar aqueles que ainda não conhecem a cerveja artesanal da marca.

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De acordo com o diretor executivo da marca, Adilson Altrão, a Schornstein Soul é um lançamento estratégico para a cervejaria. “Nós estamos há 11 anos nesse mercado e acreditamos que, com a quantidade e qualidade dos estilos disponíveis, agora é hora de buscar novos adeptos à cerveja artesanal. A Soul é uma cerveja que mantém as características de qualidade e preocupação com o sabor das nossas demais receitas, porém é mais leve”, comenta.

A Schornstein Soul integra o portfólio da marca, que conta com oito rótulos em embalagens para o consumidor e 10 itens na pressão. Hoje são cerca de 2,7 mil pontos de vendas em todos os estados brasileiros.

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Cerveja artesanal

Lata de alumínio traz praticidade e mais sabor aos amantes da bebida

A cerveja artesanal, produzida no Brasil desde a década de 90, incentivou o surgimento de microcervejeiras, cerca de 300 hoje em funcionamento, que trouxeram para os brasileiros a opção de consumir produtos exclusivos e diferenciados com vários tipos de texturas, aromas e sabores.

Agora as microcervejeiras nacionais começam a apostar na lata de alumínio para conquistar novos consumidores. Tradicionalmente envasadas em garrafas de vidro, as cervejas artesanais ganham novos rótulos em embalagem de lata, para oferecer mais praticidade e sabor aos apreciadores da bebida.

A Dádiva,  localizada em Várzea Paulista (SP), lançou em dezembro de 2015 seu primeiro rótulo, Venice Beach de 350 ml, com a nova embalagem. Leve e aromática, a Venice Beach contém 4,5% de teor alcoólico e leva lúpulos americanos em sua receita.

Em fevereiro, foi a vez da marca de cervejas artesanais Dona Mathilde Bier, de Itatiba (SP), lançar a German Premium Lager, cerveja gourmet,  em lata de 350ml. Com 5,1% de álcool, a nova bebida, isenta de produtos químicos, é produzida conforme a Lei da Pureza Alemã (Reinheitsgebot), de 1.516.

“A lata de alumínio é leve, fácil de levar e de gelar. Ou seja, é muito mais prática do que o vidro. Além disso, ela mantém melhor as propriedades da cerveja, uma vez que protege a bebida da incidência de luz”, explica Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da cervejaria Dádiva, que em 2014 entrou para o mercado de cerveja artesanal de São Paulo.

Como outras marcas de cerveja artesanal, no Brasil e no exterior, a distribuição da Venice Beach e da German Premium Lager é limitada e regionalizada. A bebida em latinha da Dádiva pode ser encontrada em bares e empórios de São Paulo: The Beer Market (Jundiaí), Cervejarorium (Ribeirão Preto) e Let´s Beer (SP). A novidade da Dona Mathilde está disponível no cardápio do Dona Mathilde Snooker Bar & Betting Point, no bairro paulistano Pompeia, e nos parceiros Pousada Warabi, em Visconde de Mauá (RJ), e Capivari, em Campos do Jordão (SP).

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Inovação em Lata

Tecnologia de envase móvel impulsiona lançamentos de microcervejeiras em latinhas de alumínio

Enquanto nos EUA e na Europa os fabricantes de cervejas artesanais oferecem suas bebidas tanto nas opções em vidro como em latas, no Brasil as embalagens de alumínio ainda são pouco conhecidas. Mas as microcervejeiras nacionais começam a investir no envase móvel, que dispensa o alto investimento em processos automáticos de alta escala.

“O sistema foi desenvolvido há três anos nos EUA, para atender a maioria dos pequenos fabricantes que trabalhava com máquinas manuais de baixa produtividade”, explica Alexandre Levorin, diretor da DaLata Mobile Canning Service, empresa responsável pela introdução da novidade no Brasil.

De acordo com Levorin, a logística é simples e eficiente. O equipamento para envase é instalado em uma área de 2,5 metros por 9 metros e oferece o serviço diretamente do tanque onde a bebida é armazenada.

“O sistema consiste em despaletizar as latas, fazer a rinsagem para sanitização das mesmas, aplicar Co2 para expurgar o oxigênio, aplicar o líquido, colocar a tampa e recravá-la. O cliente apenas precisa fornecer a bebida, oferecemos a solução completa de envase”, explica Levorin.

Com capacidade de envase de 1000 litros de bebida por hora, em latas de 269ml, 350ml e 473ml, o sistema móvel também atende a indústrias de bebidas dos segmentos de sucos, refrigerantes e energéticos.

A empresa é responsável por fornecer as latas personalizadas – impressão por litografia, no caso de volumes acima de 100 mil unidades, ou por shrink sleeve, para o mínimo de 2500 unidades.

O método sleeve permite às microcervejeiras trabalhar com um volume de estoque compatível com seus negócios, evitando alto investimento na produção de rótulos diferenciados e personalizados.

Para a fabricante de embalagens Rexam, o envase móvel traz maior autonomia ao microempreendedor, ganho de velocidade para atender às demandas de pequenas e médias empresas e uma possível redução dos custos de transporte da bebida, que pode ser produzida e envasada no mesmo local.

As vantagens da lata de alumínio e a inovação do envase móvel devem impulsionar a adoção da embalagem pelas microcervejeiras nacionais, que hoje, segundo Levorin, chegam a cerca de 300 empresas, entre fábricas e brewpubs.

A Dádiva,  localizada em Várzea Paulista (SP), está entre os produtores de cerveja artesanal que resolveram optar pela lata de alumínio graças ao envase móvel. Com capacidade produtiva mensal de 24 mil litros, a empresa lançou em dezembro de 2015 seu primeiro rótulo, Venice Beach de 350 ml, com a nova embalagem. Leve e aromática, a Venice Beach contém 4,5% de teor alcoólico e leva lúpulos americanos em sua receita.

Em fevereiro, foi a vez da marca de cervejas artesanais Dona Mathilde Bier, de Itatiba (SP), lançar a German Premium Lager, cerveja gourmet, em lata de 350ml. Com 5,1% de álcool, a nova bebida, isenta de produtos químicos, é produzida conforme a Lei da Pureza Alemã (Reinheitsgebot), de 1.516.

“A lata é leve, fácil de levar e de gelar. Ou seja, é muito mais prática do que o vidro. Além disso, ela mantém melhor as propriedades da cerveja, , uma vez que protege a bebida da incidência de luz”, explica Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da Dádiva, que há dois anos entrou para o mercado de cerveja artesanal de São Paulo.