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Realidade aumentada dá ‟vida” às embalagens

Comunicação digital permite interação com o consumidor, mas aplicação exige viabilidade técnica

As embalagens ganham ‟vida” com a aplicação da realidade aumentada (RA), com a qual é possível , por meio de um aplicativo mobile, apontar para uma imagem e exibir conteúdo em telas de smartphone ou tablet. São animações em 2D ou 3D, vídeos, hologramas, infográficos e até mesmo games temáticos sobre o produto.

A RA é um diferencial que gera curiosidade e benefício ao consumidor. A embalagem pode exibir características do produto, orientações de uso e descarte, promoções e campanhas de marketing.

Uma embalagem que vem sendo inovada por meio da tecnologia que permite ao consumidor interagir com o produto é a lata de alumínio, principalmente as de refrigerante. No últimos anos, as marcas têm apostado na ferramenta para o lançamento de edições comemorativas.

 

‟RA é diferencial importante, mas adoção nem sempre é viável”

A Pepsi, por exemplo, durante a Copa do Mundo de 2014, lançou no mercado europeu uma lata que permitia ao consumidor participar de um jogo interativo de futebol com craques de seleções. Bastava baixar um aplicativo e escanear a lata pelo celular. A lata da  Coca-Cola Zero, em uma edição especial do Rock in Rio 2013, atraiu o consumidor trazendo ritmos de música na embalagem.

A inovação traz uma forma eficiente de comunicação com os consumidores, porém o desenvolvimento da embalagem exige detalhada avaliação técnica para alcançar os resultados esperados. Segundo Marcelo Rodino, diretor de criação e sócio da Flex Interativa, empresa especializada em soluções digitais, a leitura da imagem em 3D, por exemplo, pode ser prejudicada pelo excesso de reflexo.

Apesar de defender as possibilidades infinitas da RA, Rodino alerta  que  em alguns casos de embalagens já consagradas a aplicação do recurso pretendido pela marca é inviável tecnicamente, o que acaba frustrando o cliente.

‟Nem todas embalagens funcionam no caso da RA. A tecnologia digital é um diferencial importante, mas devemos lembrar que a criação de uma embalagem de comunicação eficiente não deve ser alterada apenas com o objetivo de atender os requisitos das inovações tecnológias”, conclui.

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