Líder em reciclagem

Brasil recicla 98,4% de latas de alumínio consumidas e mantém liderança mundial há mais de uma década

Em 2014, o volume reciclado de latas de alumínio para bebidas cresceu 12,5%, no Brasil, em relação ao ano anterior. Das 294,2 mil toneladas disponíveis no mercado, foram recicladas 289,5 mil, o que equivale a 62,7 milhões embalagens/dia, ou 2,6 milhões/hora. Com esses resultados, o País alcançou o índice recorde de 98,4%, mantendo a liderança mundial desde 2001.

img-reciclagem

Segundo o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da ABAL, Mario Fernandez, a indústria da reciclagem no Brasil já está bem madura. “Há mais de dez anos somos o país com o maior índice de reciclagem de latas de alumínio do mundo, com desempenhos sempre superiores a 90%. Isto demonstra a maturidade e estruturação do mercado de reciclagem brasileiro. Este é um mercado cada vez mais representativo para a indústria, sociedade e meio ambiente”.

“País alcançou o índice recorde de 98,4%, mantendo a liderança mundial desde 2001.”

De acordo com Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, trata-se de um modelo consolidado de logística reversa, baseado fortemente no trabalho de cooperativas. Um modelo, segundo ele, reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2013, e “que serve de exemplo para outras embalagens, para que todas possam conseguir, como a latinha, redução do consumo de energia, água e matéria-prima em toda a cadeia produtiva, emitindo menos gases de efeito estufa”, avalia.

A reciclagem do metal consome 5% de energia elétrica, em relação ao processo de produção do alumínio  primário. O que faz com que o volume de  latas recicladas em 2014 represente uma economia de 4.250 GWh/ano ao País, o equivalente ao consumo residencial de 6,6 milhões de pessoas/ano, em dois milhões de residências. 

O representante da Abralatas destaca que “o grande volume de sucata de alumínio coletado, tratado e comercializado pelas cooperativas de catadores gera renda que ajuda esses empreendimentos a se viabilizarem e, consequentemente, a trabalharem com outros tipos de materiais”.  Apenas em 2014, a coleta injetou R$ 845 milhões na economia nacional, contribuindo com a geração de empregos para milhares de catadores de materiais recicláveis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *