Realidade aumentada inova caixas longa vida

Tetra Pak desenvolve tecnologia para cartonadas assépticas para mercados do Brasil e dos Estados Unidos ​

Os mercados do Brasil e dos Estados Unidos são os primeiros a adotar a tecnologia de realidade aumentada nas embalagens cartonadas assépticas da Tetra Pak. A inovação, que visa  estabelecer novos canais de interação com os consumidores, já pode ser conferida nas caixinhas de suco das marcas Maratá e Tial.

“Em pesquisas que realizamos no mundo todo sobre tendências e perfis de consumo, identificamos o potencial das embalagens como vetor de comunicação. Para transformar as tendências em projetos, buscamos suportar nossos clientes para aderirem à inovação em suas linhas. As animações projetadas em realidade aumentada chamam atenção e conseguem criar uma experiência diferenciada e informativa para os consumidores. Essa é a primeira de outras iniciativas focadas em digitalização que temos em nossos projetos”, ressalta Vivian Leite, diretora de Marketing da Tetra Pak Brasil.

“Tecnologia proporciona novo canal de comunicação com o consumidor”

A animação das novas embalagens traz personagens mitológicos como dragões e sereias projetados como se estivessem saindo da embalagem para dar acesso, de forma divertida, a parte interna da caixinha. Imagens de frutas são visualizadas neste momento junto a botões interativos que levam para conteúdos de diferentes canais digitais da empresa, todos para reforçar a proteção alimentar oferecida pelas embalagens, fabricadas para impedir a entrada de oxigênio, luz e umidade, o que permite a preservação do sabor, da qualidade e dos nutrientes das bebidas.

Para vivenciar a experiência, o consumidor deve baixar o aplicativo “Tetra Pak – Mitos”, desenvolvido pela ROAR para as plataformas iOS e Android. Para baixá-lo, o usuário pode ler o Qrcode da embalagem, utilizando a câmera do celular ou digitar “Tetra Pak – Mitos” na Apple Store ou Google Play. Em seguida, é preciso scanear a lateral da embalagens por meio do app para dar início à animação.

 

Embalagens recicláveis ganham novos aliados

Em 2019, Frente Parlamentar debaterá Tributação Verde como estímulo econômico para a reciclagem   

Com o objetivo de discutir propostas de utilização de mecanismos que intensifiquem a economia circular, a partir de 2019, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente serão temas de um foro específico na Câmara dos Deputados. A Frente Parlamentar pela Criação de Estímulos Econômicos para a Preservação do Meio Ambiente, voltada para a busca de alternativas capazes de colocar o país em um novo patamar de sustentabilidade, será forte aliada da proposta de Tributação Verde.

Para o presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), Renault Castro, a medida beneficiará toda a economia, impactando positivamente também a sociedade. “A proposta da Tributação Verde é orientar o desenvolvimento econômico sustentável do país, utilizando instrumentos tributários para fazer com que os preços de mercado dos diversos bens e serviços reflitam seus custos sociais e ambientais, além dos custos materiais, de produção e de comercialização, sem elevação de impostos”, explica.

“Apesar de índice de reciclagem próximo a 100%, lata de alumínio para bebidas paga tributos iguais às embalagens concorrentes”

A criação da Frente foi motivada por uma iniciativa da Abralatas, que realizou campanha com parceiros nos âmbitos público e privado e reuniu apoio de 27 entidades representativas a um manifesto lançado em julho deste ano. O documento defende a regulamentação de dispositivos constitucionais sobre defesa e preservação ambiental, mediante estímulos econômicos diferenciados, de acordo com o impacto ambiental das cadeias produtivas dos diversos bens e serviços, a chamada Tributação Verde, incluindo aperfeiçoamentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em vigor desde 2010.

“No Brasil, a reciclagem sequer é considerada como atenuante para a determinação da carga tributária. A lata de alumínio para bebidas tem um índice de reciclagem dos maiores do mundo, próximo de 100%, há mais de 10 anos. Isso gera benefícios econômicos, sociais e ambientais, e mesmo assim paga-se tributos iguais às embalagens concorrentes, cujos índices são de cerca de 50% e 20%”, complementa Renault.

Um dos temas que serão debatidos pela Frente Parlamentar é a atualização do Projeto de Lei Complementar (PLP) 493/09, de autoria do deputado Antonio Carlos de Mendes Thame. A proposta “regulamenta o tratamento diferenciado dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação em razão do impacto ambiental que causem (…)”. Também será avaliado o PLP 73/07, dos deputados Mendes Thame e Luiz Carlos Hauly, que propõe uma reformulação tributária ecológica.

Embalagem dispensa refrigeração de bebida

 

Nestum Go, composta por cereais e iogurte, pode ser consumida em qualquer hora e lugar

Ao acompanhar a tendência de praticidade exigida pelo consumidor, a Nestlé lançou o tradicional produto Nestum, reunião de diferentes cereais indicados para preparação com leite, acondicionado em stand-up puch: o Nestum Go, que alia cereiais ao iogurte.

De acordo com a empresa, devido à inovação da embalagem, a nova linha de bebida lactea Nestum Go dispensa refrigeração e “pode ser levada para qualquer lugar e consumida durante o dia em lanches da manhã ou da tarde”. O stand-up pouch é fácil de abrir e basta apertar para verter o conteúdo.

Disponível em pacotes de 80g, Nestum Go está disponível em três variedades: Mel, Bolacha Maria e Morango.

Brasil recicla mais de 295 mil toneladas de latas de alumínio

97,3% das embalagens de alumínio para bebidas retornaram para o ciclo produtivo, em 2017, e País mantém posição de liderança mundial

Quase todas as latas de alumínio para bebidas vendidas em 2017 retornaram para o ciclo produtivo, alcançando um índice de 97,3% de reciclagem. Das 303,9 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas colocadas no mercado em 2017, 295,8 mil toneladas foram recolhidas e recicladas. Desde 2004, o índice se mantém acima dos 90%, colocando o país entre os líderes mundiais da reciclagem dessa embalagem.

Os números foram anunciados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) e pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), durante o lançamento, em Brasília (DF), da Frente Parlamentar visando à criação de estímulos econômicos para a preservação do meio ambiente, realizado em 5 de dezembro.

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O presidente executivo da Abal, Milton Rego, lembra que, mesmo diante das adversidades, o setor não deixa de investir, destacando que, apesar da forte retração econômica que o país sofre desde 2015, a reciclagem de alumínio está em plena expansão no Brasil.  “As duas maiores empresas do segmento, a Novelis e o Grupo ReciclaBR, nossas associadas, acabam de anunciar planos importantes para o ano que vem. O Grupo ReciclaBR vai inaugurar novos centros de coleta no país e uma planta de fundição em Minas Gerais. Já a Novelis, investirá R$ 650 milhões em sua fábrica em Pindamonhangaba (SP). Movimentos assim é que garantem a liderança mundial do Brasil no índice de reciclagem de latas”, conclui o executivo.

Para Mário Fernandez, Coordenador do Comitê de Reciclagem da ABAL e CEO do Grupo Recicla BR, o índice de reciclagem mostra a significativa participação da cadeia da lata do alumínio na Economia Circular.  “E no que depender do Grupo ReciclaBR, iremos contribuir para a manutenção do alto índice de reciclagem, pois temos sólidos investimentos planejados”, completa.

O índice elevado revela não só a eficiência do processo de reciclagem dessas embalagens no país, mas também evidencia os benefícios dessa prática sustentável. Estudos mostram que o processo consome apenas 5% da energia que seria utilizada na produção da mesma quantidade de alumínio primário. A Análise de Ciclo de Vida da lata aponta também que a reciclagem reduz em 95% a emissão de gases de efeito estufa.

Na área social, a atividade reflete na geração de emprego e renda para os catadores de materiais recicláveis, além de estimular maior consciência da sociedade sobre a importância da reciclagem e da conservação dos recursos naturais. Somente na etapa da coleta da latinha, R$ 1,2 bilhão foram injetados diretamente na economia brasileira em 2017. O montante corresponde a 1,2 milhão de salários mínimos ou a remuneração de 1 salário mínimo por mês para a população de uma cidade com cerca de 100 mil habitantes, como Araxá (MG) ou Assis (SP) ou Paulínia (SP).