Lata de alumínio inova mercado de água gaseificada

Bebida com aromas naturais chega aos consumidores brasileiros em latas sleek de 310ml

A Coca-Cola Brasil resolveu trazer ao país um tipo de bebida que já faz sucesso nos Estados Unidos e na Europa: água gaseificada com aromas naturais. E a companhia escolheu a lata de alumínio como uma das opções de embalagem da novidade.

“A empresa entende que é preciso oferecer ao consumidor não só produtos, mas também embalagens que atendam às suas diferentes necessidades e ocasiões de consumo”, explica Rafael Prandini, diretor de Marketing da Coca-Cola Brasil.

A Crystal Sparkling chegou ao mercado nos sabores limão e camomila, e tangerina e capim-limão, em latas sleek de 310ml. “A marca Crystal sempre investiu em ações para incentivar os brasileiros a se hidratarem. Crystal Sparkling é um grande marco porque apostamos na inovação e vamos oferecer ao consumidor uma bebida mais simples e leve que usa as propriedades da água, mas com um leve sabor e só com dois ingredientes. É um lançamento focado nas necessidades das pessoas que promete repetir o sucesso que já alcançamos em outros países”, afirma Prandini.

“Água na latinha foi desenvolvida por equipe multidisciplinar”

Uma especialista em gastronomia, um mestre em plantas e ervas, um pesquisador de bebida, uma aromaterapeuta e um bartender integraram o grupo de profissionais responsável por criar a bebida, que não leva açúcar, adoçantes ou conservantes.

De acordo com Prandini, a Crystal Sparkling quer se posicionar como uma nova opção para os consumidores que buscam hidratação e refrescância sem abrir mão da saúde, naturalidade e um toque de sabor.

O novo produto está disponível no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, e Mato Grosso do Sul.

Coleção especializada em embalagens ganha novo livro

“Embalagem Melhor Mundo Melhor” aborda os diversos aspectos da criação e da produção de embalagens

Explicar o complexo universo das embalagens de maneira simples e didática. Esse é o objetivo do livro “Embalagem Melhor Mundo Melhor”, lançado pelo Instituto de Embalagens.

Parte da coleção Better Packaging. Better World, a obra traz, em 57 capítulos, fotos e informações atualizadas sobre todo o sistema existente por trás de uma embalagem: mercado, design, tendências, inovações, materiais, processos, máquinas e, claro, sustentabilidade.

“A intenção é que o livro seja utilizado para capacitar novos profissionais, atualizar os atuais e servir de fonte de consulta de conhecimento em embalagens”, afirma Assunta Napolitano Camilo, diretora do Instituto de Embalagens. Segundo ela, primeira edição de Embalagem Melhor Mundo Melhor pretende ser uma referência no setor, apoiando o desenvolvimento de melhores embalagens e ajudando a criar e inovar a partir de conhecimento sólido“.

Índice de reciclagem da latinha reflete mudança de mentalidade

Ao manter a liderança no ranking de reutilização do alumínio da lata para bebidas, Brasil evolui em práticas sustentáveis

O mais recente Índice Nacional de Reciclagem de Latas de Alumínio mostrou que o Brasil continua no caminho certo: em 2016, o país reciclou 97,7% do produto, o que o mantém entre os líderes mundiais no quesito.

Divulgados pela ABAL e pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), em outubro, os dados mostram que das 286,6 mil toneladas disponíveis no mercado, cerca de 280 mil passaram pelo processo de reciclagem. Além dos benefícios ao meio ambiente, a reciclagem de latas representou cerca de R$947 milhões injetados na economia nacional no ano passado.

Os bons índices têm colocado o Brasil entre os melhores em reciclagem de latas de alumínio desde 2001, mas o que isso significa na prática? Ainda há espaço para avanços? A maneira das empresas enxergarem a questão mudou realmente ou um trabalho de conscientização ainda se faz necessário?

Para Maria Zulmira de Souza, consultora em comunicação estratégica para sustentabilidade, “as empresas se deram conta de que não podem ficar jogando fora uma matéria-prima nobre como o alumínio. Não faz sentido se desfazer de um material que já teve um alto custo para a produção da embalagem”.

“A reciclagem de latas de alumínio representou cerca de R$947 milhões injetados na economia nacional em 2016”

A consultora coloca o Brasil em uma fase de transição: há empresas e consumidores que veem a reciclagem somente como uma obrigação e outras que já perceberam a real importância da questão e as tem como parte de sua cultura.

“As empresas que fazem relatórios específicos sobre sustentabilidade estão em número cada vez maior”, diz a consultora. “Quem hoje procura somente cumprir a legislação está defasado. É ótimo termos um índice de reciclagem de latinhas tão bom. Mas, para continuarmos a avançar, precisamos estar atentos, por exemplo, ao índice de reciclagem de outros materiais também”, acredita Zulmira.

Presidente-executivo da Abralatas, Renault Castro ressalta que o índice de 97,7% é ainda mais notável porque, em países com índices superiores como Finlândia e Alemanha, a reciclagem é obrigatória, diferente do Brasil. “Além disso, eles produzem um volume de latinhas consideravelmente menor que o nosso. Isso significa que nosso índice tem um valor ainda maior, por se tratar de um descarte voluntário, com uma abordagem social”.

Para Castro, o maior desafio está em manter esse índice. “Para isso, precisamos manter o sistema de compras, de avaliação de preços de mercado, aumentar os postos de coleta e melhorar a comunicação entre as cooperativas para que elas ganhem em eficiência e produtividade.”