Garrafinhas integram a estratégia de marketing das empresas

 

Como edição especial ou brinde, garrafas de alumínio atraem consumidores de refrigerantes e cervejas

Leves, duráveis, bonitas e descoladas. Empresas de diversos portes descobriram o apelo das garrafas de alumínio e vêm usando o artigo para agradar os consumidores.

Os atrativos do material já foram descobertos há anos pelas grandes marcas. Em 2010, a Coca-Cola aproveitou a Copa do Mundo da África do Sul para lançar uma peça exclusiva para o Brasil. O item era decorado com arte inspirada nas “makarapas”, chapéu estilizado usado pelos sul-africanos para torcer.

O tempo passou, mas as garrafinhas de alumínio não perderam a graça. Outro momento no qual a marca adotou as garrafas de alumínio como estratégia de marketing foi no Natal. Em 2016, a fabricante de bebidas lançou garrafas decoradas com a imagem do urso polar que virou um de seus ícones.

A Skol, da fabricante de cervejas belgo-brasileira Ambev, foi ainda mais longe. Apostou no design diferenciado que as garrafas de alumínio proporcionam e criou a coleção “Skol Design”. A ideia é que as garrafinhas sejam, além de uma embalagem marcante, um produto de decoração. Assim, as garrafas de 473 ml, com diferentes estampas, servem também como vasos, porta-velas, luminárias e até relógios. São, inclusive, vendidas no site da marca em diferentes kits: “casa”, “mesa” e “quarto”.

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Outra marca da Ambev que já usou as garrafinhas de forma estratégica foi a Budweiser. Em 2013, por exemplo, uma edição limitada, com visual especial e também de 473 ml, celebrou a ascensão, no Brasil, do UFC, campeonato de MMA do qual é patrocinadora. A Copa do Mundo de 2014 também ganhou uma edição própria.

Porém, as garrafinhas de alumínio não são privilégio das grandes marcas. Empresas menores também descobriram que, personalizadas, as embalagens viram uma ótima opção de brinde.

A Servgela, de São Paulo, trabalha justamente com a personalização de garrafas de alumínio. Gerente de vendas da empresa, Anderson Viegas conta que a empresa vende em média duas mil delas ao mês. “Nosso público é composto principalmente de empresas em busca de divulgação de marcas por meio de itens personalizados. Mas também atendemos promotores de eventos como festas de formaturas, casamentos, confraternizações de fim de ano”, explica.

Para Viegas, as garrafas de alumínio têm forte apelo emocional junto ao público por serem presentes úteis e duráveis. Além disso, as propriedades do material facilitam a personalização. “As garrafas podem ser personalizadas com logomarcas, ilustrações, fotos. A vantagem é a possibilidade de gravação por impressão digital, sem limite de cores. Dessa forma, conseguimos entregar um produto de alta qualidade, durável e fiel à identidade visual das empresas.”

Bares e restaurantes de Brasília iniciam movimento para evitar embalagens de difícil reciclagem

Boicote revela apenas uma das vantagens da lata sobre o vidro      

Um movimento espontâneo, iniciado em um bar de Brasília (DF), deixou claras algumas das vantagens ambientais da lata de alumínio para bebidas sobre as outras embalagens: a eliminação e o reaproveitamento total de resíduos. Bares e restaurantes se uniram e decidiram boicotar a comercialização de embalagens de vidro descartável, deixando de destinar ao aterro sanitário da capital federal toneladas e toneladas de resíduos. A solução encontrada contou com o apoio da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) e do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Distrito Federal.

Em fevereiro do ano passado, foi sancionada a Lei Distrital nº 5.610/2016 que dispõe sobre a responsabilidade dos grandes geradores de resíduos sólidos, atingindo bares e restaurantes que produzem mais de 120 litros diários de lixo. Desde o início de agosto, os grandes geradores de resíduos tiveram que gerenciar o lixo produzido. Se for reciclável, o SLU continua coletando. Se não for, os geradores (os bares e restaurantes, no caso), têm que dar um destino adequado às embalagens usadas.

Diante da inviabilidade da reciclagem das garrafas de vidro descartáveis no Distrito Federal, o bar Pinella tomou a iniciativa em junho de 2017 de suspender a venda de cervejas em embalagens de vidro descartáveis (as chamadas garrafas long necks), substituindo-as por chope e por cervejas em latas de alumínio. Flávia Attuch e Marta Liuzzi, as proprietárias, contam que a decisão recebeu o apoio imediato dos frequentadores. “Não houve rejeição. Quando a gente explica o motivo, o pessoal aplaude”, comemora Flávia. “Passaram a consumir mais chope e cerveja em lata”, completa Marta, informando que conseguiram reduzir pela metade o lixo diário produzido após o boicote. Em uma rede social, os comentários mostram que o consumidor apoia decisões sustentáveis. “Deu até vontade de frequentar mais esse local”, disse um internauta. “É um exemplo para a sociedade”, reforçou outro comentário. “Se todos agissem assim, a situação da coleta reversa seria resolvida!”, analisou um consumidor.

No mês seguinte, outros estabelecimentos aderiram ao boicote às long necks. “Além de todo o impacto ambiental, o descarte nos lixões e aterros provoca sérios riscos aos catadores”, advertem os comerciantes em manifesto divulgado aos consumidores. O movimento tem tudo para viralizar por outras cidades, acredita Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, que percebeu o apoio dos frequentadores. “O consumidor brasileiro é um dos mais conscientes do mundo. Adapta-se bem a mudanças e quer ajudar, quando a questão é sustentabilidade”, avaliou.

Desde o ano passado, o SLU passou a considerar o vidro como rejeito, ou seja, material não reciclável. A fábrica de vidro mais próxima de Brasília fica a 864 quilômetros de distância, no interior de São Paulo. O custo do frete para transportar o rejeito até lá é mais caro do que o valor da sucata. Estima-se que 22 mil toneladas de vidro sejam aterradas por ano no DF, representando um custo elevado na coleta e reduzindo a vida útil dos aterros. O problema se repete em outras regiões, já que as fábricas de garrafas de vidro estão localizadas apenas em seis estados.

A medida adotada pelos comerciantes de Brasília atinge, além da cerveja em embalagem long neck, outras bebidas vendidas em garrafas de vidro, como destilados, refrigerantes e água. “Entendemos essa decisão como um estímulo ao equacionamento, pelos produtores e distribuidores das bebidas supramencionadas, da logística reversa de suas embalagens”, esclarecem.

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Fonte: ABRALATAS – Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio

 

 

Vantagens do alumínio são decisivas em conquista do Prêmio ABRE

Sachê compacto da Aptar se destaca em acondicionamento, praticidade e armazenamento de creme cicatrizante de tatuagens

O alumínio foi essencial para que uma empresa desenvolvesse uma embalagem diferenciada. A Aptar venceu, em setembro, o Prêmio ABRE da Embalagem Brasileira, apresentando um produto inovador.

Um sachê compacto, flexível e portátil, o Cosm’in foi desenvolvido para acondicionar um creme cicatrizante de tatuagens e se mostrou altamente conveniente para usuários que precisam usá-lo várias vezes ao dia. Capaz de armazenar de 3 a 12ml, proporciona manuseio simples e é mais fácil de ser estocado.

As características da embalagem facilitam seu transporte, diminuindo custos e gerando um impacto positivo no ciclo de emissão de carbono do produto. O aspecto comercial também foi lembrado: a embalagem tem uma grande área de comunicação e suas dimensões beneficiam a utilização em ações promocionais, amostragem e merchandising.

“A empresa buscou criar um conceito arrojado de embalagem portátil para diversos canais de distribuição”

“O alumínio foi utilizado na composição de filme laminado para proteger as fórmulas. A escolha se deu em virtude de os filmes laminados serem os que possuem as barreiras mais altas na comparação com os demais filmes flexíveis e outras combinações. Barreiras a luz, vapor de água, aromas, foram algumas das características proporcionadas pelo alumínio, que garantiu a integridade das fórmulas. Também proporcionou uma maior vida útil à formulação”, explica Mayara Caetano, coordenadora de Desenvolvimento de Mercado de Personal Care da Aptar.

São esses atributos próprios do alumínio que tornam o Cosm’in uma embalagem capaz de proteger, com muita eficácia, cremes faciais, loções para o corpo, maquiagens, shampoos, condicionadores, protetores solares, kits de tratamento e produtos finais de consistência viscosa.

“A empresa buscou criar um conceito arrojado de embalagem portátil para diversos canais de distribuição. Um novo dispenser que fosse conveniente, versátil e flexível, perfeito para o estilo de vida do século 21, que demanda praticidade, individualização, comodidade e personalização”, diz Mayara.

Peças feitas com lacres de alumínio ganham o mundo

Associação exporta 80% da produção de artigos de vestuário e decoração, ao reutilizar lacres de alumínio de latas de bebidas e alimentos

O uso do alumínio em latinhas de bebidas revolucionou mercado e indústria. Seus benefícios, porém, vão além dos proporcionados ao meio ambiente e aos consumidores. Já se ramificaram por diversas atividades, por exemplo na reutilização do material em artigos de vestuário e decoração.

Criada há 17 anos, a Cia do Lacre prova como um item extremamente simples – o lacre das latinhas – pode originar os mais variados e curiosos produtos. A cooperativa de Riacho Fundo, com sede em Brasília, começou a chamar a atenção ao conquistar vários clientes no exterior com seu artesanato.

Hoje, 30 mulheres associadas trabalham para transformar cerca de cinco toneladas de lacres de alumínio em vestidos, mochilas, colares, bolsas, capas para almofadas, porta-moedas e carteiras. Elas recebem latinhas de vários pontos do Brasil e também vão a centros de reciclagem comprar o material.

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“Adquirimos o material e fazemos todo o trabalho de separação dos lacres. Porque vem lacre sujo, quebrado, arranhado. Esses não podemos utilizar e devolvemos para reciclagem. Ou seja, é reaproveitado de uma maneira ou de outra”, explica Maria Madalena Lopes, presidente da Cia do Lacre e integrante da associação desde seu início.

Madalena aponta as várias vantagens do uso do alumínio. “A maior delas é a relacionada à questão ambiental, claro. Você tira de circulação um tipo de lixo que, sozinho, demoraria muito tempo para se degradar. Além disso, podemos usar o alumínio em vários materiais diferentes. Por meio do crochê, é possível utilizar os lacres para enfeitar peças de couro, lona de caminhão e borracha, por exemplo”, diz Madalena.

Hoje, a Cia do Lacre trabalha principalmente com encomendas, e, embora o Brasil seja o campeão mundial de reciclagem de latinhas com um índice de 98%, a cooperativa exporta cerca de 80% do que produz. “No Brasil, vendemos mais quando vamos a eventos e exposições. Aqui ainda existe uma certa dificuldade em entender a necessidade da reciclagem. Por isso, além do nosso trabalho, frequentemente visitamos escolas para conscientizar os jovens sobre a questão”, conta a artesã.

É possível conferir o trabalho da Cia do Lacre, e encomendar produtos, pelo site http://www.ciadolacre.com

Workshop debate o papel das embalagens na sustentabilidade

Encontro reúne especialistas para discutir temas relacionados à produção e destinação das embalagens

o Instituto de Embalagens realiza, no dia 06 de novembro, o Workshop Embalagem & Sustentabilidade, no auditório do CNI, em São Paulo. A abordagem do evento parte da importância do empreendimento em sustentabilidade para o future do planeta e dos negócios das empresas.

“Hoje em dia, a relação entre embalagens e sustentabilidade é uma questão central, já que após o consumo dos produtos o que resta são embalagens vazias. Cada vez mais, as pessoas estão mais conscientes sobre esta delicada questão e pedem ações rápidas”, afirma Assunta Napolitano Camilo, diretora do Instituto de Embalagens. Por isso, segundo ela, é relevante cuidar da produção e destinação correta das embalagens.

Com a participação de representantes de empresas e instituições de diversos segmentos, o workshop abordará o tema por meio de dez palestras:

Economia Circular Gui Brammer, Fundador e CEO da Boomera
Programa “Dê a Mão para o Futuro” Reciclagem, Trabalho e Renda Rose Hernandes, Diretora de Meio Ambiente da ABIHPEC
Política Nacional de Resíduos Sólidos  Ricardo Lopes Garcia, Especialista em Meio Ambiente da FIESP
Desenvolvimento Sustentável através de Embalagens Certificadas e de Orientação para o Descarte Leonardo Lima, Diretor Corporativo de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados
Projeto Círculo Virtuoso sobre nutrição, desperdício de alimentos, embalagens e economia circular na África do Sul Kleber Brunelli, Líder Técnico de Embalagem da DuPont
Embalagem e Sustentabilidade Assunta Napolitano Camilo, Diretora do Instituto de Embalagens
Análise do Ciclo de Vida Cláudio Marcondes, Professor do Instituto de Embalagens
Reciclagem Energética Cláudio Marcondes, Professor do Instituto de Embalagens
Rotulagem Ambiental Assunta Napolitano Camilo, Diretora do Instituto de Embalagens
Embalagem Amiga do Meio Ambiente Assunta Napolitano Camilo, Diretora do Instituto de Embalagens

 

Workshop Embalagem & Sustentabilidade
Data: 06 de novembro
Local: Rua Surubim, 504, São Paulo

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: cursos@institutodeembalagens.com.br, pelos telefones: (11) 2854-7770 e (11) 3431-0727 ou clicando aqui.

Da Toblerone à Skol, alumínio embala os mais variados produtos

A história das embalagens mostra como os diferenciais do metal conquistaram marcas famosas ao longo dos anos

Por Celso Soares
Coordenador do Comitê de Mercado de Embalagens da ABAL

As propriedades das embalagens de alumínio são hoje amplamente conhecidas por indústria e consumidores. Mas sua utilização tem uma longa trajetória, durante a qual fabricantes dos mais variados produtos, incluindo alguns muito conhecidos pelo púbico, foram descobrindo as vantagens do material.

As folhas de alumínio, por exemplo, começaram a ser produzidas na Suíça em 1910. Não por acaso, a Toblerone lançou o primeiro chocolate embalado com o material. A famosa marca suíça, com seus chocolates em forma de pequenos triângulos, passou a usar as folhas para protegê-los já em 1911. O alumínio mostrou-se ideal para proteger o chocolate da exposição ao sol e de altas temperaturas, evitando o derretimento.

“Descascar” as folhas de alumínio de um Toblerone antes de degustá-lo tornou-se parte do “ritual” dos fãs da marca. Tanto que o material aparece nas mais variadas peças de propaganda criadas para o produto ao longo da história.

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Apesar de popularizadas recentemente, as cápsulas de café feitas com alumínio foram criadas em 1976. À época, um funcionário da Nestlé desenvolveu as embalagens que, diferente das tradicionais, só deveriam ser abertas para consumo imediato.

E mesmo fabricantes mais conservadores foram, aos poucos, descobrindo as vantagens do alumínio. Já em 1926, produtores de whisky britânicos começaram a utilizar tampas de alumínio em suas garrafas.

Mas, provavelmente, a evolução mais impactante ocorreu com as latas de bebidas. Até os anos 60, refrigerantes e cervejas vinham em latas de metal, mais pesadas, difíceis de reciclar e sujeitas à ferrugem. Uma embalagem tão diferente das atuais que algumas cenas de filmes antigos hoje parecem cômicas.

O clássico “Tubarão”, de 1975, por exemplo, tem uma passagem famosa na qual o personagem Quint, interpretado por Robert Shaw, demonstra sua virilidade amassando com a própria mão uma lata, de metal, da cerveja Narragansett Lager. Hoje, até uma criança conseguiria fazê-lo.

Coca-cola e Pepsi começaram a usar latas de alumínio em 1967. Na época, entretanto, usavam um mecanismo que obrigava as pessoas a puxar todo a parte superior da lata para tomar a bebida. Ou seja, uma vez que o anel era removido, era preciso descartá-lo. Esse problema foi resolvido em 1975, quando surgiu o anel que segue preso à lata. Era mais prático, ecologicamente correto e diminuía as chances de alguém se ferir abrindo as latas, um tipo de acidente comum até então.

A substituição das latas de metal pelas de alumínio, porém, ocorreu aos poucos. No caso da cerveja, ela só chegou ao Brasil em 1989. A novidade, trazida pela Skol, chamou tanta atenção que mereceu uma reportagem do jornal “O Globo”. A matéria destacava as diversas qualidades do lançamento: lata muito mais leve, com “tampa ecológica”, 100% reciclável, resistente à ferrugem e, uma grande notícia para o verão que se iniciava, capaz de gelar a cerveja mais rapidamente.

Hoje, quase a totalidade das bebidas vendidas em lata no país são embaladas em latas de alumínio, tornando-se um caso especial de aceitação pelo mercado e pelos consumidores finais.

Este histórico cheio de peculiaridades ilustra uma das principais virtudes do alumínio: mesmo com décadas de utilização, sempre há novas possibilidades de aplicação. Como os leitores do Portal Embalagens de Alumínio acompanham, os mais variados segmentos estão sempre descobrindo as vantagens do material. Um círculo virtuoso no qual ganham indústria e consumidores.

Empresa britânica inova com chá em embalagem aerossol

 

Propriedades isolantes do alumínio foram determinantes para criação do produto em spray

Grandes consumidores de chá, os britânicos agora contam com uma invenção inusitada: chá em spray. O produto, criado pela empresa Yum Cha Drinks, é acondicionado em latas de aerossol feitas de alumínio.

Chamada de “No More Tea Bags” (algo como “saquinhos de chá nunca mais”), a criação dispensa os conhecidos saquinhos da bebida. Ao invés de encharcá-los, quem quiser tomar chá só precisa borrifá-lo em uma xícara ou copo e adicionar água ou leite.

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A Yum Cha Drinks fica em Leatherhead, interior da Inglaterra, produz o equivalente a um enorme pote de chá concentrado e acondiciona a bebida em latas de alumínio, sendo que cada uma rende em torno de vinte xícaras.

Responsável pela criação e dono da empresa, Guy Woodall explica que optou pelas latas de alumínio por suas propriedades isolantes: “A embalagem nos permite trabalhar com um produto sem conservantes químicos, totalmente isolado do ambiente exterior”.

Outro atrativo mencionado por Woodall refere-se aos benefícios ao meio ambiente. “Lembre também que o alumínio é muito mais fácil de reciclar que o vidro”, diz ele, que à princípio utilizou garrafas de vidro para o “No More Tea Bags”.

Por enquanto, o chá em spray vem em três sabores, “English breakfast”, “Earl Grey” e “Jasmine” e está disponível apenas no Reino Unido. “Mas temos planos de expansão internacional. Já recebemos a aprovação de autoridades japoneses e esperamos enviar o primeiro carregamento até o Natal“, conclui.

Artistas criam estampas para latas de cervejas

Way Beer aproveita potenciais de design da latinha de alumínio para lançar embalagens diferenciadas

A cervejaria Way Beer, de Curitiba, vem inovando com a criação de bebidas com sabores peculiares e decidiu não parar aí: aproveitou os potenciais de design da lata de alumínio para bebidas para inovar também nos rótulos das das embalagens.

A “Pingado”, sabor café com leite, a “Catarina”, de pitanga e pitaya, e a “Sou Feia, Mas To Na Moda”, de aveia com aromas de frutas cítricas, são três lançamentos recentes da cervejaria. As bebidas vêm em latas de 473 ml que trazem rótulos atraentes e coloridos criados por diferentes artistas.

O projeto, chamado de “Way From Sketch”, conta com uma curadoria especial para encontrar artistas da cena independente de Curitiba. Eles têm a oportunidade de mostrar seus trabalhos para um público novo e Way Beer ganha rótulos bem diferentes dos habituais.

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A “Pingado” é uma cerveja tipo “Hazy Brown Ale” feita com grãos de café maturados em barris de cachaça. Seu rótulo foi desenvolvido pela designer Larissa Graboski e mostra o tradicional copo americano onde o café com leite é normalmente servido em bares e padarias.

img-int-cerveja-catarinaJá a “Catarina”, que homenageia a imperatriz russa Catarina, a Grande, é uma cerveja do tipo “Berliner Weisse” e ganhou um rótulo desenvolvido pelo artista Rimon Guimarães, autor de murais na Holanda, Gambia, Síria e Grécia.

img-int-cerveja-sou-feiaNo caso da “Sou Feia, Mas To na Moda”, cerveja tipo “NE IPA”, o rótulo recebeu a ilustração do artista Douglas Reder. Ele é conhecido como “Rederguod” e atua como designer, bodypainter e ilustrador.

“Passamos um briefing para o artista sobre as características da cerveja e ele pode criar livremente em cima das informações”, explica Alejandro Winocur, sócio-proprietário da Way Beer. “Nossa ideia foi fazer algo personalizado e bacana que ainda ajude o artista a disseminar suas obras. Queríamos uma ruptura com o usual”, completa o empresário.

Vendida principalmente em Curitiba e São Paulo, a Way Beer já está presente em ao menos três outros estados e também nos Estados Unidos. Novos rótulos do “Way From Sketch” estão previstos para o ano que vem,