Tecnologia de impressão sob medida para as latinhas

Dry Offset tem exclusividade de mercado desde a fabricação da primeira lata de alumínio para bebidas, em 1963 

A impressão de rótulo em toda superfície cilíndrica, com cores variadas e tintas especiais, faz da lata de alumínio para bebidas uma embalagem que alia criação de design customizado e produção em grande escala. Diferenciais alcançados através do sistema de impressão Dry Offset – Rotativo – Indireto.

Antes de 1963, quando todas as latas para bebidas ainda eram fabricadas com folha de flandres (aço), a impressão acontecia sobre a folha de metal plana, e somente depois a lata era formatada. A partir da produção das primeiras latinhas de alumínio, pela Reynolds Metals Co., nos Estados Unidos, é que o sistema Dry offset foi desenvolvido, permitindo a impressão de todas as cores simultaneamente, em um único giro de 360ᵒ, com  aumento de velocidade e melhoria de qualidade.

“A lata de alumínio para bebidas é impressa em formato de copo – não em uma chapa de metal plana. Essa característica limita bastante as tecnologias de impressão, já que todos ou a maioria dos equipamentos, como os de Flexografia, desenvolvidos e usados atualmente, consideram a embalagem plana”, explica João André Villas-Boas, supervisor de Desenvolvimento de Rótulos da fabricante de latas de alumínio Ball.

“Apenas um equipamento imprime mais de 2 mil latas por minuto, em um giro de 360ᵒ”

O aperfeiçoamento dos equipamentos ao longo dos anos, com melhoria de qualidade e principalmente velocidade, permite que a impressão da lata de alumínio seja uma referência em relação a produção em escala, sendo que um único equipamento chega a imprimir entre 2 mil a 2,5 mil latinhas por minuto, para atender uma produção mundial que ultrapassa 200 bilhões de unidades/ano.

Além desse diferencial produtivo, as inovações de aplicação de efeitos especiais são contínuas, como explica o supervisor da Ball: “Trabalhamos com impressão em verniz fosco, para dar a impressão de que a lata está gelada na gôndola; verniz táctil, que confere efeito especial ao toque em função de rugosidade em determinada área da lata; tinta UV, de modo que a lata brilhe no escuro quando exposta à luz ultravioleta; tinta termo crômica, que muda de cor quando a bebida fica gelada e pronta para o consumo; high definition, oferecendo impressão em alta qualidade fotográfica em toda a área externa da embalagem; e DynamarkTM, que surgiu no Brasil e é a impressão de múltiplas artes por palete de lata”.

Para Villas-Boas, o domínio da  tecnologia Dry Offset na impressão das latinhas é um desafio para os fabricantes de equipamentos de impressão, já que exige o desenvolvimento de um sistema que substitua o atual com o mesmo nível de qualidade e, principalmente, alta capacidade de produção.

Embalagem protege ativos naturais de fórmulas de cosméticos

Bisnaga de alumínio auxilia produção sustentável de cremes à base de sementes e frutas brasileiras

A opção pela bisnaga de alumínio para embalar cosméticos vai ao encontro das necessidades de empresas que adotam políticas sustentáveis como a Natura, reconhecida desde a origem por práticas socialmente responsáveis. Além do uso sustentável da biodiversidade botânica brasileira, a marca prioriza o uso de embalagens reutilizáveis e de fácil reciclagem.

De acordo com Daniel Gonzaga, diretor de Desenvolvimento de Produtos da Natura, a concepção de embalagens na empresa é suportada por três  grandes pilares: funcional, estético e sustentável. Todas as embalagens passam por essas avaliações na busca pela melhor combinação entre elas, um pré–requisito para qualquer lançamento chegar ao mercado.

Entre as embalagens que atendem essas condições estão as adotadas na linha Natura Ekos de cremes para mãos, pés e cabelos. “Desde 2005, utilizamos bisnagas de alumínio na marca. Uma embalagem que tornou–se um clássico da linha. O alumínio é um material inerte e de fácil moldagem, acompanhando formas diversas. Ele pode ser utilizado em tampas, bisnagas e frascos. O material também tem ótima aceitação do consumidor”, afirma Daniel Gonzaga, diretor de Desenvolvimento de Produtos.

“Alumínio preserva características de fórmulas de produtos fotossensíveis”

Além das propriedades do metal, como proteção aos efeitos de luz e umidade, a bisnaga de alumínio é colapsível, de deformação permanente, o que não permite a entrada de oxigênio, evitando a oxidação e degradação dos componentes dos cosméticos.

Ao justificar a adoção das embalagens dos produtos Natura Ekos, Gonzaga afirma que a linha possui ativos naturais, alguns fotossensíveis, e o alumínio ajuda na proteção, preservando a cor e outras características das fórmulas. “Também sempre buscamos desenvolver produtos que possam ser mais facilmente reciclados, e nossas embalagens orientam os consumidores para o correto descarte, incentivando a reciclagem”, conclui.

Os variados diâmetros dos slugs, discos de alumínio utilizados para a produção da embalagem, permitem o acondicionamento de 3g a 180g de produtos semissólidos. Em relação à matéria-prima dos discos, o alumínio primário puro é indispensável para obter uma parede contínua e sem perfurações.

Sem crise, para bebida natural em caixinha

Preferência por produtos saudáveis favorece mercado de sucos, água de coco e chás embalados em cartonadas assépticas, apesar do cenário econômico negativo

O Brasil é o quinto maior mercado de alimentos e bebidas saudáveis, com volume de vendas de US$ 27,5 bilhões em 2015, segundo levantamento da Euromonitor. E a crise econômica de 2016 não afetou o consumo de produtos da categoria, segundo pesquisa realizada pela Nielsen. O levantamento mostra que, com uma população mais preocupada com a saúde e o corpo, algumas categorias conseguem reverter o cenário negativo e crescem mesmo sendo mais caras, como água de coco, suco e chá pronto.

Pesquisas mostram que a utilização de aditivos não naturais ganha extrema importância para os consumidores, sendo um fator impeditivo para a compra. Segundo estudo global do Instituto TNS, no topo da lista de rejeições dos consumidores estão os conservantes, os corantes e os edulcorantes artificiais.

“Aumenta procura por produtos sem conservantes e com pouco açúcar”

O cenário apontado pelos diferentes estudos favorece marcas de sucos naturais embalados em cartonadas assépticas, que protegem as bebidas sem conservantes de deterioração, prolonga o shelf life dos produtos e atendem ao crescente consumo de embalagens individuais e em lugares públicos. Segundo pesquisa Nielsen, na grande São Paulo, o consumo fora do lar chega a 72% para água de coco, 36% para suco pronto e 39% para chá pronto.

“Cada vez mais, a nova geração está preferindo bebidas mais naturais sem adição de açúcares”, reforça  Marcos Leta, idealizador e fundador da Do Bem, que, ao garantir que  a composição dos sucos de frutas da marca é 100% natural, ressalta a importância da embalagem para os produtos considerados de categoria saudável. “Além da conservação da bebida, é uma embalagem que favorece a venda porque consegue estar em mais lugares, do supermercado à padaria, impulsionando a experiência”, avalia.