Literatura de referência

Especialistas reúnem em livro bilíngue inovações e tendências no desenvolvimento de embalagens flexíveis

Com o apoio da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), o Instituto de Embalagens lança o livro Embalagens Flexíveis, uma referência para os profissionais do segmento. A publicação bilíngue, português/inglês,  aborda processos de impressão e fabricação, materiais e estruturas, laminação, adesivos, matérias-primas e insumos, destacando inovações em materiais e tecnologias.

img-literatura-referencia-02O capítulo dedicado à aplicação do alumínio nas embalagens flexíveis, material amplamente utilizado na forma de folhas com espessuras entre 6μm a 150μm, destaca a contribuição do metal como barreira, no aumento da resistência mecânica quando necessário e até de maneira decorativa, em função da sua propriedade refletiva.

Produzido sob a consultoria técnica de Luiz Henrique Ranchin, da Votorantim Metais-CBA, e de Paulo Nakamichi, da Alcoa Alumínio, o capítulo inclui uma detalhada tabela com as aplicações usuais da folha de alumínio em embalagens flexíveis, discriminando a têmpera aplicada e os limites de espessura da folha para cada tipo de aplicação.

“Publicação destaca a aplicação do alumínio utilizado na forma de folhas”

Além de lançamento previsto para março, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, o livro chegará ao mercado internacional em maio, na Alemanha, durante a Drupa – Feira Internacional da Mídia e Indústria Gráfica, focada em tecnologias de impressão.

De acordo com Assunta Camilo, diretora do Instituto de Embalagens e coautora da obra, o livro Embalagens Flexíveis, além da Livraria Cultura, será comercializado  pela Amazon para profissionais do Brasil, Europa, Estados Unidos, Austrália, África do Sul, entre outros países.

Em março, a publicação será utilizada como material didático do curso Embalagens Flexíveis, promovido pelo Instituto de Embalagens, quando os participantes terão acesso a informações sobre tendências e inovações do mercado, durante palestras realizadas por um corpo docente especialista no assunto.

Curso de Embalagens Flexíveis
De 15 a 17 de março
Auditório da ABIPLAST, Av. Paulista 2439, 8º andar.
Mais informações: cursos@institutodeembalagens.com.br
ou pelos telefones 11 3431 0727 | 11 2857 7770

Logística reversa

Sistema de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida das embalagens adota modelo de reciclagem das latas de alumínio

Tendo como modelo a cadeia de reciclagem da lata de alumínio para bebidas, baseada no trabalho de cooperativas e responsável pelo índice recorde de 98,4% das latas consumidas no País em 2014, está em vigor o Acordo Setorial que estabelece a logística reversa de embalagens em geral. Assinado pelo Governo Federal e 21 entidades representativas do setor no final de 2015, o documento estabelece a responsabilidade dos empresários em criar um sistema de recolhimento e destinação adequada dos produtos.

De acordo com Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, as associações empresariais das mais diversas embalagens se comprometeram a investir no fortalecimento das cooperativas e dos catadores, com capacitação e equipamentos para ampliar o volume de reciclagem de resíduos sólidos no País. Ainda assumiram o compromisso de comprar todo o material reciclado que for ofertado pelas cooperativas. “O Acordo Setorial prevê investimentos suficientes para triplicar o número e a capacidade de processamento das cooperativas de reciclagem, com vistas a alcançar a meta proposta de redução mínima de 22% das embalagens dispostas em aterro até 2018”, explica.

O acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida pela Lei 12.305, em agosto de 2010, quando as associações do setor de embalagens começaram a se preparar, de forma organizada, para cumprir as determinações dessa legislação. Segundo a PNRS, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana.

“Investimentos devem triplicar o número e a capacidade de processamento das cooperativas de reciclagem”

A Abralatas, representante dos fabricantes da embalagem mais reciclada do mundo, realiza há seis anos um Ciclo de Debates centrado na discussão de temas que possam estimular a produção sustentável e ações voltadas às condições de trabalho e à inclusão social dos catadores. A entidade ainda promove o debate da criação da Tributação Verde, como explica Castro: “Um sistema tributário sensível ao impacto socioambiental dos bens de consumo que tende a estimular as respectivas indústrias a aumentar seus esforços para valorizar o retorno das embalagens pós-consumo ao ciclo produtivo (a logística reversa), o que, em última análise, certamente elevará a renda dos catadores”.

Milton Rego, presidente executivo da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), explica que o Acordo Setorial é um marco de um longo processo de negociação que envolveu a indústria, a distribuição e os catadores. Um acordo tão amplo assim é uma demonstração da maturidade desses atores e do Governo Federal e contribui significativamente para o desenvolvimento da PNRS. As embalagens de alumínio são aquelas que têm a maior taxa de reciclagem de todas as embalagens e certamente servirão de parâmetro para os outros setores“, ressalta.

Aerossol em alta

Produtos de higiene pessoal impulsionam crescimento de 21% do uso da chapa de alumínio em embalagens

De acordo Fernando Wongtschowski, gerente de Marketing e Desenvolvimento de Produto da Novelis, de janeiro a novembro de 2015, o mercado nacional registrou 21% de crescimento no consumo da chapas de alumínio utilizadas para a produção de embalagens, exceto latas de bebidas, em comparação ao mesmo período de 2014. “Esse desempenho foi puxado pelo envase de produtos de higiene pessoal, segmento responsável por 95% da utilização dos aerossóis de alumínio”, acredita Wongtschowski.

Ainda segundo Wongtschowski., as projeções apontam para um crescimento anual médio de 4,7% do mercado de aerossóis até 2018, período em que a embalagem de alumínio terá crescimento de 5,1%. Para ele, esses números refletem o amadurecimento do mercado, que após a média anual de 10,8% , entre 2010 a 2014, apresenta uma redução natural na velocidade de crescimento, porém mantem ainda um ritmo significativo.

“De 2015 a 2018, mercado de aerossóis deve crescer 4,7% ao ano”

Os desodorantes são os maiores responsáveis pelo consumo de aerossóis de alumínio no País, de acordo com o gerente da Novelis. Um dado que acompanha a preferência de consumo dos brasileiros, segundo dados da empresa de pesquisas Euromonitor, que aponta o formato aerossol como destaque de crescimento nos últimos anos, passando de 31%, em 2009, para 50%, em 2013.

Bom de vendas

Alumínio é destaque nos negócios de descartáveis em distribuidora do sudeste do País

A comercialização das embalagens descartáveis de alumínio, apesar da crise econômica de 2015, alcançou bons resultados no ano para distribuidores. De acordo com Niedeberg Harley, da área de Compras e Marketing da Época Comércio e Distribuição, a empresa registrou um crescimento de 22% no faturamento. Entre os produtos com maior volume de vendas estão a marmitex número 8 e o rolinho doméstico de alumínio (30x4m e 30×7,5m). Somados ao protetor de fogão, esses itens representam 63% das vendas realizadas pela Época.

Além de Minas Gerais, onde está localizada a sede da empresa, a Época mantém filiais em Espírito Santo e no Rio de Janeiro, comercializando uma média mensal de 20 mil caixas de descartáveis por mês, para os três estados. Tendo a Boreda  como fornecedora de embalagens e papel alumínio, a distribuidora atende grandes redes de varejo e serviços, como supermercados, bares, mercearias e hotéis.

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Mesmo sem citar números comparativos, Haley afirma que as descartáveis de alumínio geram bons negócios, já que a procura supera a de produtos fabricados com outras matérias-primas. “O isopor e o plástico não possuem as mesmas propriedades do alumínio. Um exemplo são as marmitex, que mantém por mais tempo o calor do alimento”, destaca.

“Marmitex e rolinho doméstico
lideram as vendas”

Como condutor de calor, o alumínio resiste a variações de temperatura, desde o ultracongelamento até a temperaturas extremas usadas para cozinhar, durante a produção e a utilização, sem eliminar toxinas prejudiciais à saúde. Além do desempenho térmico, preserva as características e aumenta a vida do produto embalado, sem necessidade de refrigeração, e ainda é 100% reciclável. Veja mais em http://embalagensdealuminio.com.br/embalagem-organica/ 

Para a fabricação de embalagens, o alumínio é empregado na forma de folhas e chapas. Em 2014, o consumo de alumínio pela indústria de embalagens correspondeu a 33% da totalidade do metal transformado fornecido ao mercado interno. Sendo que para o segmento de embalagens foram destinadas 74 mil toneladas de folhas de alumínio, segundo levantamento divulgado pelo Anuário Estatístico da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).