Arte na Lata

Prêmio Novelis incentiva novos projetos de embalagens de alumínio que priorizam a sustentabilidade

A lata de alumínio para bebidas favorece a aplicação de novas tecnologias capazes de agregar valor à embalagem, como a realidade aumentada, que permite a interatividade do consumidor. O uso dessa inovação foi destaque no Prêmio Novelis de Sustentabilidade, na categoria Arte na Lata, concedido ao projeto Chá Mego, de autoria de Thais Helena Behar, estudante do Instituto Europeo di Design.

“A realidade aumentada permite integrar os mundos virtual e real. Através dessa tecnologia é possível explorar áreas de informação, conseguindo uma maior conexão e interação com o consumidor”, explica Behar.

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Na embalagem, criada pela estudante para um chá sabor laranja a partir do tema Brasil Sustentável, com o uso de um aplicativo e uma câmera de celular, o consumidor tem acesso a informações sobre o produto e outras que o remetem ao universo da sustentabilidade. Basta baixar o aplicativo Bipper e focar a câmera nas diferentes imagens impressas na lata.
Ao visualizar o símbolo de reciclagem, o consumidor recebe informações sobre o processo de reciclagem do alumínio. A ilustração de flor de laranjeira remete a dados sobre o chá e seus benefícios. A imagem do pássaro Mariquita, presente em regiões de plantação de laranja no Brasil, transporta o consumidor a uma página da internet que traz comentários sobre o pássaro e preservação ambiental. A imagem de uma nota musical ainda dá acesso ao canto do pássaro e ao jingle do produto.

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O Prêmio Novelis de Sustentabilidade reuniu 99 trabalhos de todas as regiões do País. Os projetos inscritos na categoria Arte na Lata foram avaliados sob a ótica de critérios estabelecidos com base nas premissas do prêmio, cujo principal objetivo é reconhecer ideias e/ou projetos inovadores sobre as temáticas propostas, segundo Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis.

A iniciativa terá continuidade, segundo a diretora, porque vai ao encontro da política da empresa, que “acredita no poder de transformação das ideias e das práticas sustentáveis”, afirma Eunice Lima.

Coleta Seletiva

Rota da Reciclagem aponta locais de entrega de embalagens em todas as regiões do País

Para auxiliar o consumidor a participar de ações voltadas à coleta seletiva de embalagens, a Tetra Park, líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos, mantém há sete anos o programa Rota da Reciclagem. Ao acessar www.rotadareciclagem.com.br, basta informar o endereço para saber o ponto de entrega de materiais recicláveis mais próximo de casa ou do trabalho. Na mesma página da internet, o consumidor também encontra informações sobre reciclagem e outras iniciativas voltadas à preservação do meio ambiente.

“A principal finalidade do Rota da Reciclagem é apontar a localização e o contato de cooperativas, pontos de entrega voluntária e comércios ligados à cadeia de reciclagem de embalagens da Tetra Pak pós-consumo e de outros materiais recicláveis, em todo o País”, explica Juliana Seidel, gerente de Desenvolvimento Ambiental da Tetra Park.

A ferramenta, buscador que utiliza a plataforma do Google Maps, tem mais de cinco mil pontos cadastrados, distribuídos por todas as regiões, e também está disponível como aplicativo para usuários de iPhone, iPad e sistema Android. E a Rota da Reciclagem ainda pode ser seguida pelo Twitter e Facebook.

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De acordo com Seidel, após o encaminhamento dos materiais para qualquer um dos locais identificados, é feita a triagem e encaminhamento às indústrias recicladoras instaladas em diferentes cidades. Em 2014, foram recicladas cerca de 76 mil toneladas apenas de embalagens longa vida coletadas nos pontos monitorados pelo programa. Elas são 100% recicláveis e podem ser transformadas em caixas de papelão, canetas, vassouras, telhas, placas para construção civil, entre outros materiais.

Devido aos bons resultados alcançados no Brasil, a empresa lançou há três anos uma versão em espanhol, que traz os principais pontos mapeados na Argentina, Chile, Panamá, Costa Rica, República Dominicana, Paraguai e Uruguai. Hoje, o www.rutadelreciclado.com tem cerca de 500 pontos cadastrados e ainda deve ser ampliado para toda a América Central e do Sul.

Prático e seguro

Folha de alumínio auxilia na cozinha e conserva a qualidade natural dos alimentos

A folha de alumínio, também conhecida como papel alumínio, faz parte dos utensílios indispensáveis em cozinhas do mundo todo, onde é usada para preparar assados, aquecer, embalar e conservar alimentos. A eficiência do produto é garantida pelas vantagens do alumínio:

  • atóxico
  • ótimo condutor de calor
  • resistente a altas temperaturas
  • protetor contra aromas, luz, gases e vapor d’água
  • preservação das qualidades naturais dos alimentos por muito mais tempo
  • adequado para uso em contato direto com alimentos, sem nenhum efeito nocivo ao organismo humano, conforme atestado pela Food and Drug Administration – FDA (órgão oficial de saúde dos Estados Unidos), e a Anvisa, no Brasil.

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A folha de alumínio tem um lado brilhante e outro fosco. Isso porque, devido à sua baixa espessura final, cerca de 10 micrômetros, ela é laminada duplada; ou seja, uma folha é sobreposta à outra para aumentar a sua espessura e aumentar a sua resistência, para evitar que ela quebre durante o processo. Com isso, as superfícies externas das folhas entram em contato com os cilindros de laminação, adquirindo o brilho, enquanto as superfícies que estão em contato entre si ficam foscas.

O lado brilhante, por ser mais liso, propicia menor aderência de alimentos e seu índice de refletividade ao calor é maior, provocando ligeira redução no tempo de cozimento. Assim, tecnicamente falando, o ideal é utilizar o lado brilhante para dentro, em contato com os alimentos, para melhor aproveitar a fonte de calor.

As folhas mais espessas chegam a render três vezes mais, porque exigem menos material para embalar um assado, por exemplo, e não rasgam com facilidade. A largura e o comprimento de cada rolo podem variar. Nos supermercados é possível encontrar rolos de 30cm ou 45cm, com metragem de 4m a 100m.

Aliadas na cozinha

Descartáveis de alumínio facilitam preparo, congelamento e aquecimento de alimentos

Práticas, versáteis e seguras, as embalagens descartáveis de alumínio fazem parte dos utensílios mais encontrados na cozinha. A variedade de tamanhos e formatos coloca à disposição do consumidor pratos, bandejas e formas indicadas para o preparo, congelamento e aquecimento dos alimentos. São as únicas embalagens de material descartável que podem ir direto do freezer para o forno e para a mesa.

“Além de embalagens tradicionais redondas conhecidas como [pratos] marmitex, que fecham totalmente ficando hermeticamente lacradas, há  uma linha Premium composta por formatos retangulares, com medidas de 200 ml a 3.500 ml, com duas, três ou quatro divisórias.  Estas são produzidas com folhas de alumínio mais espessas e com tampas de papelão aluminizadas”, explica Fabio Romeiro Guaraná, diretor da fabricante de embalagens Alumileste.

As linhas especiais ainda oferecem formatos retangulares e redondos sem divisórias e de diferentes volumes, que podem variar de 220ml a 10.000 ml. As formas para assados e bolos também facilitam na hora de cozinhar, podendo ser usadas no forno tradicional ou no micro-ondas.

Os variados modelos de descartáveis de alumínio podem ser adquiridos em supermercados ou em lojas especializadas em embalagens e em distribuidores, em caixas com maior quantidade do produto.  Na hora da compra, o consumidor deve ficar atento ao volume especificado no fundo da embalagem. “Há fabricantes que não fornecem essa informação e apresentam produtos fora das normas de mercado. É importante comprar de marcas tradicionais que garantem qualidade no sistema de produção, com higiene e processos rastreados”, alerta Guaraná.

Aliança de tradição

Há 60 anos, a embalagem de alumínio acompanha a liderança do Polenguinho no mercado de queijo snack

As propriedades do alumínio fazem do uso do metal em embalagens de queijos uma tradição global de mercado. Produtos altamente sensíveis ao contato com o oxigênio, os diferentes tipos de queijos, como os processados, camembert, brie e gorgonzola, recebem embalagens produzidas com folhas de alumínio para impedir o comprometimento de suas qualidades de aroma e sabor e de seu shelf life.

No mercado de queijos fundidos, a Polenghi, empresa do Grupo Soparind Bongrain, líder mundial de especialidades queijeiras, optou em 1955 pela folha de alumínio para embalar o tradicional Polenguinho. E há 60 anos mantém o mesmo tipo de embalagem, inclusive nas novas linhas Light, Requeijão, Cheddar, Gorgonzola e Gruyère.

O Polenguinho dispensa refrigeração e tem um shelf life de 210 dias, e conta com a folha de alumínio para manter as características sensoriais do produto. De acordo com a área de Comunicação da Polenghi, a empresa adota o material porque as embalagens de alumínio são importantes aliadas na preservação dos queijos, por impedirem a passagem de luz, umidade e oxigênio, evitando a deterioração.

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A tecnologia que permite a fabricação desse tipo de embalagem foi desenvolvida na França e utiliza folha de alumínio ultrafina de 12μ (micra). “O tablete é selado integralmente, pois recebe um verniz que permite total inviolabilidade”, explica Luiz Henrique Ranchin, consultor Comercial da Votorantim Metais.

Proteção em saquinhos

Sensíveis à ação da temperatura e da umidade, sucos em pó mantêm sabor e aroma em sachês de alumínio

A demanda por sucos em pó, que contam com a proteção de embalagens em sachês de alumínio, tem apresentado crescimento constante nos últimos anos no Brasil. A categoria cresceu 4,8%, entre dezembro de 2014 e setembro de 2015, em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Nielsen fornecidos pela Mondelez, fabricante do suco Tang.

As bebidas em pó Tang, por exemplo, referência na categoria com 45,1% de participação no mercado, é a 4ª marca mais presente nos lares brasileiros entre todos os produtos de bens de consumo, de acordo com Fábio Melo, gerente de Marketing da marca.

“É um produto relativamente barato para o consumidor e com grande penetração em todas as camadas sociais”, avalia Elimar Senna Moraes, gerente de Vendas da Alcoa Alumínio, empresa fornecedora de folhas de alumínio para o mercado de embalagens.

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Os sucos em pó também atraem os consumidores devido à conveniência, já que são facilmente diluídos em água e armazenados, uma vez que suas embalagens pesam em média menos de 50 gramas.

Recente estudo da Mintel mostra que, apesar da preferência dos brasileiros por alimentos frescos, os consumidores também buscam sucos de frutas com preços mais acessíveis. A pesquisa aponta que 33% dos entrevistados consomem sucos frescos diariamente, enquanto 30% optam pelas versões em pó na mesma frequência.

Um comportamento, segundo os resultados do estudo, que não apresenta disparidades significativas entre os diferentes grupos socioeconômicos. Enquanto 31% dos consumidores das classes D e E afirmam consumir suco em pó uma vez por dia, 26% dos grupos A e B afirmam fazer o mesmo.

As versões em pó apresentam amplo período de validade e podem ser mantidas em temperatura ambiente. Conveniências que têm como aliadas as embalagens em sachês de alumínio. Além da preservação de consistência, aroma e sabor, a folha de alumínio garante resistência mecânica às embalagens, que são livres do risco de rompimento.

O suco em pó possui ingredientes sensíveis e, por isso, existem controles durante o processo produtivo para garantir a qualidade e segurança dos produtos. “O empedramento pode ocorrer quando o produto entra em contato com umidade ou quando é armazenado de forma incorreta. Quando isso ocorre, há alteração de textura e aparência”, explica Melo, da Mondelez.

Essa vulnerabilidade exige o uso de embalagens com requisitos especiais de proteção e shelf life. Segundo Moraes, “as folhas de alumínio têm papel único e fundamental na estrutura das embalagens flexíveis que normalmente se utilizam para esse produto, com suas propriedades de barreira e permeabilidade contra umidade, odores, luz, passagem de oxigênio e gases”.

Líder em reciclagem

Brasil recicla 98,4% de latas de alumínio consumidas e mantém liderança mundial há mais de uma década

Em 2014, o volume reciclado de latas de alumínio para bebidas cresceu 12,5%, no Brasil, em relação ao ano anterior. Das 294,2 mil toneladas disponíveis no mercado, foram recicladas 289,5 mil, o que equivale a 62,7 milhões embalagens/dia, ou 2,6 milhões/hora. Com esses resultados, o País alcançou o índice recorde de 98,4%, mantendo a liderança mundial desde 2001.

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Segundo o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da ABAL, Mario Fernandez, a indústria da reciclagem no Brasil já está bem madura. “Há mais de dez anos somos o país com o maior índice de reciclagem de latas de alumínio do mundo, com desempenhos sempre superiores a 90%. Isto demonstra a maturidade e estruturação do mercado de reciclagem brasileiro. Este é um mercado cada vez mais representativo para a indústria, sociedade e meio ambiente”.

“País alcançou o índice recorde de 98,4%, mantendo a liderança mundial desde 2001.”

De acordo com Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, trata-se de um modelo consolidado de logística reversa, baseado fortemente no trabalho de cooperativas. Um modelo, segundo ele, reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2013, e “que serve de exemplo para outras embalagens, para que todas possam conseguir, como a latinha, redução do consumo de energia, água e matéria-prima em toda a cadeia produtiva, emitindo menos gases de efeito estufa”, avalia.

A reciclagem do metal consome 5% de energia elétrica, em relação ao processo de produção do alumínio  primário. O que faz com que o volume de  latas recicladas em 2014 represente uma economia de 4.250 GWh/ano ao País, o equivalente ao consumo residencial de 6,6 milhões de pessoas/ano, em dois milhões de residências. 

O representante da Abralatas destaca que “o grande volume de sucata de alumínio coletado, tratado e comercializado pelas cooperativas de catadores gera renda que ajuda esses empreendimentos a se viabilizarem e, consequentemente, a trabalharem com outros tipos de materiais”.  Apenas em 2014, a coleta injetou R$ 845 milhões na economia nacional, contribuindo com a geração de empregos para milhares de catadores de materiais recicláveis.

YOU’RE THE ONE WHO HELD ME UP – Caffeine Highs

A história do alumínio e do café.

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Milton Rego
Presidente executivo da ABAL

YOU’RE THE ONE WHO HELD ME UP = letra da música “Because you loved me”, de Celine Dion, top10 em 1996, ano da patente da máquina de café Nespresso.

O café, que era conhecido desde o século XV no Oriente Médio foi introduzido na Europa no século XVII, mas se popularizou 100 anos depois nos Cafés Públicos de Londres e Paris. Essas casas de “beber café” tiveram um grande apelo especialmente quando foi identificada a cafeína e os seus efeitos sobre o organismo. Só para vocês terem uma ideia um Café aberto em Londres por Edward Lloyd tornou-se o lugar de encontro de donos de navios e mercadores que aproveitando que estavam todos juntos começaram a usar o lugar para fazer o seguro das embarcações. Em 1771 um grupo deles estabeleceu a Sociedade Lloyd’s of London, instituição dominante no mercado de seguros no mundo (essa e outras histórias muito interessantes a respeito dos Cafés Públicos podem ser encontradas no livro “História do Mundo em 6 Copos” de Tom Standage).

Assim o café na Europa se tornaram uma bebida muito mais importante para a cultura ocidental e as casas de café ficaram associados às novidades, pela leitura de jornais, conversas sobre cultura e ciência e política, particularmente às ideias revolucionárias do início do século XX.

No início do século XX é interessante observar que ideias como energia, rapidez e mobilidade – que foram reconhecidos como valores da “modernidade”, estão ligados ao consumo de café. Esses mesmos conceitos também estão relacionados a um novo metal que iria revolucionar os transportes e o dia-a-dia das pessoas, o alumínio.

A relação do alumínio com o século XX e a transformação que esse metal operou na sociedade já foi explorada aqui nesse blog algumas vezes. Vejam por exemplo o post “A influência da crise política brasileira no consumo de panelas de alumínio” . Agora iremos nos aprofundar na relação do alumínio com o hábito de tomar café.

Essa relação não é acidental. Desde que se tornou uma bebida mundial em duas grandes mudanças da maneira de tomar café estão intimamente relacionadas com esse metal. Não se pode pensar em café sem referência à essas mudanças. Vamos a elas:

O café espresso

A origem da palavra espresso é objeto de certa controvérsia, mas vamos ficar com a versão dos italianos (os franceses dizem que a palavra vem do primeiro dispositivo – exprès.

Pois bem, em italiano, a palavra “espresso” vem da velocidade de preparo do café. Em alguns países não latinos (como nos Estados Unidos) a palavra está relacionada com o modo que é preparado, “sob pressão”, o que causa certa ambiguidade.

Originalmente, como vimos, o café era preparado nas “Casas de Café” da maneira como ainda vemos em muitas  casas  – água quente despejada sobre o café moído e torrado. Logo, perceberam que a bebida perdia o aroma e piorava o sabor se fosse armazenada, assim não era possível estocar o café pronto. Como o consumo era muito rápido e contínuo, começaram a surgir grandes ebulidores (feitos de cobre e ferro) e bombas para fazer o café em doses “industriais”.

A partir daí, apareceram no final do século XIX máquinas chamadas “locomotivas de café” (vejam figura abaixo) feitas de bronze, ferro e prata que tinham o tamanho de um piano de parede. Quem comandava essas máquinas era o barista. A relação com os trens “expressos” era óbvia. Com o advento da máquina, duas coisas mudaram. O café era feito rápido e sob demanda e a água passava sob pressão através do pó, o que diminuía o tempo de extração, tornando a bebida mais saborosa.

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Voltando à nossa saga, enquanto essas grandes máquinas estavam presentes nos bares, nas residências o café continuava a ser preparado do modo tradicional. O consumo nas casas tinha se multiplicado, especialmente na Itália. Nesse interim, o alumínio começou a ser produzido de forma industrial, especialmente na França, e o metal começa a ser utilizado em substituição ao  ferro pela sua leveza, ductilidade e resistência à corrosão.

A primeira mudança

Na província de Crusinallo, o piemontês Alfonso Bialetti, que tinha trabalhado na França na indústria do alumínio, começa a desenvolver várias peças com o novo metal através de fundição por gravidade (o Piemonte sempre foi uma região de artesões).

A grande sacada de Bialetti foi procurar uma solução “doméstica” (leve, portátil, barata) para fazer café com a mesma qualidade dos bares, mas sem a complexidade, o peso e o custo das máquinas utilizadas. Nesse caso, o alumínio (e o conhecimento que ele havia adquirido em relação à sua metalurgia) se demonstraria um aliado fundamental.

Ele desenvolveu uma cafeteira toda de alumínio composta de 3 peças: a parte de baixo funcionando como um ebulidor, que era aquecida em um fogão doméstico e selada em relação à parte superior que, quando aquecida o suficiente devido ao aumento da pressão, fazia com que a água quente passasse por um recipiente com o pó de café e saísse na parte superior com uma qualidade muito semelhante à das grandes máquinas dos bares.

Parece familiar? Pois é mesmo. Estamos falando da cafeteira Moka, ícone da indústria italiana e do café espressoque já foi vendida para milhões de lares no mundo inteiro. A sua forma de oito faces é reconhecida mundialmente. Fez 82 anos em 2015 e certamente você já viu (ou tem) uma.

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Nessas oito décadas foi melhorada, mudou um ou outro detalhe, mas se manteve na proposta original com o mesmo formato e material, tanto que se tornou uma peça representativa do seu tempo e está presente no MoMa de Nova York.

O alumínio (material do qual a cafeteira é feita até hoje) possibilitou que o café melhorasse a sua qualidade e possibilitasse ser feito em poucas quantidades, garantindo assim seu sabor e aroma.

A segunda mudança

Em todo o século XX, o café espresso começou a ser feito em máquinas (pequenas ou grandes) que utilizavam o pó de café obtido pela moagem do grão. Como os aromas (ou seja, as substâncias mais voláteis) começam a ser diluídos no ar no momento da moagem e, mesmo antes disso, no próprio grão depois de torrado, quanto menor o tempo entre moer o café e prepará-lo, melhor o resultado.

Os cafés torrados e moídos passaram a ser vendidos em embalagens embaladas a vácuo (com revestimento em alumínio), mas, mesmo assim, quando abertas, se não fossem consumidas imediatamente, perdiam o sabor. Assim começaram a ser vendidos pequenos moedores de café junto com as máquinas de espresso.

Isso também foi popularizado, mas não era tão simples – significava ter duas máquinas ao invés de uma, para moer poucos grãos de café.

Na década de 1980, Eric Favre, um empregado na Nestlé na Suíça desenvolveu uma patente de uma máquina que fazia café espresso a partir de cápsulas individuais hermeticamente fechadas (a primeira patente foi em 1996). Cada cápsula contém de 5 a 6 gramas de café e faz uma dose de café “lungo” (110 ml) ou “ristretto” (40 ml), dependendo do gosto.

Com isso, o café não perde nada do seu aroma e é como se ele fosse preparado logo após da torra e da moagem. Além disso, o produtor tem o total controle do sabor (através do blend), da torra, da moagem e da compactação, ou seja, aposentou o barista.

A fabricação dessa cápsula dependeu do alumínio. Toda a cápsula da Nespresso é feita desse material. Nenhum outro tem a capacidade de ser tão leve, ao mesmo tempo ser uma barreira eficaz contra a luz e o ar, podendo ser utilizado com alimentos e apresentar a resistência certa para ser rompido pela máquina quando da passagem da água pressurizada, além de conferir aos produto uma apresentação muito bonita.

A qualidade da bebida a partir desse processo, juntamente com uma estratégia de comercialização, colocou a Suíça no primeiro lugar de exportadores mundiais de cafés moídos e torrados, lugar que era disputado anteriormente pela Alemanha e Itália, e mudou o panorama mundial do café espresso.

Se no início do século XX o alumínio e o café estavam relacionados com energia, rapidez e mobilidade, agora o alumínio e o uso de doses individuais de café têm um papel importante como referência de sustentabilidade, sendo totalmente reciclados (embalagem e conteúdo), diminuindo desperdício, uma vez que você utiliza estritamente apenas o que bebe.

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A partir de então, realmente deixou de existir diferença entre o café espresso servido em bares e aquele bebido em casa ou no escritório. As máquinas da Nespresso e suas cápsulas, assim como a como a cafeteira Moka cem anos antes, viraram objeto de consumo mundial.

Café e alumínio. Uma longa história de modificação de hábitos de consumo e de maneiras da preparação em dois séculos. Duas grandes mudanças. Em cada uma delas, o alumínio foi protagonista.


Tudo o que você queria saber sobre café mas tinha vergonha de perguntar.

Quem produz o café, não são países como Brasil e Colômbia?
O café, que é produzido em países como o Brasil (maior exportador mundial) e a Colômbia, é vendido em grãos. Para o café torrado e moído a União Europeia domina o mercado com quase 80% do mercado global.
O que é o café espresso?
É uma bebida obtida da passagem de água sobre pressão aquecida (mas abaixo do ponto de ebulição) durante um tempo determinado (entre 25 e 30 segundos) por um recipiente onde tem café tostado, moído e compactado. Do ponto de vista químico, é a extração de componentes do pó que são solúveis na água.
O café espresso é melhor do que aquele obtido pelo método convencional em um bule e um coador?
Depende do gosto. De qualquer forma o café espresso dá uma bebida diferente do café “convencional”. O menor tempo da água, a pressão e a temperatura da água extrai do café uma composição de substancias que são levemente diferentes. Além disso o café espresso produz um “creme” na superfície do recipiente que não é encontrado na extração convencional.
Quais são os fatores que influenciam a qualidade do café espresso?
Em primeiro lugar, é claro, a qualidade do grão. Normalmente os cafés são um blend de grãos robusta e arábica. Cada grão traz à mistura características diferentes. Depois tem a torra. Ao longo da torra o café vai mudando de gosto, tomando corpo, mas perdendo alguns componentes nesse processo (inclusive a cafeína). Depois é a maceração (a moagem) e a compactação. É a densidade do pó resultante que vai fazer a água atravessar o pó mais ou menos facilmente. O resultado é a menor ou maior extração das substancias aromáticas.
O café espresso tem mais cafeína do que o café convencional?
Depende de todos os fatores mencionados na resposta anterior. De um modo geral o café espresso tem mais cafeína por mililitro de café mas depende muito do tempo de extração tanto do café espresso como do café convencional. Como a cafeína é menos solúvel que outros componentes, quanto mais rápido o tempo de extração menos cafeína terá o café. O tempo de extração de um café convencional costuma ser 6 vezes maior do que o café espresso. Um outro ponto a considerar é que normalmente se toma menos café espresso (de cada vez) do que o café convencional.

Tênder Tropical

Nas festas de fim de ano, familiares e amigos se reúnem para confraternizar e fazer um balanço do ano que passou, geralmente ao redor da mesa onde são servidos saborosos pratos, como as tradicionais carnes assadas. Aqueles que preparam esses assados também querem desfrutar dos momentos especiais e não dispensam recursos práticos para ganhar tempo na cozinha.

Uma excelente opção para este fim de ano é preparar os pratos diretamente em bandejas descartáveis de alumínio. Elas são resistentes, bonitas e muito práticas, pois vão do forno à mesa, ou podem ser transportadas para outro local, sem a necessidade de mudar de recipiente. E ao final da festa, as embalagens não precisam ser lavadas ou devolvidas, pois elas são descartáveis, além de infinitamente recicláveis. 

A culinarista Sonia Wooten sugere duas receitas para deixar suas festas mais saborosas (veja aqui a outra sugestão), lembrando que o prazer de desfrutar de um belo assado com a família e com os amigos é ainda maior se a assadeira for descartável.

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Ingredientes:

  • 1 peça de tênder com cerca de 1,5 kg
  • 2 latinhas de soda limonada
  • ¼ xícara (chá) de molho de mostarda
  • 1 embalagem de glicose de milho
  • 1 xícara (chá) de nozes inteiras
  • Fatias de pêssegos, abacaxis, figos ou cerejas em conserva, para decoração
  • Uma assadeira descartável de alumínio, tamanho médio (4.000 ml)
  • Um rolo de papel alumínio

Modo de preparo:

Faça alguns furos na carne e a coloque em uma tigela grande. Acrescente as sodas limonadas, o molho de mostarda e deixe marinando na geladeira, por algumas horas. Retire do tempero e coloque o tênder na assadeira descartável de alumínio. 

Aqueça a glicose e cubra o tênder. Com a ajuda de palitos, finque as nozes em metades ao redor da peça. Cubra a carne com o papel alumínio e leve ao forno quente para assar por 30 minutos. Retire o papel alumínio e deixe dourar no forno por mais alguns minutos. 

Para finalizar, retire o tênder do forno, decore-o com as fatias de frutas, ainda dentro da embalagem descartável, e leve-o à mesa para servir.

Ave de Natal com farofa e frutas

Nas festas de fim de ano, familiares e amigos se reúnem para confraternizar e fazer um balanço do ano que passou, geralmente ao redor da mesa onde são servidos saborosos pratos, como as tradicionais carnes assadas. Aqueles que preparam esses assados também querem desfrutar dos momentos especiais e não dispensam recursos práticos para ganhar tempo na cozinha.

Uma excelente opção para este fim de ano é preparar os pratos diretamente em bandejas descartáveis de alumínio. Elas são resistentes, bonitas e muito práticas, pois vão do forno à mesa, ou podem ser transportadas para outro local, sem a necessidade de mudar de recipiente. E ao final da festa, as embalagens não precisam ser lavadas ou devolvidas, pois elas são descartáveis, além de infinitamente recicláveis. 

A culinarista Sonia Wooten sugere duas receitas para deixar suas festas mais saborosas (veja aqui a outra sugestão), lembrando que o prazer de desfrutar de um belo assado com a família e com os amigos é ainda maior se a assadeira for descartável.

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Ingredientes

  • 1 ave inteira com cerca de 4,5 kg, pode ser chester ou peru
  • 2 xícaras (chá) de vinho branco
  • 4 cebolas grandes
  • Sal a gosto
  • 100g de manteiga amolecida, para dourar
  • Fios de ovos,  cerejas e uvas frescas, para decorar
  • 1 assadeira descartável de alumínio, tamanho grande (7.000 ml)
  • 1 rolo de papel alumínio

Farofa:

  • 250g de damascos secos
  • 3 colheres (sopa) de manteiga
  • 1 cebola média ralada
  • 500g de farinha de milho flocada
  • Sal a gosto
  • 1 xícara (chá) de uvas passas sem sementes
  • ½ xícara (chá) de castanhas-do-pará picadas

Modo de preparo:

Retire os miúdos do interior da ave e tempere-a com o vinho e com o sal. Leve a ave à assadeira descartável de alumínio, forrando sua base com fatias de cebola para a pele da ave não grudar durante o cozimento.

Para a farofa, pique os damascos e ferva-os por 10 minutos em uma panela com água suficiente para cobrir as frutas.

Aqueça a manteiga e doure levemente a cebola. Acrescente a farinha de milho o sal e frite mexendo por alguns minutos.

Desligue o fogo e acrescente os damascos, as uvas passas e as castanhas-do-pará.  Recheie a ave com a farofa e reserve um pouco para a decoração.

Seque a superfície da carne com papel toalha e besunte-a fartamente com a manteiga. Cubra a bandeja descartável com o papel de alumínio e leve ao forno médio pré-aquecido, para assar por aproximadamente duas horas.

Retire o papel alumínio, aumente a temperatura do forno para terminar de assar e deixar a pele corada.

Para decorar, acrescente o restante da farofa.  Decore com os fios de ovos, as cerejas e as uvas.

Dica: Como a ave é grande, deve ser assada lentamente para que o seu interior cozinhe no ponto desejado. Para saber se está no ponto certo de cozimento, faça um pequeno corte entre a coxa e o peito.  A carne não pode estar rosada.