Valor agregado

Embalagem pode definir a escolha do consumidor no ponto de venda, aponta pesquisa

Para o consumidor do século 21, o diferencial dos alimentos e bebidas pode estar na embalagem, como aponta pesquisa realizada pela MeadWestvaco Corporation (MWV), empresa global de embalagens que fornece soluções em diversas áreas como saúde, alimentos, bebidas e agronegócio.

Realizado no final de 2014, o levantamento aponta que o consumidor brasileiro sofre maior influência das embalagens em relação aos chineses, franceses, alemães e norte-americanos. Na análise das atitudes dos consumidores no momento da compra, 52% afirmaram que a embalagem é muito ou extremamente importante para satisfação com o produto, contra 31% da totalidade dos cinco mil entrevistados da pesquisa.

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Embalagem pode definir a escolha do consumidor no ponto de venda, aponta pesquisa.

No resultado global, 69% afirmaram que o fato de a embalagem ser facilmente reciclada ou aproveitada é extremamente importante. O item sustentabilidade foi apontado como um dos atributos que podem ser reforçados pelos fabricantes.

A inovação das embalagens é apontada como um recurso para melhorar a segurança dos produtos por 30% dos brasileiros, índice acima da média mundial de 25%. E 92% dos brasileiros afirmam que o desenvolvimento de novas embalagens tornou os produtos mais convenientes e de fácil uso.

De acordo com Assunta Camilo, diretora do Instituto de Embalagens, os resultados refletem, além da importância da embalagem para o consumidor, que o mercado brasileiro vem tentando se adequar ao novo momento, modernizando as embalagens para atender às necessidades básicas: conveniência, saúde, segurança, estilo e sustentabilidade.

Mas, apesar de a pesquisa apontar alto índice de reconhecimento no item desenvolvimento de embalagens mais convenientes, segundo Assunta, o investimento ainda é muito reduzido. O mercado ainda oferece ao consumidor, por exemplo, embalagens difíceis de abrir, sem dispositivo para fechamento, pesadas e muitas vezes inseguras. E, para a especialista, a melhor maneira de mudar esse cenário é investir em conhecimento dos recursos disponíveis, por meio da formação de profissionais capacitados e preparados.

Praticidade no Micro-ondas

Utilizadas no congelamento ou aquecimento de alimentos, as embalagens descartáveis de alumínio ganham cada vez mais espaço na indústria de alimentos, mas muitas donas de casa ainda não descobriram a praticidade que seu uso traz no dia a dia.

Além de econômicas e seguras, as embalagens descartáveis de alumínio oferecem várias aplicações na cozinha, pois podem ser levadas ao forno sem a necessidade de troca de recipientes, sendo utilizáveis até no micro-ondas, seguindo a forma correta.

Assista a apresentação de como utilizar corretamente as embalagens descartáveis de alumínio no forno de micro-ondas.

Pernil festivo

Sabor e Praticidade:

Receitas deliciosas e fáceis de preparar graças à praticidade das folhas e embalagens descartáveis de alumínio.Elas são resistentes e vão do forno à mesa, ou podem ser transportadas para outro local, sem a necessidade de mudar de recipiente. E depois de usadas não precisam ser lavadas, pois são descartáveis, além de infinitamente recicláveis.


Embalagem

Assadeira, capacidade para 7 litros, sem tampa

Ingredientes
2 dentes de alho picados
2 cebolas cortadas em cubos
2 tomates grandes fatiados
1 kg de pernil peça inteira
1 xícara (chá) de vinho branco
2 colheres (sopa) de folhas de alecrim 6 folhas de louro
sal a gosto
1 xícara (chá) de água
molho de pimenta a gosto
1⁄2 xícara (chá) de água
1 pimentão vermelho cortado em tiras 1 pimentão verde cortado em tiras
1 pimentão amarelo cortado em tiras 2 colheres (sopa) de azeite

Modo de preparo
1. Em uma assadeira de alumínio descartável coloque em camadas o alho, a cebola e o tomate. Coloque o pernil e faça alguns furos para o tempero penetrar e tempere com o vinho, o alecrim,

2. Vire o pernil de lado e leve ao forno médio preaquecido para assar por 1 hora e meia, bem vedado com o papel alumínio.

3. Retire o papel alumínio, acrescente os pimentões, regue com o azeite e volte forno até o pernil ficar dourado e bem assado.

Dica – Se o pernil for servido logo depois de assado, poderá ser preparado com batatas. Mas para congelar os pimentões são mais recomendados.

Para congelar – Ao retirar o pernil do forno, coloque a assadeira sobre bastante gelo para esfriar o alimento rapidamente. Leve-o a geladeira e somente depois que o seu interior estiver totalmente

Para descongelar – Leve ao forno convencional em temperatura média, até o pernil ficar totalmente aquecido. Não cubra para não retardar o aquecimento.

Tampa ou rolha?

Vantagens das screw caps de alumínio rompem preconceitos e dispensam o uso da rolha em garrafas de vinhos jovens

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Trocar o saca-rolhas por um simples giro com as mãos para abrir garrafas de vinhos é uma facilidade que vem conquistando a preferência dos apreciadores da bebida na Europa, África do Sul, Nova Zelândia, Austrália, França, Estados Unidos, Chile e Argentina, onde as rolhas de cortiça estão sendo substituídas pelas tampas de alumínio, derrubando o estigma de falta de qualidade dos vinhos engarrafados sem rolhas.

De acordo com a sommelier Marcia Anholeti, a tampa de alumínio é utilizada para vinhos que não precisam de envelhecimento, vinhos jovens, brancos e rosés. Para essa categoria de vinhos a rolha não faz diferença, é apenas mais um charme e tradição. A rolha é um produto extremamente caro, além da árvore Sobreiro, da qual é extraída a cortiça, estar em extinção. “Sendo assim, o uso de rosca para vinhos com preços mais em conta também é uma solução para não elevar o preço final da bebida”, explica.

A rolha sintética é pouco aceita no mundo do vinho. Isso, segundo a especialista, porque o material não é poroso, o que não permite a “dilatação” necessária para um lacre 100%. Apenas ganha no quesito poder usar um saca-rolhas e manter a tradição de puxar a rolha.

Além da praticidade, o uso de screw caps favorece a conservação do aroma e do sabor da bebida. Um dos motivos de o vinho estragar é a entrada de oxigênio na garrafa. E com o fechamento com tampas de alumínio a garrafa fica completamente protegida da entrada de ar.

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“As tampas de alumínio utilizadas para vedação de vinhos possuem uma camada protetora evitando o contato direto do metal com o líquido e não permitem a troca de oxigênio com o meio. Além disso, por se tratar de um material inerte e inorgânico, qualquer contaminação se torna impossível, garantindo as características aromáticas e o perfil de sabores originais do vinho”, explica o enólogo André Peres Jr.

O uso das tampas de alumínio ainda permite o armazenamento das garrafas na vertical e o fechamento após o consumo. O vinho também fica livre da transmissão do chamado “gosto de rolha”, o efeito bouchoneé, que tem origem em fungos que contaminam a rolha e ocorre em cerca de 5% a 6% das garrafas de todo o mundo.

Para os vinhos de guarda, os que precisam ser envelhecidos às vezes por décadas, a rolha continua a ser usada, embora já hajam testes para avaliar a evolução da bebida engarrafada com tampas de alumínio, segundo

Lourdes Conci da Silva, gerente de Marketing da Vinícola Aurora, uma das pioneiras no Brasil a adotar as tampa de rosca, que hoje são utilizadas em todas as linhas de vinho de mesa e de consumo rápido, cerca de 80% da produção.
Saiba mais no vídeo da sommelier Marcia Anholeti.


Reciclagem 100%

Embalagens longa vida fornecem matéria-prima para fabricação de peças metálicas e de plástico

As embalagens cartonadas assépticas, conhecidas por longa vida, são 100% recicláveis. As fibras resultantes do processo de reciclagem não são utilizadas para a fabricação de novas embalagens, mas o material reciclado pode ser utilizado como matéria-prima de diferentes produtos: laminados, peças plásticas, telhas, vassouras e parafina.

“O alumínio pode ser separado do plástico e reciclado para aplicações específicas, como na produção de peças metálicas, produtos químicos para produção de peças metálicas, na confecção de madeira prensada e telhas”, explica Fernando von Zuben, diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak.

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O polialumínio, composto por plástico e alumínio, é transformado em pellets, grãos que podem substituir, parcial ou totalmente, o plástico reciclado, em muitos tipos de produtos como canos e paletes.

Mas os benefícios da reciclagem das caixas longa vida, como as de leite e sucos, dependem do descarte doméstico correto. Segundo Zuben, o ideal é limpar qualquer embalagem, antes da reciclagem. E quanto ao local adequado para o descarte, basta acessar o link abaixo e encontrar o mais próximo de sua casa. Rota da Reciclagem:

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Solução ecológica

Embalagem de alumínio combate desperdício de alimentos e preserva o meio ambiente

O desperdício mundial de alimentos impacta diretamente na preservação dos recursos naturais. A cada ano, 1,3 bilhões de toneladas vão para o lixo. Esses alimentos descartados utilizam um volume de água equivalente ao fluxo anual do rio Volga na Rússia e são responsáveis ​​pela emissão de mais de 3 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera do planeta ao ano, além de gerarem um custo de 750 bilhões de dólares anualmente.

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Os dados fazem parte do estudo “Os Rastros do Desperdício de Alimentos: Impactos sobre os Recursos Naturais”, realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e divulgado em 2013.

Os resultados mostram que o consumo consciente é uma importante arma no combate ao desperdício, começando pelas embalagens. As produzidas com alumínio, além de aumentarem o tempo de vida dos alimentos embalados, contribuem para reduzir o consumo de recursos naturais durante a produção, o transporte e o armazenamento.

Assista ao vídeo “Mais é Menos” e conheça as vantagens do alumínio para a sustentabilidade do planeta. O material foi produzido pela Associação Europeia de Folhas de Alumínio (Alufoil) e adaptado ao consumidor brasileiro pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) .


Latas especiais

Inovações em tintas e vernizes para embalagens de alumínio abrem novos caminhos para a publicidade de bebidas

Para potencializar suas ações de marketing, os fabricantes de cerveja, refrigerante e energético investem nas “latas especiais” de alumínio. Além de variar em tamanhos e formatos (250ml, 269 ml, 473 ml e 710 ml), que hoje representam mais de 30% do volume comercializado, a principal inovação está no uso de tintas e vernizes especiais que permitem aos profissionais de criação de embalagens explorar ao máximo as latas de alumínio como peças publicitárias.

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“Se querem um produto para vender em casas noturnas, demandam uma embalagem com tinta que se destaca no escuro. Se querem uma bebida para marcar ou promover um evento, uma festa, demandam rótulos que façam alusão a eles, especificamente. Ou seja, a lata se molda facilmente a campanhas publicitárias. Essa é uma das razões do sucesso da latinha: a possibilidade de conversar com a mente criativa dos profissionais de publicidade e de marketing”, destaca Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade.

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O uso do verniz táctil é responsável por inovações que vão além do layout arrojado do rótulo ou de funções de visualização. Entre os exemplos está um recente lançamento da Coca-Cola no México, onde as latas ganharam impressões em braille. Enquanto a Heineken optou pelo mesmo insumo para criar uma experiência sensorial que diferencia sua embalagem tradicional da concorrência e agrada o consumidor, pois torna mais fácil segurar a embalagem quando está muito gelada.

O avanço tecnológico também permite o desenvolvimento de tintas especiais que “avisam” o consumidor quando a bebida está na temperatura ideal para ser consumida. Nesse caso é utilizada a tinta termocrômica, desenvolvida na Europa e adaptada ao clima do Brasil, onde a cerveja é consumida em temperaturas mais baixas. Lançada no País em 2000, em embalagem de cerveja, hoje a tinta é produzida de forma contínua e não somente para ações promocionais.

A tinta UV é indicada para diferenciar o produto no momento da venda em casas noturnas, por exemplo. Quando aplicada na superfície da lata ou utilizada para compor o logotipo da marca, a lata brilha no escuro quando exposta à luz ultravioleta. A UV é muito utilizada nas latas de energéticos, para facilitar a identificação do produto para quem serve e consome, além de destacar a marca entre os frequentadores do local.

Para Renault Castro, “o fato de dispor de um rótulo em toda a sua superfície, com cores variadas, com tintas especiais, transforma a lata em uma embalagem única, que se destaca na gôndola do supermercado, no freezer do bar ou da padaria, em celebrações, eventos culturais ou esportivos e ocasiões de lazer, seja noite ou seja dia”.

Embalagem orgânica

Descartáveis de alumínio atendem a conceito de alimentação sem agrotóxicos e conservantes

O mercado brasileiro de alimentos orgânicos tem registrado índices de crescimento de 30% a 40% ao ano no varejo, segundo dados do Projeto Organics Brasil . Além de redes de supermercados, os produtos in natura ou processados podem ser encontrados em feiras e lojas de conveniência. Uma demanda que impacta a produção de embalagens descartáveis de alumínio utilizadas por fornecedores de pratos prontos e lanches naturais.

Impermeável à luz e ao ar, elementos causadores da deterioração, o alumínio não traz dano à saúde, não altera o gosto e o aroma dos alimentos, é atóxico e 100% reciclável. Tais especificidades aliam-se à praticidade de transporte, armazenagem e utilização final. Propriedades que fazem das descartáveis de alumínio ideais para atender às exigências de produtores e consumidores de alimentos orgânicos, que não contêm agrotóxicos , aditivos químicos e conservantes na sua preparação.

A Refazenda, empresa pioneira na produção de pratos prontos orgânicos congelados no Brasil, há 21 anos fornece 100% de seus produtos em embalagens de alumínio. De acordo com Neura Gil, sócia-fundadora da empresa instalada na cidade paulista de Botucatu, o alumínio atende ao conceito de alimentação nutritiva e saborosa fornecida a varejistas de diferentes regiões do País.

A empresária, responsável pelo abastecimento do mercado nacional com cerca de 3.500 pratos ao mês, explica que as descartáveis de alumínio são a melhor opção por não liberarem substâncias tóxicas, serem recicláveis e práticas, facilitarem o acondicionamento dos alimentos e o processo de lacre seguro, e ainda permitirem que os pratos congelados sejam levados diretamente ao forno e à mesa. Entre os pontos fortes dos pratos e bandejas de alumínio destaca-se a reciclabilidade, um item fundamental para os adeptos dos alimentos orgânicos, segundo Neura Gil.

“O processo de reciclagem é mais econômico que das outras embalagens por consumir menos energia, e sua capacidade de reciclagem é infinita. O processo de logística reversa também é mais simples e ágil que as demais. Esses conceitos vão ao encontro da filosofia dos produtos naturais”, explica Daniele Costa, diretora executiva da fabricante de embalagens Boreda.

Quanto à garantia de qualidade, Antônio Carvalho, gerente nacional de vendas da fornecedora de embalagens Wyda alerta para a espessura correta da folha de alumínio utilizada na fabricação e a especificação do volume. De acordo com a Norma ABNT NBR 14230, a espessura mínima dos pratos deve ser de 35 micra e o fundo do corpo de cada embalagem deve trazer o marca do fabricante e o volume em mililitros.

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Combate ao desperdício

Embalagem stand up pouche aumenta o tempo de prateleira de alimentos e auxilia na preservação dos recursos naturais

A cada ano, 1,3 bilhões de toneladas de alimentos são desperdiçados no mundo. Produzidos, mas não consumidos, os alimentos descartados utilizam um volume de água equivalente ao fluxo anual do rio Volga na Rússia e são responsáveis ​​pela emissão de mais 3 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera do planeta ao ano, além de gerarem um custo de 750 bilhões de dólares anualmente.

Diante desses dados alarmantes, apontados no estudo “Os Rastros do Desperdício de Alimentos: Impactos sobre os Recursos Naturais”, realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e divulgado em 2013, a eficácia dos processos de conservação dos alimentos industrializados surge como quesito primordial no combate ao desperdício.

Como matéria-prima sustentável para produção de embalagens, o alumínio oferece diferenciais que impactam no prazo de validade dos alimentos, sendo considerado um forte aliado no esforço mundial para reduzir o desperdício na distribuição, armazenagem, nos pontos de venda e na cozinha do consumidor.

“O material funciona como barreira, impedindo a passagem de ar, umidade ou luz, além de ser inodoro e com possibilidade de vedação. Essas propriedades permitem manter a integridade do alimento e preservá-lo por mais tempo”, explica Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE).

Para atender à crescente demanda por embalagens capazes de prolongar o shelf life dos alimentos, fornecedores da folha de alumínio investem em inovações tecnológicas que viabilizam o desenvolvimento de novos conceitos. Um exemplo adotado pela indústria de alimentos são embalagens flexíveis stand up pouche, que substituem, principalmente, os vidros.

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A stand up pouche vem conquistando o mercado porque, além do longo prazo de validade, traz benefícios adicionais a consumidor, fabricante e varejista. Além de moderna e prática, facilita a logística de transporte e ocupa menos espaço nas gôndolas.

De acordo com Luiz Henrique Ranchin, consultor comercial do Segmento Embalagens da Votorantim Metais-CBA, o conceito é indicado para produtos (atomatados, café instantâneo, sopas e molhos especiais, entre outros) que necessitam de uma folha de alumínio de 8 microns na composição da embalagem, para serem envasados sem conservantes e ganharem um shelf life de até 18 meses.

Ao gosto do freguês

Cervejas em garrafas de alumínio atendem expectativas do consumidor e promovem marcas

Em recente pesquisa internacional, consumidores revelam a preferência por inovações quando o assunto é embalagem. Para mais de 77% dos entrevistados de países desenvolvidos e emergentes, incluindo o Brasil, as marcas estão no caminho certo ao adotarem novas soluções.

O levantamento, realizado em 2014 pela MeadWestvaco Corporation (MWV), além da expectativa por novidades, mostra que o consumidor está atento a conveniência, segurança, facilidade de uso e sustentabilidade das embalagens.

O estudo revela um contexto de mercado que vem sendo explorado pela indústria cervejeira, por meio do lançamento de edições especiais que têm a garrafa de alumínio como destaque. O design arrojado e as cores especiais são as primeiras novidades que impactam o consumidor nas redes de supermercados, que reservam espaços diferenciados para a exposição desses produtos.

Entre os pontos positivos do alumínio está o fato de a “rotulagem” ocupar 100% da embalagem, o que permite transformar a apresentação do produto para maximizar a mensagem desejada, de acordo com campanhas promocionais, eventos ou datas comemorativas. Uma solução de marketing não aplicável à embalagem de vidro, que permite a utilização de 30% a 40% da garrafa.

De acordo com Luciano Túlio, gerente de Inovação da Ambev, “os públicos são segmentados por marca e uma garrafa de alumínio pode ter o design, a tecnologia e a arte desenvolvidos de acordo com a identidade visual do consumidor de cada marca”.

Outras vantagens da garrafa de alumínio destacadas pela Ambev, detentora das principais marcas de cerveja comercializadas no País, também atendem às exigências do consumidor em tempos de valorização de conveniência e sustentabilidade: reciclabilidade (100%), leveza (otimização do transporte), a bebida gela mais rápido (redução do consumo de energia), embalagem inquebrável (segurança).

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A copa do mundo, em 2014, foi o último grande evento nacional que impulsionou o mercado de bebidas e o lançamento de edições limitadas de marcas de cerveja da Ambev, como Brahma e Budwiser. A ação de marketing, desenvolvida para surpreender e atrair diferentes perfis de consumidores, reforçou a presença das marcas no maior evento esportivo internacional e ofereceu uma peça diferenciada de recordação do campeonato mundial de futebol realizado no País.

Além de edições comemorativas, outras iniciativas podem incentivar a compra, a coleção e o reaproveitamento das embalagens especiais de alumínio. Em 2013, por exemplo, a Skol lançou uma garrafa de 473 ml, com cinco opções de estampas, para ser reutilizada como item de decoração: luminárias, relógios, galheteiros, castiçais ou vasos. Além de poder montar sua própria peça, o consumidor teve a opção de adquirir o kit completo no site da empresa.

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No mesmo ano, a cervejaria holandesa Heineken, uma das primeiras a introduzir a cerveja em garrafa de alumínio no Brasil, marcou a comemoração dos 140 anos da marca com a série Episodes, composta por quatro modelos diferentes de garrafas.